sábado, 22 de julho de 2017

[GAMES] FIFA 17 (ou só um rapaz de cidade pequena, nascido e criado no sul de Detroit)



Marvel ou DC. Sega ou Nintendo. Raw ou Smackdown. Cavaleiros do Zodíaco ou ter o mínimo de bom gosto. Desde o seu ínicio a humanidade sempre se sentiu muito mais confortável se dividindo em galhos para  atirar fezes nos macaquinhos da arvore do lado e isso se espelha no nosso entretenimento. E uma das maiores divisões do mundo dos games é a divisão entre os dois grandes (e até onde eu lembro, únicos no momento) jogos de futebol no momento: Pro Evolution Soccer (PES, para os íntimos) e FIFA.

Como tudo na vida, quem torce para uma marca (sim, é tão idiota quanto soa) dificilmente dá o braço a torcer para a outra. Para quem não é de um time ou de outro, as diferenças se tornam mais imperceptíveis a cada ano que passa.

De qualquer forma, todo ano as duas empresas lançam o seu "jogo desse ano", melhorando os gráficos, polindo a física, atualizando os times e ocasionalmente lançando um novo modo de jogo. Esse é o ponto que vamos abordar aqui, porque em 2016 a EA lançou um "modo história" no seu FIFA 17

quarta-feira, 19 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] THE LITTLE MERMAID (NES)



Seguindo o projeto MESTRE SUPREMO DOS GAMES, o jogo de hoje seria A Pequena Sereia para o Nintendinho. Que honestamente é um bom jogo, um dos mais decentes de toda a biblioteca do console, te dou isso. Por muitos meses A Pequena Sereia encabeçou a lista de melhores jogos do NES na época do seu lançamento, e fazer isso sendo um jogo "de menina" (anos 90 as pessoas diziam isso sem sentir vergonha, vá entender) é um testemunho da sua qualidade.


Yeah yeah yeah, tudo muito bom, tudo muito bonito, mas sabe, honestamente, não é disso que eu quero falar hoje. Eu quero falar é um dos filmes mais FODIDOS DA CABEÇA que a Disney já bolou. Sim, vamos falar sobre um filme que tem tanta coisa errada com ele que... que a Força seja um comigo... Eu achei que Aladdin que é basicamente um filme sobre Brasília, onde a "nobreza" tem um palacio de 500 metros de ouro puro enquanto as pessoas estão passando fome do lado de lá do portão e tá tudo certo teria me preparado para isso. Mas não, nada no mundo pode te preparar para assistir A Pequena Sereia.

Eu sei que comercialmente foi um filme muito importante para a Disney, porque até então os anos 80 não vinham sendo nada generosos com as animações da Casa do Mickey e nenhum realmente emplacava o que nós conhecemos como "Padrão Disney de Qualidade". Afinal, quem não lembra dos clássicos "O Caldeirão Mágico" ou "Oliver e sua Turma", não é mesmo?

Acho que ninguém.

A série de grandes animações da Disney que fazem nós pensarmos na Disney como sendo "A" Disney começou em 1989 com a Pequena Sereia e dali pra frente a coisa só deslanchou: Aladdin, O Rei Leão, Mulan, Toy Story (na época a Pixar  não era uma empresa separada) e A Bela e a Fera (que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, não melhor animação, melhor FILME).

Então, sim, A Pequena Sereia é um filme muito importante. De verdade. O que não muda o quanto de coisas ERRADAS tem nele. Vamos a isso.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

[SERIES] GLOW (ou o Stranger Things que deu certo)




Provando que ainda não estamos muito distantes dos nossos instintos mais primitivos (nossa, eu lembro dessa frase do mensalão... acho que ninguém mais nem lembra o que foi isso), violência é sempre muito gratificante de se assistir. Não adianta negar, é legal pacas.

O problema é que violência necessariamente precisa que alguém se machuque ou sofra de alguma forma, o que não é nada legal. Como resolver esse problema então? Bem, nossa sociedade moderna tem isso bem resolvido: violência de mentirinha, é claro. Ninguém se machuca de verdade e ainda temos aquela satisfatória sensação de "waaaaaaaaaarrrrrrrggggghhhhhh" que manteve nossos ancestrais vivos.

Se pudermos adicionar a isso roteiros de vingança e rixas, golpes visualmente mirabolantes (embora nem sempre efetivos), vilões maus como pica-paus se dando mal, temos... bem, basicamente, wrestling.

Só que wrestling tem uma pegadinha que muitas vezes passa despercebida quando pensamos no Seth "Freaking""Kingslayer""Architech" Rollins (sério cara, te decide!) pulando da terceira corda em cima da mesa da equipe de televisão:


Para fazer isso, para vender o show, tão importante quanto ser um bom atleta é ser um bom ator. Na verdade, ser um bom ator é mais importante até. Não é realmente surpreendente que de tempos em tempos a luta livre premie o cinema com excelentes atores, porque essa é a essencia do negócio.

André, o Gigante (A Princesa Prometida), Dave Bautista (Drax, dos Guardiões da Galaxia) e The Rock (se você não conhece, você está na vida errada) que o digam.


Ciente disso, em 1985 David Mclane teve a ideia de fazer um show de televisão exclusivamente sobre wrestling feminino - o que até já existia, mas nunca como atração principal ou mesmo um programa próprio para isso. Pouco surpreendentemente, Gorgeous Ladies of Wresting (GLOW) foi um sucesso que durou 5 temporadas.

A série da Netflix de 2017 não é um documentário nem muito baseada nisso além do próprio conceito. O que é mais do que suficiente para fazer um show divertido pra caramba.

A coisa é, no entanto, que já existe um programa sobre wrestling. Dois até, chamam-se Monday Night Raw e Smackdown Live. Não foi isso que a Netflix tentou fazer, foi algo além. E por esse além entenda que vamos falar sobre mulheres.

Sim, eu sei, mas vai ser divertido. Prometo.

domingo, 9 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] VICE: PROJECT DOOM (ou Gun-Dec) [NES]

Pq nada vende mais o seu jogo que colocar o Patrick Swayze genérico na capa...


Dizem que imitação é forma mais sincera de lisonja. Talvez. O que é fato é que quase todos os jogos de hoje são baseados em melhorias de uma idéia anterior - salvo raras exceções (Katamari Damacy, oi!). Tecnicamente, cada FPS de hoje é tecnicamente uma versão muito mais evoluída do Wolfenstein 3D (ou Hovertank 3D, se você quiser ir mais para trás ainda). 

Na era dos gráficos de 8 bits e 16 bits, muitos jogos pegaram vários elementos de títulos já existentes e colocaram seu próprio twist na fórmula - como a legião de jogos de plataforma que, basicamente, poderiam ser consideradas como clones Mario e Sonic com alguns sendo mais flagrante melhores do que outros. Os designers inescrupulosos pensaram que poderiam ser notáveis ​​ao plagiar o estilo de um jogo maior, sem se preocupar em realmente fazer o seu próprio jogo também, e esse excesso de produtos de "acompanhamento" de baixa qualidade poderia tornar complicado distinguir o ruim do bem.

... sendo que a capa japonesa era muito mais maneira

Assim, ninguém pode ser criticado por jogar rapidamente Vice: Project Doom e descartá-lo como um ripoff de Ninja Gaiden, com segmentos que também roubaram do Spy Hunter e Operation Wolf . Mas quando você consegue fazer direito, isso é realmente um defeito?

Vice: Project Doom (Gun-Dec no Japão) é basicamente Ninja Gaiden, só que ao invés de um ninja que gruda em paredes e tem um milhão de cutscenes, é baseado em Blade Runner e tem um milhão de cutscenes. Espera, o que?

sábado, 8 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] SILKWORM (NES)



Duas perguntas que você deve se perguntar ao iniciar um shoot-em-up (o popular "jogo de navinha"): 

1) apresenta um conceito único / interessante que melhora a natureza repetitiva do gênero? 
2) estimula o bullying para com seu colega de jogo de formas novas e criativas? 

Se a resposta a ambas as perguntas for "sim", há uma chance de noventa por cento de que o shmup que você está jogando será satisfatório. Silkworm é bem sucedido em ambos os aspectos.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] POWER BLADE (NES)



Quase três décadas atrás na sede da Taito, eu gosto de imaginar, os desenvolvedores tiveram oito horas de reunião afim de criar uma trama brilhante que resultaria no melhor jogo de plataforma de todos os tempos: Power Blade. 

A fim de inventar uma obra-prima, eles precisavam saber o que fazia o gênero funcionar. Eles, portanto, examinaram os jogos contemporâneos, dando especial atenção aos seus pontos fortes e deficiências. Após uma consideração cuidadosa, eles selecionaram elementos premium do gênero e os uniram em uma amalgama de grandeza - ao mesmo tempo que apagaram os problemas que esses jogos tinham. Eles esperavam que seu trabalho produziria o rei dos jogos de plataforma.
Pela frequência com que o título é citado entre os maiores clássicos do Nintendinho, você já pode imaginar como essa história termina.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] HARLEM GLOBETROTTERS (NES)



Se tem uma coisa que os americanos amam, é um bom espetaculo. Frequentemente o esporte nos brinda com histórias dramáticas e bonitas, mas meio que é aleatório isso acontecer. Na maioria das vezes nada digno de nota acontece.

O que fazer então? Esperar que a sorte nos brinde com um grande show? Claro que não, meu bom senhor. Não nos Estados Unidos da América, meu senhor! Assim os americanos inventaram o wrestling, que é uma versão roteirizada (e por isso mesmo muito mais divertida) dos esportes de luta (na época o boxe era o grande esporte de luta, hoje é o UFC). Exceto é claro Brock "A BESTA" Lesnar que tocou o foda-se e é campeão dos dois, da WWE e do UFC just because, mas isso é outra história...

E para o basquete os americanos tem o Harlem Globetrotters, um de basquete que dá show jogando partidas de mentirinha contra seu tradicional rival - os Washinton Generals. Eu só gostaria que esse jogo de Nintendinho fosse uma mentira, pq puta merda...