quinta-feira, 27 de abril de 2017

[GAMES] RESIDENT EVIL 7 (ou é impossível fazer um jogo de terror)



Se tem uma coisa que George Lucas nunca entendeu sobre Star Wars, foi os seus fãs. Mais precisamente, os efeitos da passagem do tempo sobre as memórias deles. De repente ele se viu às voltas com uma horda de pessoas que acham que Star Wars é uma série super séria, profunda e sombria sobre a própria essência da natureza humana.

E que o Boba Fett é absolutamente fodão.
O que não faz sentido nenhum para quem fez os filmes (ou qualquer um que lembre deles, na verdade). Star Wars é uma ficção científica Sessão da Tarde em que a guerra é vencida pelos ursinhos carinhosos Dilmas Jr, e o Boba Fett é um alivio cômico, cuja única cena relevante na série é pagar mico. Mas os fãs não importam com bobagens como fatos. Na cabeça deles é isso que Star Wars sempre foi. Mesmo que nunca tenha sido.


Esse fenômeno de substituição de memórias de coisas que não eram tão boas assim por algo que gostaríamos que fossem é bastante recorrente. Não é atoa que os fãs odiaram um Indiana Jones cinema-pipoca despretensioso e vomitaram ódio como se Caça-Fantasmas fosse mortalmente ofendido por ser uma comédia "Cinema em Casa" divertidinha.


E esse é um ponto que a Capcom entendeu muito bem a respeito dos seus fãs: deem o que eles querem, mesmo que o que eles querem nunca tenha existido em primeiro lugar. Eu li aproximadamente um bilhão e três resenhas chamando Resident Evil 7 de "retorno as origens" como um jogo de terror sem conseguir entender da onde eles tiraram tamanhos coliformes mentais.


Resident Evil nunca foi um jogo de terror. Se alguma coisa, ele era uma paródia de filme trash. Ok, talvez você não lembre exatamente do jogo, mas tenha no seu coração que, sim, era uma pérola do encagaçamento infindo. Então, me permita te relembrar do que FOI Resident Evil:



quarta-feira, 26 de abril de 2017

[GAMES] WATCH DOGS 2 (ou GTA Mr. Robot)


a E3 de 2012, a Ubisoft anunciou um jogo que, conforme o que dava a entender, revolucionaria nossa forma de pensar videogames. Um sandbox de mundo aberto onde você jogaria com um hacker, poderia interagir com toda estrutura inteligente de uma cidade, e controlar cada pequeno aspecto nela. Realizar missões sem mover seu personagem, apenas saltando de smartphones para cameras de vigilancia, e controlando sinais de transito e o fluxo dos trens. Esse era Watch Dogs.

Se parecia uma proposta ousada, é porque era mesmo. O resultado final foi apenas um Assassinss Creed muito esquecível (com o mesmo tipo de missão até), só que usando a skin de GTA e sem parkour. Se você nunca jogou Watch Dogs, não perdeu grande coisa realmente.

Por isso mesmo, quando a Ubisoft anunciou uma sequencia de Watch Dogs para 2016, pouca gente ficou empolgada. Com toda razão, aliás. O que mal sabíamos é que, dessa vez, a Ubisoft estava entregando uma revolução – não pelas promessas da E3 de 2012, que agora foram mais ou menos cumpridas – mas sim porque essa é uma forma inteiramente nova de pensar videogames. Watch Dogs 2 é um jogo mais importante do que pode parecer.

terça-feira, 25 de abril de 2017

[CINEMA] Da onde Uwe Boll tirou dinheiro para fazer tantos filmes ruins?



Se você ainda não ouviu falar dele, Boll é o cara que ficou famoso alguns anos atrás por fazer uma série de filmes de videogame hilariamente ruins: BloodRayne, House of the Dead, Postal, Alone in the Dark, Dungeon Siege, Far Cry, etc. Se você conhece alguém que acha que todos os filmes de videogame são predestinados a ser merda, ninguém na Terra tem mais responsabilidade por criar esse pensamento do que Uwe Boll.

Então você pode racionalmente se perguntar: “tá, mas por que continuaram dando dinheiro para ele fazer filmes? Esses alemães são retardados ou o quê?”. Não, sério, por que diabos alguém investiria naquele que já é consagrado um dos piores diretores da história da humanidade?

Não foi por burrice. Pelo contrário, investir no Uwe Boll era um ótimo negócio. Mas oi?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

[ANIMES] WELCOME TO NHK (ou bem-vindo à forever alonice)


Existe um problema muito sério de saúde pública no Japão (na verdade no mundo todo, mas apenas no Japão tem uma palavra para isso) chamado “Hikikomori”, que são adultos entre 20 e 40 anos que não saem do quarto.

Não do tipo “ele é caseiro”, e sim a níveis patológicos mesmo. Alguns sequer vão ao banheiro caso não morem em uma suíte. Oficialmente o governo japonês estima que 700 mil homens (majoritariamente) desistiram da vida externa. Acredita-se que esse número é pelo menos o dobro, já que muitas famílias têm vergonha de admitir o problema publicamente. Welcome to NHK (NHK ni youkoso no original) é um anime de 2006 do estúdio Gonzo (Gantz, Helsing) sobre este tema

domingo, 23 de abril de 2017

[TÚNEL DO TEMPO] AÇÃO GAMES 005 (setembro/1991)


Andei refletindo bastante sobre o projeto MESTRE SUPREMO DOS GAMES, e cheguei a conclusão de shooters de navinha realmente não são o tipo de jogo que me divertem. Sei lá, não consigo achar graça nisso, então a menos que seja particularmente relevante vou pular esses jogos. Estou pensando em fazer o mesmo com jogos de luta, porque é outra coisa que não me diverte tanto assim... mas ainda vou ver quando chegar a hora.

Seja como for, é hora de setembro de 1991! Porque não foi só o disco que consagrou o Nirvana (Nevermind) que saiu nesse mês, como uma Ação Games zero bala!

sábado, 22 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 005] RASTAN (Master System)



Homens extremamente musculosos besuntados em suor e usando uma tanguinha minúscula eram um dos maiores símbolos de macheza dos anos 80, graças a adaptação cinematográfica do livro de Robert E. Howard estrelada por um certo austríaco fisiculturista que tinha alguma dificuldade em falar inglês.

Seria estranho se os videogames não tentassem tirar uma lasquinha dessa moda, de preferência sem precisar pagar um único centavo de direitos autorais. Nascia assim Rastan, o bárbaro

[AÇÃO GAMES 005] PSYCHIC WORLD (Master System)



A primeira vista, PW parece um clone de Mega Man. E um bem ruinzinho, na verdade. Os pulos são toscos e seu tiro é uma biribinha furada. Entretanto se você der uma chance a ele, vai acabar se deparando com um dos jogos mais legais de Master System que eu joguei até aqui.