domingo, 29 de novembro de 2015

The Binding of Isaac (ou voce será tratado como gente grande quando se comportar como gente grande)

The Binding of Isaac: Rebirth é o remake de um jogo de 2011 e pode fechar 2015 como dos jogos mais vendidos na Steam, não tenho os números aqui para dizer se é "O" mais vendido, mas com certeza entra no TOP 5 fácil fácil. Entretanto, alguma coisa me incomodou a respeito desse jogo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Chroma Squad (ou vamos Change!)

Antes de tudo, antes de qualquer coisa, eu gostaria de dizer o seguinte: "Um dia cinco crianças foram raptadas da Terra e levadas para os confins do universo. E após vinte anos...". Ok, agora que eu disse isso podemos continuar.

Nostalgia é uma coisa engraçada. Na maior parte do tempo o melhor que consegue é me fazer erguer as sobrancelhas com descaso e pensar "ok, vocês já estão avisando que não vão se esforçar, entendi". Mas de vez em quando, uma vez em muito, cada dia em um milhão de dias, quando o vento sopra favorável e o Doutor vem ajudar, a nostalgia funciona como deveria.

Chroma Squad é um jogo feito pela produtora brasileira Behold Studios, e essa é uma parte importante do processo. Normalmente se destaca uma desenvolvedora ser brasileira pelos motivos errados e pelos quais eu não poderia me importar menos, mas aqui é totalmente relevante porque é uma experiência única que nenhuma desenvolvedora americana ou japonesa poderia me dar. A sensação de "hey, eu cresci assistindo isso, a gente (eu e eles, porque já somos automaticamente trutas) sabe do que está falando!".

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Undertale (ou voce não precisa fingir ser um dos garotos legais para ser legal)

No mundo dos videojogos, nostalgia se tornou uma abreviação para "hey, vamos fazer de qualquer jeito porco e vai vender". Vê, seus gráficos não são ultrapassados: eles são retro. Sua história não é fraca: ela é minimalista. Seus controles não são ruins: eles são conceituais. Como o grande pensador Ron Swanson disse uma vez, qualquer coisa é arte.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Hyperdimension Neptunia Re;Birth 1 (ou quando uma critica se torna a própria crítica)

Por não estarem presos as mesmas convenções sociais e formas de pensar que no ocidente, volta e meia os japoneses criam pérolas que podem ser traduzidas apenas pela a vontade de beija-los e soca-los ao mesmo tempo. 

De alguma forma os japoneses tem um dom muito especial em transitar entre a genialidade e a demência mental completa e em muitas vezes isso é bom. Catherine é um jogo sobre um puzzle de escalada que na verdade é sobre assumir (ou não) a responsabilidade de um relacionamento e as consequências da vida adulta. Deve ser alguma coisa que os japas colocam na água.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Metroid Prime (ou o último Metroid ainda não está em cativeiro)

Imagine que estamos no ano 2000. De alguma forma você ainda esta surpreso que o mundo não acabou no ano novo de 1999 nem as máquinas se rebelaram. Trata-se de um mundo louco no qual Doctor Who não voltaria a televisão por pelo menos mais cinco anos e rede social era só a rede que o ambulante nordestino vendia na praia.

Então você está lá, cuidando da sua vida, se metendo com suas proprias coisas quando alguém bate na sua porta domingo de manhã enquanto você está escovando os dentes. "Malditas Testemunhas de Jeová", você pensa, mas vai atender mesmo assim.

Para sua surpresa não é um crente safadão e sim ninguém menos que Shigueru Miyamoto,

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Macross (ou de boas ideias é pavimentada a estrada para o inferno)

Desnecessário explicar a relevância de Cavaleiros do Zodíaco (e seu estrondoso sucesso na época) para a televisão brasileira, mas você sabia que nos anos 80 houve um anime com um efeito tão importante quanto nos Estados Unidos? Trata-se de Robotech, o Cavaleiros do Zodíaco deles.

Mas o que é Robotech? Ora, nos anos 80 a distribuidora Harmony Gold adquiriu o direito de três animes completamente diferentes e decidiu redubla-los e edita-los como se fosse uma única grande saga (não muito diferente, em essência, ao que a Saban fez anos depois com os Super Sentai japoneses dando origem aos Power Rangers), nascia aí Robotech. -Macross, Southern Cross, e Mospeada não tem  nada em comum entre si até a magia da edição ocidental entrar em ação.

Na opinião de muitos, Robotech é de muitas formas melhor como saga do que a soma individual de suas partes. Considerando que desses três animes apenas Macross foi um sucesso no Japão, e considerando que mesmo Macross tem sua cota enorme de falhas, não é difícil acreditar. Sobre isso eu falarei hoje.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Metroid Prime (ou o melhor jogo que eu jamais jogarei)

Dizem que Metroid Prime é uma das grandes instancias da série Metroid. Quando o Nintendo 64 foi lançado a Nintendo tratou de adaptar suas principais franquias: Mario, Zelda e até Pokémon tiveram uma versão em 3D. Mas não Metroid, porque a Nintendo não fazia bulhufas de ideias de como adaptar Metroid para 3D.

Foi só na época do Gamecube que reuniram culhões para finalmente fazer de Metroid um FPS e o resultado foi...

Fallout 4 (ou a Malibu Stacyalização dos videogames)

Um dos meus episódios favoritos dos Simpson é "Lisa vs Malibu Stacy". Nesse episódio Lisa enche o saco da tendencia sexysta da Maliby Stacy (a Barbie daquele universo) e começa uma crusada para criar uma boneca que represente melhor as mulheres. Longa história em curta, no dia do lançamento da boneca Lisa faz um discurso inspirado para as meninas e por um momento chega a tocar o coração delas. Então aí alguém grita "Olha! A Malibu Stacy tem um novo chapéu!" e as crianças avançam desesperadamente na mesma boneca de sempre.





Fallout 4 é o novo chapéu da Malibu Stacy.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Porque videogames não possuem profundidade emocional

Jogando Life is Strange não pude deixar de pensar que de todas as mídias que eu conheço, nenhuma falha tão miseravelmente em conseguir uma conexão emocional com o publico como os videogames. Quadrinhos, filmes, livros, musica e até anime conseguem te tocar quando executados da maneira correta (e por maneira correta entenda-se o que funciona para cada pessoa, não que exista uma formula universal) ao passo que videogames tem a cintura muito dura nesse aspecto.

Claro que existem exceções aqui e ali como o próprio Life is Strange, Katawa Shoujo, Shadow of the Colossus e The Last of Us, mas essas são exceções que só comprovam a regra dada a sua raridade. Então o que é que acontece aqui? Porque videogames são tão ruins em causar "feels"?

Não existe, claro, uma única resposta simples mas vou reunir alguns pensamentos aqui.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Life is Strange (1a temporada - Cap 1 a 5)

Doctor Who é minha série de TV favorita por diversas razões, e uma destas razões é que de tempos em tempos, uma vez a cada um milhão de dias, quando o vento sopra favorável e o Doutor vem ajudar, temos discursos lindos que te fazem realmente pensar. O da semana passada (The Zygon Inversion, s09e08) foi de uma precisão que exorcizou algo que eu (e muita gente, pela repercussão do episódio) precisava colocar pra fora. E claro, a atuação da vida do Peter Capaldi também ajudou muito.

Mas um dos meus discursos favoritos da série é de um episódio que o Doutor aparece muito pouco, quase nem aparece na verdade. "Love and Monsters" (s02e10), que na minha opinião é um dos grandes episódios da série. Isso é relevante porque eu lembrei muito desse discurso enquanto jogava "Life is Strange".

"Quando você é criança, eles te dizem que a vida é apenas...
Cresça. Consiga um emprego. Compre uma casa. Tenha um filho.
E é isso.
Mas a verdade é, que o mundo é tão mais estranho do que isso.
é muito mais sombrio.
E tão mais insano. 
E tão mais... melhor!"

 Porque a vida é estranha.

DONTNOD APRESENTA SUA NOVA NOVELA INTERATIVA

domingo, 8 de novembro de 2015

Assassin's Creed 4: Black Flag

VERSÃO CURTA: o melhor jogo de piratas de todos os tempos estragado para se adequar a franquia anual Assassin's Creed

VERSÃO LONGA: Vou dividir a analise em dois jogos diferentes, porque é o que na prática acontece. Existe o Assassin's Creed  2013, e existe o Black Flag.

BLACK FLAG, SEUS CÃES SARNENTOS FILHOS DE PORCAS PRENHAS!

Piratas são bastante populares na cultura pop em geral quase tanto quanto robôs, ninjas, zumbis e dinossauros. Mas ao contrário destes, piratas não são exatamente não tão bem representados quanto poderiam ser. Claro, quando eles acertam vão grande (como Piratas do Caribe e One Piece, que são titãs em seus propositos), mas ocorre menos do que se esperaria. Em videojogos então, eu só consigo lembrar da série Monkey Island e de Pirates (de Sid Meyer).

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

The Flash - Quem vigia os vigilantes? (resenha da 1a temporada)

Tudo que eu tinha a dizer sobre a primeira temporada já foi dito magistralmente nesta matéria aqui. Eu gostaria apenas de falar sobre um aspecto que me incomodou muito mesmo, e que de certa forma define a temporada inteira da série.

Imaginemos uma adolescente chamada Bruna Alana. B. Alana é uma jovem muito bonita - realmente dá gosto de olhar para ela - e possuí não apenas boas intenções, como boas ideias para discutir sobre assuntos muito interessantes. Infelizmente, no entanto, B. Alana nunca desenvolve plenamente nenhum desses assuntos porque está mais interessada em tratar de coisas da sua idade que fariam qualquer um com mais de 14 anos revirar os olhos de tédio.

Também convenhamos que seria muito mais interessante de se acompanhar se ela passasse menos tempo babando por aquele machinho babaca da sala dela. Bem menos.

Em suma, Alana tem uma boa aparência, um bom coração e uma boa cabeça, mas serão necessários uns bons anos até que os hormônios da juventude se estabilizem e ela se torne uma pessoa a qual um adulto poderia realmente considerar se enamorar.

Obviamente eu não estou falando de nenhuma garota, estou falando do seriado do Flash.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Porque animes são tão ruins (ou quem financia essa merda não é voce)

Tudo começou com essa matéria do GoBoiano e que me levantou uma pergunta bastante intrigante: eu já assisti algumas dezenas de horas de anime na minha vida - certamente bem mais - e se gastei mais de 20 pila com isso foi muito. Na verdade não conheço ninguém que tenha feito, então da onde vem o dinheiro que sustenta os animes?