domingo, 27 de março de 2016

[GAMES] A LENDA DO HERÓI (ou eu vou me apresentar, sou o resenhador deste blogão)

Existem 3775 jogos indies (que não foram produzidos por nenhum grande estúdio) de ação na STEAM. Ou seja, conseguir se destacar entre 3775 jogos não é pouca tarefa, e posso dizer que "A Lenda do Herói" é um dos jogos que não só se destaca com uma ideia original como é um dos jogos que eu mais esperava para esse ano.

Mas é como dizem, grandes hypes trazem grandes responsabilidades.

[SERIES] FIREFLY (ou Quarteto Fantástico nem foi uma cagada tão grande assim)

Disputar o título de pior empresa do entretenimento é uma glória indúbia que poucas companhias se empenham tanto em alcançar. Pergunte a qualquer nerd e você verá várias menções a Eletronic Arts (e seus "prêmios" de pior empresa da América em 2013-2014 no opinião popular) e correndo por fora temos a Ubisoft com sua gana de abrir a barriga do ganso em achar mais ovos dourados.

Entre o marketing terrivelmente infeliz (sim, Watchdogs, estou olhando pra você) e o seu talento de transformar franquias amadas em motivo de piada (Assassin's Creed, oi), dá pra dizer que a Ubisoft realmente se esforça para queimar seu nome de todas as formas humanamente possíveis.

Competir em ruindade com os caras que fizeram isso
não é tarefa fácil, mas alguns homens não temem
o desafio
Mas se querem a minha singela opinião (e não faço ideia de porque estaria lendo isso se não quisesse), elas tem que comer muito feijão com arroz para chegar aos pés do oceano de merda que são as decisões executivas da FOX.

Não precisa se esforçar muito para lembrar o quanto a FOX é pródiga em fazer merda, nem ir muito longe. Pegue o filme do Deadpool, por exemplo, que é uma refilmagem do teste de vídeo de 2014, com o orçamento de uma caixa de LEGO com superbonder e um roteiro que só estaria pronto em 2018.

Claro, o filme foi um sucesso financeiro porque ele fala e nerds são basicamente pré-adolescentes com cartão de crédito. Mas se for para pegar realmente pesado com a FOX, a lista é longa. A merda que virou X-Men (eles tiveram que fazer um filme só para dizer "Gente, desconsiderem o que a gente fez antes!"), pelo amor do Judas Esclerosado o que foi aquele filme pavoroso do Wolverine e não preciso sequer mencionar como eles conseguem fazer um filme do Quarteto Fantástico ser pior do que o outro, chega a ser uma arte isso.

Deadpool em X-Men Origins: Wolverine. Sério, FOX, apenas
como vocês conseguem? Não, sério mesmo!
O que realmente é uma pena, porque o Doutor Destino é um dos maiores e melhores vilões da Marvel, ele é meio que o Voldermort daquele mundo e instantaneamente quem você pensaria ao ver a palavra "vilão" ser pronunciada. Não acredito que veremos vossa malvadeza decentemente nas telas tão cedo...

Mas de qualquer forma, se você acha que a quizomba que a FOX faz com seus filmes de super-heróis é ruim, então é porque você não chegou realmente ao fundo do poço. Pergunte a qualquer nerd e ele lhe dirá um dos maiores e mais dramáticos espinhos cravados em seu coração: a trágica balada de uma nave chamada Serenity e sua única temporada.

O dia em que todas as outras merdas da FOX (que não são poucas) empalideceram diante da mãe de todas as cagadas.

quarta-feira, 23 de março de 2016

[GAMES] DEUS EX: HUMAN REVOLUTION DIRECTOR'S CUT (ou que bom que Ghost in the Shell é um filme ruim)

The Ghost in the Shell não é só um dos meus filmes favoritos como um dos filmes que definiu o que a ficção cientifica é e o que  a ficção cientifica deveria ser. O simbolismo, as questões filosóficas sobre o que faz do ser humano ser... humano e onde termina a mera inteligência (que mesmo uma máquina pode ter) e começa uma alma de verdade são lindas. A composição do cenário, o anime praticamente inventou o cyberpunk clean (ao contrário de "Androides Sonham com Ovelhas Elétricas"/Blade Runner) que tem como foco o futuro sujo e abarrotado de gente.

A própria protagonista do filme, a major Motoko (que na adaptação live action será interpretada por Scarlet Johanson, olha só uma fantasia onanista otaku virando verdade) tem o passo de equilíbrio perfeito entre ser distante e profunda sem ser arrogante ou chata. Ela não é uma pseudo-intelectual metida a besta, ela só é... na dela. No dia que eu conseguir escrever uma personagem assim, serei um homem muito rico feliz.

Enfim, são muitos aspectos favoráveis a essa grande animação e totalmente merece seu lugar de clássico do cinema, o filme é realmente foda. Só tem um pequeno, quase imperceptível, irrelevante problema: o filme é ruim.

Como filme, narrativamente, The Ghost in the Shell (que foi traduzido pavorosamente na versão brasileira como "O Fantasma do Futuro", quando a tradução correta seria "O Fantasma na Máquina", que é uma expressão que os programadores usam quando um programa começa a agir de uma forma que eles não sabem explicar) é um desastre.



Tem duas ou três cenas longas demais, tem uma luta contra um tanque e o filme acaba te deixando com a sensação de "mas foi só isso? E o resto do filme?". É muito frustrante, para não dizer fraco. Você não tem a sensação de que nada foi realizado, de que não se chegou a lugar nenhum, o desenvolvimento dos personagens é deixado pela metade e todas as questões filosóficas e profundas são apenas questões que não são realmente desenvolvidas, apenas apresentadas - tal qual o cenário.

Enfim, eu adoro The Ghost in the Shell sinceramente, mas não recomendo para ninguém. É um filme fraco.

Entretanto, durante todos estes anos eu sempre imaginei como seria se GitS fosse um filme mais... comum, sabe? Com mais cara de filme, com começo, meio e fim, com desenvolvimento de personagens e tramas mais padrão. Sempre me perguntei isso e nunca tive certeza das respostas.

Isso até o dia em que eu joguei Deus Ex: The Human Revolution. Neste dia eu entendi que foi uma coisa boa GitS ser um filme ruim.

quarta-feira, 16 de março de 2016

[FILMES] DEADPOOL (ou de boas intenções é pavimentado o caminho para o inferno)

Ao longo da minha carreira nerd eu atingi algumas milestones das quais eu não particularmente me orgulho. Eu, por exemplo, escrevi um fanfic antes mesmo de saber que outras pessoas faziam isso ou que sequer havia uma palavra para isso. Mas eu era um adolescente nerd gordo com quantidades inenarráveis de tempo livre e uma paixão por Pokémon que meio que explicava minha ausência de vida social, então me julgue se quiser.

Ainda sim, eu posso clamar que inventei o fanfic, tenho um caderno para provar isso (é, foi antes dos computadores também).

Waifu e crush são palavras bastante populares hoje, mas em minha adolescência eu já tinha essas coisas mais uma vez sem saber que eram "uma coisa" Com efeito, eu nunca assisti Guerreiras Mágicas de Rayearth depois disso e tenho duvida sobre os resultados, embora não esteja particularmente otimista - ou orgulhoso.

Como vê, minha nerdografia é repleta de baixos e baixos, muitos dos quais eu não me orgulho de clamar o titulo embora os mereça. Digo isso porque entre estes, está o achievment de ter sido o nerd menos empolgado com o filme do Deadpool da face da Terra.

Não me entenda errado, eu gosto do Deadpool. Acho que no que ele se propõe a fazer, é um personagem muito bom - até porque o que ele faz é único dentro da Marvel. Quer dizer, olha só a história de origem dele e vai dizer que não tem como não gostar (me perdi na dupla negativa) do pesonagem:



Caso não tenha sido suficiente para apreciar a grandeza de nosso mercenário tagarela escalarte, aqui uma cena genial dele lutando contra o Demolidor:


Ou seja, Deadpool é legal. Não tem muito erro nisso.

O que não parecia tão legal assim eram os trailers do filme, que parecia feito encomenda para agradar todos os adolescentes de plantão: palavrões, piadas de pinto, fanservice, violência desnecessária (como se houvesse tal coisa). Ele até fala em tocar uma punheta, olha só. Enfim, eu não poderia ficar MENOS interessado.

Pelo que os trailers vendiam, Deadpool era o filme perfeito para agradar adolescentes que acham que violência e peitos são sinônimo de maturidade e que Elfen Lied é profundo e adulto. Bocejo longo.

Minha esperança era que apesar do filme ser voltado para adolescentes, a FOX desse uma mão de qualidade e pelo menos fizesse um filme redondinho de se assistir (e eu não sei pq eu pensei isso depois de assistir Quarteto Fantástico). O resultado? Nas celebres palavras de Thorin Escudo de Carvalho:

video

segunda-feira, 14 de março de 2016

[GAMES] Super Mario RPG & Paper Mario RPG: The Thousand Years Door (ou não se fazem mais jogos como antigamente)

O ano era 1996 e a novata no ramo de videogames Sony havia lançado seu videogame a quase um ano - um tal de Playstation, talvez você já tenha ouvido falar dele. O Playstation era um quazilhão de vezes mais poderoso do que o Super Nintendo e o Nintendo 64 - o próximo videogame da Nintendo - não estava pronto ainda.

A Big N teria todos os motivos do mundo para ficar preocupada, afinal o Playstation faria paçoca do SNES brincando. Só que eles não estavam. Nem um pouco.

Diante da nova ameaça a seu império, tudo que o falecido Satoru Iwata (na época presidente da Nintendo e ainda não falecido) disse foi: "Tlagon as almas glandes, né?". Ai trouxeram a alma do Ghandhi e ele teve que pedir as armas grandes por escrito mesmo.

Em sua reta final de vida o Super Nintendo teve uma linha de lançamentos que conseguiu segurar o ímpeto até mesmo do poderoso Playstation. Com efeito, nos anos seguintes Playstation veio a se tornar sinônimo de videogame (sua vó sabe que Playstation é um videogame), mas em 1995/1996 o Super Nintendo segurou a onda.

Mario RPG sambando na cara da
família tradicional cogumelo
Star Fox, Killer Instinct, Donkey Kong Country, Street Fighter Alpha 2, Kirby Super Star, Dragon Ball Z: Hyper Dimension, Front Mission, Chrono Trigger, Super Bomberman 3, Yoshi Island, Final Fight 3...

A Nintendo estava numa fase tão inspirada naqueles dias que apenas por sim, além de tudo isso eles haviam acabado de lançar um joguinho para Gameboy chamado Pokémon - talvez você já tenha ouvido falar desse também.

Mas entre a leva de grandes jogos que encerrou o ciclo do Super Nintendo, tinha um em particular que chama atenção por ser... estranho. Um tal de Super Mario RPG... espera, como assim RPG? Eu já havia visto (e ainda veria) tudo quanto é tipo de jogo do Mario: corrida, esporte, Tetris (Dr. Mario é muito bom, alias), educativo, mas RPG? RPG do tipo RPG de turnos como Final Fantasy?

Mais precisamente, o jogo foi feito pela Squaresoft - a mesma empresa por detrás dos RPGs mais famosos do mundo - e todo mundo teve que prestar atenção que loucura era aquela. Um RPG de Mario, sério?

sexta-feira, 11 de março de 2016

[SERIES] DOCTOR WHO: o 1o Doutor (ou hmmm?)

Tom Baker, famoso por interpretar o quarto Doutor (e mais popular da série clássica) conta que um dos momentos favoritos da sua carreira é que já nos anos 90 um dia um homem o abordou na rua e o cumprimentou. O homem contou que cresceu em um orfanato e que as coisas eram bastante difíceis por lá para todos - exceto os sábados a noite. Sábado a noite na Inglaterra dos anos 70 era quando passava Doctor Who e por alguns bons minutos mesmo a mais miserável rotina era divertida.

Algumas coisas simplesmente nunca mudam.

Mas essa história começou bem antes do que isso, tente mais de 50 anos atrás (53 este ano, precisamente). Você consegue imaginar uma série de televisão que esteja na sua 35a temporada e tão boa, na verdade melhor ainda, do que quando começou?

Usualmente se uma série passa da quinta temporada já começa a implorar para ser posta para descansar, imagine passar da trigésima quinta! Isso não é um feito ordinário, não senhor.

E esse acontecimento extraordinário só foi possível graças a uma série de limitações técnicas, infelizes acontecimentos, mas também a coragem e criatividade de uma equipe... e o talento de um homem.

Hoje não há na internet quem não tenha ouvido falar do alienígena que possui uma caixa que é maior por dentro, mas nem todos conhecem a origem dessa história: a balada de Bill e a máquina do tempo.

domingo, 6 de março de 2016

Kung Fu Panda 3 (ou ninguem fode com Pandaria!)

Existe um charme muito único ao Kung Fu que é a coisa da sabedoria e do encontro espiritual consigo mesmo. Claro, conseguir atirar um homem do outro lado da rua com um soco de meia polegada de distancia é tão legal quanto mas isso é apenas uma consequência da paz interior e da harmonia consigo mesmo.

Em 2008 a Dreamworks conseguiu fazer um filme que retrata bem esses dois aspectos do Kung Fu: que derrubar um exercito de inimigos com as mãos nuas é maneiro pra caralho, mas não é apenas isso e sim uma jornada de iluminação e autoconhecimento sem deixar de ser engraçado e divertido de se assistir.

Seja como a água, meu amigo. Seja como a água:



Claro que ajudou muito a Dreamworks ter reunido um puta elenco de dubladores para dar vida a esse projeto: Jack Black, Angelina Jolie, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Jackie Chan, Seth Rogen...

Entretanto há uma pegadinha aqui: animações são tentadoramente fáceis de se escrever já que crianças tem o senso crítico de quem discute política no Facebook. Basta colocar algo colorido se movendo e o trabalho praticamente está pronto, tem um canal inteiro que se sustenta com essa premissa (e como um desenho bom como My Little Pony foi parar no Discovery Kids é um ícone de tudo que há de errado no gerenciamento da televisão).

Por mais criativos e inspiradas que sejam, as animações tendem a ter um começo único e promissor e depois escorregar para filmes feitos por um gerador de clichês programado em java. Sim "Era do Gelo", Madagascar, Minions e Shrek, estou olhando para vocês.

Exatamente por isso é muito surpreendente que uma franquia de animação seja pensada como uma trilogia, não só com coisinhas coloridas se movendo na tela e piadas de pança, mas com desenvolvimento e crescimento não apenas da trama como dos personagens.

No primeiro Kung Fu Panda, Po descobriu que mesmo o mais perdedor entre os gordos pode ser um herói. No segundo ele encontrou a paz interior e consolidou o papel de quem ele realmente é. Agora o que falta então para encerrar a trilogia? Ora, é hora de se tornar um mestre, Leroy.


sábado, 5 de março de 2016

SUPERHOT (ou shooter mais inovador que eu joguei em anos)

Quando você nomeia seu jogo como
SUPERHOT, esse é o tipo de resultado
de busca que aparece. Sério gente, vamos
chamar os jogos de ijqwiqiejhieh que seja
fica muito mais fácil pesquisar a respeito.
Em 1995 a Konami lançou o mais inovador jogo de futebol de todos os tempos até então. Para você ter ideia de como International Superstar Soccer era bom, até 1995 diversas empresas lançavam diversos jogos de futebol o tempo todo. Após 1995 as outras empresas simplesmente desistiram, não tinha mais como competir com ISS (a exceção de FIFA, da Eletronic Arts).

Com efeito, passados mais de 20 anos existem apenas dois jogos de futebol sendo produzidos anualmente: a série FIFA da EA e os Pro Evolution Soccer (que é como a série de ISS se chama hoje) da Konami.

ISS tinha diversas características únicas entre elas customizar os uniformes, ter jogadores com visual único (eu iria dizer que você pode reconhecer Alex Lalas dos EUA ou o Valderrama da Colombia, mas todas as outras pessoas que lembrariam destes nomes já devem ter morrido de Alzheimer) e diversas outras coisinhas que sempre sonhamos mas nunca tínhamos tido a chance de executar. E sim, eu passava horas mudando os nomes dos jogadores para de personagens de animes, está bem?

Uma dessas inovações era o modo de jogo "Scenarios", que me deixou fascinado na época. "Scenarios" não era uma partida inteira, era uma situação de jogo muito especifica que você tinha para reverter a partida. Tipo falta contra seu time faltando 30 segundos para terminar o jogo, você deveria roubar a bola e fazer um gol de contra-ataque.

Como o tempo era curto, acabava virando muito mais um puzzle do que um jogo de futebol em si, tanto que saiam dicas na Ação Games de como vencer os scenarios. Eu achava absolutamente incrível que dentro de um jogo de futebol houvesse outro jogo completamente diferente de outro gênero até usando a mesma mecânica.

Algo tão único que eu jamais voltei a ver isso novamente em um jogo. Até 21 anos depois.
SUPER. QUENTE. SUPER. QUENTE. SUPER. QUENTE.