quarta-feira, 28 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] JOGOS DE VERÃO (ou California Games)




Se você cresceu jogando jogos durante as épocas de 8 bits e 16 bits, você já sabe que há um monte de ótimos jogos esperando que os jogadores modernos descubram. O avanço da tecnologia não melhorou tudo, afinal. Elementos-chave que se combinaram para produzir um ótimo jogo na época quando 5 cores eram o topo de linha do mercado não são tão diferentes dos elementos-chave que têm um efeito semelhante em 2017. Com isso dito, existem alguns jogos que foram apenas decente nos dias dos 8 bits NES e hoje são francamente ruins. Um desses títulos é o California Games .

Na época do lançamento e durante alguns anos, a licença dos Jogos de Verão foram a última coca-cola do deserto e os jogos interativos com o mesmo título foram lançados em uma variedade relativamente ampla de plataformas. Eu não joguei as outras edições de videogames, mas posso te dizer isso: a versão do Master System é uma merda.

[AÇÃO GAMES 007] Edição de novembro de 1991



Em novembro de 1991 nos deixava um dos maiores nomes da história da música, de todos os tempos. As luzes se apagavam para Farrokh Bulsara, que saia da vida para entrar para a história.


No mesmo mês, o Super Nintendo começava sua trajetória de sucesso nos Estados Unidos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] BATMAN: THE VIDEO GAME (NES)



Não há absolutamente nenhuma razão para o Batman da SunSoft ser bom. O jogo foi lançado apenas alguns meses após o filme do Tim Burton, teve muito pouco a ver com o blockbuster e estava competindo contra os visuais surpreendentes do próprio do Mega Drive. Junte isso com o fato de que a maioria dos jogos de filmes são lixo total e você tem uma receita para um péssimo jogo. Mas há algo sobre este jogo Batman de 8 bits que desafia toda lógica. Não só este é um dos melhores jogos de Batman já feitos, mas é um dos melhores jogos de 8 bits já feitos.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] FINAL FIGHT (SNES)

Fred Mercury bombadão vs um punk. Era só olhar que você sabia que queria jogar esse jogo.


A primeira matéria de verdade sobre um jogo do maior videogame de uma geração, minha gente e já começamos com um clássico! Bem, tecnicamente é a segunda pq a primeira seria "Area 88", mas eu não tenho interesse em shmups então começamos com um clássico! A "luta final", o Super Nintendo Enterteinement System já começava sua vida com um clássico dos arcades que simplesmente definiu um genero!

... mais ou menos, né?

domingo, 25 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] VENICE BEACH VOLLEYBALL (NES)

Essa capa é uma das coisas mais sexys de toda uma década.
A vida sem internet era uma merda mesmo.

 
 
Videogames dificilmente são usados como arte,  e ninguém levou isso mais a sério que a American Video Entertainment, que lançou algum dos jogos mais esquecíveis do NES (e não licenciados) como "Dudes with Atitudes" (sério isso) e "Wally and the NO Gang!".



Entre eles um jogo de futebol que era hentai ou um jogo de volei de praia sem putaria nenhuma

quinta-feira, 22 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] THE HUNT FOR THE RED OCTOBER (NES)



Tom Clancy morreu em 2013, mas esse pequeno contratempo não o impede parar de continuar produzindo roteiros para jogos. Em 2017 tem Ghost Recon Wildlands, por exemplo. É um fenômeno esse homem. 

Mas enfim, em 1990 seu livro "A Caçada pelo Outubro Vermelho" foi adaptado tem um thriller com Sean Connery. Surpreendentemente, o drama de uma tripulação em um submarino foi transformado em um jogo para Nintendinho. Tenho que admitir que fiquei curioso para ver COMO eles fizeram isso, podia supor que seria apenas um tipo de shmup ou algo assim. Embora nada tenha me preparado para o que veio a seguir...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

[CARTOLA FC] Time para a 9a rodada (2017)



Sabe aqueles dias que tudo que pode dar errado dá errado? Essa foi minha rodada de Murphy, ta louco. Everaldo perde um penalti, Jean se machuca com 15 minutos de jogo, Junior Tavares faz uma assistencia e termina com 3.10. Isso sem falar das decepções master como Pratto e Fabuloso que falharam épicamente. Ao menos não escalei o Guerrero do Flamengo que conseguiu a façanha de pontuar -5.8.

[AÇÃO GAMES 007] JACKIE CHAN ACTION KUNG FU (NES)




Eu realmente não entendo como Jackie Chan Action Kung Fu para a NES sequer existe. Claro, Chan era um nome familiar no exterior, e é lógico que para os jovens jogadores japoneses tenha sido bastante familiar a estrela de ação das artes marciais ao ponto de um jogo de Famicom. No entanto, este jogo foi trazido para a América em 1990, cinco anos antes do filme "Arrebentando em Nova York" ser lançado e catapultar Chan no mainstream norte-americano. Eu não sei por que ou como este jogo chegou aos Estados Unidos, mas com certeza foi uma coisa boa que isso aconteceu.

terça-feira, 20 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] PAAMAN: ENBAN WO TORIKAESE (ou Super Dynamo)



No mês que o Super Nintendo é lançado, você lança um jogo na esperança de manter a atenção das crianças no seu antigo Nintendinho. Que jogo seria esse? Ora, a adaptação de um anime que tinha encerrado sua exibição 5 anos antes e nunca foi insanamente popular, é claro!

... espera, o que?

segunda-feira, 19 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] ROBOCOP 2 (NES)



Uma coisa que eu gosto dos filmes do Robotira é que eles sempre tem como tema uma metafora para o status quo da sociedade americana em sua época. O primeiro filme é sobre o choque que as pessoas tem ao descobrirem que as grandes corporações podem muito bem fazer qualquer coisa (isso não era tão óbvio nos anos 70) e a violencia urbana desenfreada (até o começo dos anos 90 os EUA almejavam se tornar o que o Brasil é hoje no quesito "perigo de sair na rua"). O segundo filme é sobre a paranoia anti-drogas que tomou conta do país e o filme de 2014 é sobre politicamente correto e essa coisa de todo mundo ter opinião sobre tudo. Honestamente eu não lembro nada do terceiro filme exceto que ele voa e tem robos-ninja, não faço ideia do que isso possa ser uma metáfora.

De qualquer forma a Ocean criou uma sequencia para um dos piores jogos do NES e por incrível que pareça, eles se superaram: Robocop 2 consegue ser pior ainda. Eu não sabia sequer que isso era possível, mas eles conseguiram. 10 horas de parabains para todos os envolvidos.

Então, como você estraga uma coisa que já é muito ruim? Vejamos...

domingo, 18 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] ROCKIN KATS (ou N.Y. Nyankies) [NES]



No Japão "nyah" é a onomatopeia que eles usam para o som de gato,  equivalente ao nosso "miau". Eu queria dizer isso porque dá para ver um trocadilho bem sem vergonha com o titulo japones do jogo já que é sobre um gato que tem altas aventuras em Nova York. Só a Atlus mesmo pra fazer um jogo só pra poder usar um trocadilho, sua safadeeeenha linda!

Mas o resto do jogo em si?

sábado, 17 de junho de 2017

[CARTOLA FC] Time para a 8a rodada (2017)



Que rodada simplesmente desastrosa, meus amigos. Jogadores que pontuam regularmente negativaram em casa e praticamente quem não fez gol quase não pontuou. Ainda sim estabeleci uma pontuação quase dez pontos acima da média e melhor que vários canais e camepeões de anos anteriores, há!

Vamos dar uma olhada no que foi e no que será para a próxima rodada então.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES] AMERICAN BASEBALL (ou Reggie Jackson Baseball) [MASTER SYSTEM]



Uma das coisas que sempre me incomodou em  jogos de baseball é que rebater costuma ser divertido - até porque é quando você consegue marcar pontos - mas arremessar costumava ser um saco. Pois bem, American Baseball (ou qualquer nome que tenha sido usado, tem um nome para cada região) resolve isso fazendo a parte de arremesso ser realmente divertida.

Isso costuma ser um bom sinal.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] ZILLION (Master System)

A SEGA fez um concurso para criar a capa mais desinteressante possível ou alguma coisa assim?
 
Metroid é um dos jogos mais sombrios e solitários já produzidos. Você pega uma figura pequena, estranhamente colorida e a guia através de corredores negros sem fim, uma criação senil que confunde e assusta os jogadores por décadas. Claro, tudo o que a Nintendo fez, a Sega tentaria imitar. Nintendo tinha Super Mario Bros., a Sega tinha Alex Kidd. Nintendo tinha Zelda, Sega tinha Golvellius e Golden Axe Warrior. Nintendo tinha Castlevania, Sega tinha Kenseiden e Vampire: Master of Darkness. E assim continuou. Só que como  meras imitações, tentavam reproduzir o seu conteúdo em resultado mas não em essencia.

E foi assim que em 1987 a Sega tentou criar o seu próprio Metroid.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] NIGHTMARE BASKETBALL (Master System)



De boas intenções é pavimentada a estrada para o inferno, já dizia o ditado. E dificilmente você verá intenções melhores do que um jogo de basquete em que monstros do folclore ocidental e oriental enfrentam a maior ameaça do terror de ambos os lados do globo: um time de quintuplus gemeos. É tipo Liga de Mutantes, só que uns cinco anos antes.

Quando você enfrenta o time de lobisomens, para enterrar a bola é mostrada uma animação do Lobisbron James (viram o que eu fiz aqui? Hã? Hã?) dando uma pirueta dupla carpada e enterrando a bola. Muito incrível, de verdade.

O que é um conceito bastante legal, na verdade. Pena que sua execução é dolorosamente mal feita.

terça-feira, 13 de junho de 2017

[CARTOLA FC] Time para a 7a rodada (2017)



O que dizer dessa lenda chamada Pedro Geromel, não é mesmo? Não tem o que dizer, apenas sentir.
Com a mitada épica do zagueiro do Grêmio na última rodada atingimos a ótima pontuação de quase 90 pontos na última rodada com analises cirurgicas. Mas como diria Cazuza, o tempo não para.

Quarta já tem outra rodada, então vamo que vamo quicando pra uma rodada repleta de jogos dificeis de se escalar e por isso mesmo recheada de apostas

sexta-feira, 9 de junho de 2017

[CARTOLA FC] Time para a 6a rodada (2017)


Que rodada foi essa, meus amigos? Tivemos goleadas onde menos se esperava, professor Pepe Roger nos quebrando a cara e os melhores do campeonato passando vergonha. Ainda sim, mesmo com tantos imprevistos, o glorioso Clube de Regatas Cilão segue firma sua sanha heróica de manter uma média de pelo menos 60 pts por rodada! Pra dentro deles, Cilão!

Mas o que passou passou! Vem ni mim rodada 6!

terça-feira, 6 de junho de 2017

[CARTOLA FC] Time para a 5a rodada (2017)



Nova semana, nova rodada para a cartolagem. Como essa semana voltam os jogos de meio de semana a coisa tem que ser rapidinha: a quarta rodada terminou segunda e a quinta já começa na quarta (o jogo de terça não vale). Então sem mais enrolação, vamos lá!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] CAPTAIN SILVER (Master System)



Existem jogos que te deixam intrigado, existem jogos que te fazem perguntar o que diabos você acabou de ver (Catherine, oi) e existe Captain Silver.

Porque eu terminei de jogar o jogo e fiquei contemplando o monitor pensando apenas "uadafaqui, man?" após os 12 minutos que eu joguei o jogo. Sim, DOZE, eu contei no relógio. Ao terminar o jogo eu fui olhar o manual da coisa percebi que algo errado não estava certo: o manual cita especificamente 6 fases, eu joguei 4 e uma tinha só duas telas de duração. O manual também cita, com ilustrações, 21 tipos de inimigos e 5 chefes. O jogo que eu joguei não tinha nem metade disso.

Então o que diabos aconteceu aqui?

domingo, 4 de junho de 2017

[AÇÃO GAMES 007] DICK TRACY (Mega Drive)



Quando se trata de Dick Tracy e videogames, as pessoas geralmente pensam no jogo NES desenvolvido pela Bandai porque ... bem, porque estamos falando de um dos piores jogos da história dos videogames imortalizado pelo Angry Video Game Nerd. 

Infelizmente para o Dick Tracy, as pessoas escolheram o pior título possível pois há um jogo muito, muito melhor baseado na propriedade para o principal concorrente da Nintendo, no Mega Drive. Claro, ser "muito muito melhor" que um dos piores jogos da história da humanidade não é tão lá grande coisa, mas vamos que vamos, né?

sábado, 3 de junho de 2017

[GAMES] PREY (ou pague para entrar, reze para ficar acordado)



Em 2006 a desconhecida Human Head Studios criou um FPS sobre um indio que era abduzido por aliens e metia bala em todo mundo com poderes shamanisticos... o que soa mais legal do que foi na prática. Enfim, corta para 2017 e a Arkhane (Dishonored) pegou o título de Prey, jogou todo o resto fora (levando o Troféu Cressida Cowell de licença mais mal aproveitada paga) e criou um remake espacial de... System Shock?

Sério, Prey é mais inspirado em System Shock do que Bioshock foi, se isso é possível. Embora uma coisa ele mantenha do título original de 2006, sim: ele também é muito mais legal no conceito do que na execução. Pois é.

terça-feira, 30 de maio de 2017

[CARTOLA FC] Time para a 4a rodada (2017)



Isso mesmo galera, dando uma pausa nos games porque atualmente estou jogando Prey e... tem sido menos fluído do que eu gostaria. Neste ínterim, me tornei cartoleiro neste ano em busca da mitagem perfeita, e vou confessar que tenho me divertido muito com assistindo as partidas do campeonato brasileiro por causa do joguim. Assim sendo pretendo comentar sobre meus times de toda rodada, e sem mais enrolação vamos a escrete que honrará a camisa:

quinta-feira, 25 de maio de 2017

[GAMES] NieR: Automata (ou Deus merecia levar umas bifas)



Vamos supor, apenas pelo bem do argumento, que Deus existisse. O que poderiamos pensar a respeito desse sujeito? Bem, como eu já disse quando escrevi sobre Death Parade, não muito realmente. Tentar entender uma inteligencia alienígina que não foi construída na nossa cultura é o mesmo que tentar entender Cthullu.

O que podemos dizer com certeza, no entanto, é que essa figura não foi muito legal com a gente. Fomos largados nesse mundo sem um propósito, sem um manual de instruções, sem uma direção a seguir. Pior ainda, largados em um mundo extremamente hostil onde uma forma de vida só conseguir sobreviver tirando algo de outra.

Como se diz, a vida real tem gráficos lindos mas o feedback para o usuário é pavoroso.

Pois bem, você poderia achar então que ao menos nós iríamos aprender algo com isso, certo? Ao menos não repetir os mesmos erros, certo? Bem, é óbvio que não.

Eventualmente cometeremos os mesmos erros com as máquinas e como elas vão durar nesse planeta muito mais do que nós é apenas questão de tempo até elas se sentirem abandonadas e sem propósito da mesma maneira. Tudo isso já aconteceu antes, tudo isso vai acontecer novamente.

Ao menos nós temos tempo ainda de deixar um "Foi mal gente, desculpe o transtorno", o que é muito mais do que Deus jamais se dignou a fazer por nós. Vacilão. Isto dito, falaremos a seguir sobre robôs depressivos.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

[GAMES] A HISTÓRIA DOS VIDEOGAMES: FIGHTING FANTASY I (ou o RPG mais importante de todos os tempos)




Em janeiro de 1986 havia um jovem japonês sentado à porta de seu apartamento alugado. Ele havia desafiado todas as convenções, havia largado a faculdade de engenharia elétrica (algo impensável para um japonês dos anos 80) apenas para seguir o seu sonho de programador de jogos. E havia falhado miseravelmente.


Ele não havia conseguido emplacar nenhum jogo de sucesso, tampouco desenvolver o jogo que sempre havia sonhado. Havia pouca esperança no seu horizonte senão voltar para a faculdade com o rabo entre as pernas, enterrar seu sonho no fundo do poço e ter um emprego merda das 07:00 às 22:00 como qualquer outro japonês de sua época.

Essa seria apenas mais uma história entre tantas de sonhos engolidos pela dura realidade da vida. Seria, caso esse japonês abatido e sem esperanças, em janeiro de 1987, não se chamasse Hironobu Sakaguchi e o jogo que ele sempre sonhou fazer é talvez um de que você já tenha ouvido falar hoje em dia: Fighting Fantasy.

O quê? Você nunca ouviu falar de Fighting Fantasy? Então senta aí, porque é hora de um pouco de história dos videogames!

terça-feira, 23 de maio de 2017

[CINEMA] O que deu errado com o Coringa de Jared Leto?


Acho que é quase uma unanimidade que uma das coisas que mais não funcionou em 2016 foi o Coringa do Jared Leto em Esquadrão Suicida. O problema é que o consenso termina aí quando as pessoas tentam explicar “o que” deu errado. Uns dizem que não é fiel aos quadrinhos o suficiente no visual, outros dizem que é porque ele não é o protagonista do filme, e uns dizem ainda que é por causa da risada de Cazalbé (esse sou eu). Bem, são realmente bons pontos. Só que todos eles estão errados.

Vamos falar sobre o que realmente não funcionou com o Joker do Esquadrão Suicida.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

[CIÊNCIA] O mundo nunca esteve melhor! (ou “Don’t Panic”, baseado em dados)


O fim está próximo: o ser humano nunca foi tão mesquinho, a vida nunca valeu tão pouco, a miséria nunca foi tão grande, a gome certamente é pior do que era há 50 anos atrás, etc, etc e etc. Quem nunca ouviu isso ou mesmo pensou assim?

Com efeito, se formos assistir ou ler qualquer noticiário, a única conclusão possível é que vivemos no pior dos tempos e que as coisas só tendem a piorar. Não vou falar nem das redes sociais, então… Oh vida, oh céus, oh azar! Mas será que os números conferem com essa sensação de “abandonai toda esperança vós que adentrais 2017“?

domingo, 21 de maio de 2017

[GAMES] BATTLEBLOCK THEATER (ou chapéus, gatos e dorgas, muitas dorgas larilarila)

Após o sucesso de Castle Crashers, você poderia muito bem se perguntar o que os caras da Behemot estariam fazendo das suas vidas. Afinal, depois de criarem um dos sites mais populares da internet (o Newsground.com) e dois jogos muito bem recebidos (dificilmente você nunca ouviu falar de Alien Hominid ou Castle Crashers), então qual seria o próximo passo dos caras?

Ficar de boas e aproveitar seus iates, mansões, mulheres e cem mil dólares? Quase: tomar todas as drogas conhecidas pelo homem, é claro. Como eu sei disso? Eu sei porque eu joguei o terceiro jogo da Behemot, e nada senão a mais louca viagem de tóchicos explica BattleBlock Theater. Nada.

Em caso de dúvida não tome minhas palavras como verdadeiras, assista a música que encerra o jogo: “Afivele sua calça

sábado, 20 de maio de 2017

[GAMES/CONTO] STARDEW VALLEY (ou Deus e eu no vale Orvalho das Estrelas)

Como muitos de vocês podem vir a se identificar, eu tinha um emprego bosta em uma grande corporação. O suficiente para pagar as contas e comprar coisas para distrair a cabeça do fato de que a minha vida, bem, não estava indo a lugar nenhum realmente. Após a décima maratona de séries seguida na Netflix meio que começa a ficar difícil começar a tapar com a peneira que isso era tudo que a minha vida era.

Sabe quando você conta as horas para voltar ao trabalho não porque você adore aquela joça, mas sim porque passa o dia esperando pela próxima coisa sem importância acontecer? De manhã você espera pela noite, de noite você espera pelo dia seguinte, não porque seja ótimo ou animador, mas porque estabelecer pequenas metas sem esperança é o único jeito de seguir a diante?

sábado, 13 de maio de 2017

[AÇÃO GAMES 007] TOMMY LASORDA BASEBALL (ou Super League Baseball no Japão)



Seguindo a série de "jogos genéricos de esporte que ganharam nome de uma celebridade para vender melhor nos EUA" temos Super League Baseball, que nos US and A virou o jogo do tiozinho que parece o Bill Clinton fora de forma

É meio estranho ligar o jogo e ser cumprimentado por esse camarada sorridente que eu não faço a menor ideia de quem seja mas sinto como se devesse conhecer, afinal até fizeram um jogo dele, não é?

[AÇÃO GAMES 007] SUPER REAL BASKETBALL (ou Pat Rilley Basketball nos EUA)

A SEGA tinha uma estratégia curiosa no começo dos anos 90: pegava jogos de esporte lançados no Japão e mudava o título para tacar na capa alguma celebridade do esporte que alavancaria as vendas nos US and A. Mas só na capa, eles não mudavam uma linha na programação do jogo.

Foi assim que Super Monaco GP 2 se tornou o jogo do Ayrton Senna, por exemplo, e assim que o jogo japones Super Real Basketball (lançado na Europa com o mesmo nome) virou Pat Rilley Basketball (Pat Rilley foi treinador do LA Lakers nos anos 80 e trocentas vezes campeão da NBA como técnico).

[AÇÃO GAMES 007] CYBERBALL (Mega Drive)



Uma das coisas que eu nunca vou entender é porque futebol americano não é popular por aqui. Quer dizer, é um esporte altamente tático onde você pula em cima de pessoas, o que há para não gostar, não é mesmo?

Melhor que isso só se fosse com... robôs gigantes! Fuck yeah!

[AÇÃO GAMES 007] FANTASIA (Mega Drive)


Quando eu vi Fantasia na lista de piores jogos do Mega Drive, eu sinceramente não entendi. Afinal, Castle of Illusion, que veio antes, é um dos melhores jogos do console, o quão dificil seria fazer outro jogo bom do Mickey?

Mas quando eu vi o Velberan falando mal do jogo - ele nunca fala mal de jogos antigos, por mais que eles mereçam - eu comecei a levar a sério essa crítica. Eu passei a esperar que o jogo fosse um pouquinho ruim, mas nada no mundo me prepararia para o que eu vi aqui.

O horror. Eu vi o horror.

[AÇÃO GAMES 007] PHANTASY STAR (Master System)



Esse é um dos capítulos mais interessantes da batalha da Sega contra a Nintendo nos 8bits, não porque eu acho que a Sega tenha vencido (eu acho Final Fantasy I melhor que Phantasy Star 1 como jogo), mas porque mesmo assim a tentativa da Sega foi espetacular.

A execução pode não ter sido a mais polida possível, mas o conceito foi estelar. Literalmente.

[AÇÃO GAMES 007] SHADOW DANCER: THE SECRET OF SHINOBI (Mega Drive)




O que pode ser mais legal do que um ninja? Ora, é claro que é um ninja com um cachorro que salva escravas loiras em um jogo de plataforma tático! Mas oi?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

[CINEMA] ASSASSINS’S CREED (ou algumas coisas são reais, mas não deveriam ser permitidas)


Teste rápido: eu te digo uma premissa e você me responde o quão interessante isso poderia parecer nas telas do cinema, ok? Vamos lá: “um culto de assassinos do século XV enfrenta a inquisição para evitar que ela ponha as mãos em um artefato sagrado milenar que vai permitir que ela controle o mundo”. Nada mal, não? Se feito do jeito certo, podia ser algo tipo Indiana Jones (é só trocar “inquisição” por “nazistas“) só que com parkour e corridas nos telhados.

Ora, certamente eu assistiria um filme disso!

Então me avisem quando fizerem esse filme, porque esse Assassin’s Creed não é nada disso.

domingo, 7 de maio de 2017

[CINEMA] MOANA (ou a continuação de Frozen que você não esperava)


Moana é uma continuação direta de um dos maiores sucessos da Disney nos últimos anos, mas não da forma que eu esperava. Como era a forma que eu esperava? A princesa Anna encontra um artefato mágico que a faz crescer exponencialmente até se tornar um kaiju, então as pessoas de Arendelle diriam “ih, cara, ela é moh Anna agora!”.



Vou te dar um momento para refletir sobre o que eu fiz aqui enquanto eu falo sobre o resto do filme.

sábado, 6 de maio de 2017

[GAMES] WHAT REMAINS OF EDITH FINCH (ou videogames são melhores sem história)



Filmes, televisão e literatura, todos são melhores que videogames em contar histórias. Então por que os jogos ainda estão obcecados com essa tal de narrativa? 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

[ANIMES] JOJO BIZARRE’S ADVENTURE, Part 4: DIAMOND IS UNBREAKABLE (ou quando um mestre tira férias)


Existem algumas pessoas que são muito, mas muito fora da curva. Pessoas para quem os limites da capacidade humana parecem simplesmente não se aplicar e que transformam o mundo como resultado de sua maestria. Existem cantores, e existe o Michael Jackson. Existem pessoas que sabem dirigir na chuva, e existe o Ayrton Senna. Existem refeições, e existe a pizza. 

E existem, claro, muitos mangakás. Mas só existe um Hirohiko Araki.Após as estrambólicas aventuras de nossos heróis bombadões até o Egito nos anos 80, o que Araki poderia fazer de mais impressionante, bizarro e único? Afinal ele havia acabado de escrever um arco épico sobre salvar o mundo de um vampiro fabuloso e sobre cocô que se mistura com a poeira do deserto, o que mais havia para fazer? Mais do mesmo?

Supostamente, Stanley Kubrick disse uma vez que, após um grande sucesso, o ideal é fazer um filme simpático.

Pois foi exatamente o que Araki fez: tirou férias.

A parte 4 das bizarras aventuras da família Joestar não é um épico de luta e aventura através de terras exóticas, e sim apenas os acontecimentos do verão de 1999 na pacata cidadezinha de Morioh. Descrevendo assim pode parecer um pouco chato não ter um mega vilão ou uma trama que faz você questionar o que diabos você acabou de assistir, mais da metade da série é apenas sobre episódios isolados sem muita conexão um com o outro ou sem um mega plot. Araki se recostou em sua cadeira e pegou leve dessa vez, curtindo um período de merecidas férias após ter revolucionado o próprio conceito de mangás.

E de fato não seria realmente muito especial, não fosse o fato de que, bem, esse cara certamente não é humano. Apenas isso explica o processo mental por trás deste cidadão “de férias”, porque qualquer outra tentativa é apenas desespero frustrado.

Talvez você não esteja acreditando em mim (eu mesmo era muito cético quanto a isso), mas, então, me permita compartilhar uma imagem do que é Diamond is Unbreakable:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

[ANIMES] YURI ON ICE (ou escorregando na queerbaitagem)


Da forma como eu vejo as coisas, existem dois tipos de esportes: os que eu conseguiria praticar (mesmo que mal) e os que eu fisicamente não sou capaz de faze-los. Por exemplo, eu consigo jogar futebol. Terrivelmente, mas consigo. Agora salto com vara, nem que os portões do inferno se abram e todas as todas as almas saiam de lá cantando tumbalacatumbatumbata.

Para surpresa de absolutamente ninguém, patinação artística se enquadra no segundo grupo. Adicione a isso que eu sabia tanto sobre o esporte quanto o grupo de whatsapp da sua família sabe sobre os tramites jurídicos do STF, e temos em Yuri on Ice um anime que eu não fazia a mais remota ideia do que esperar.

Como resultado eu aprendi o que “queerbaiting” significa. Louco, né?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

[SÉRIE] 3% (ou Max Reinhardt ataca novamente)


Imagine que você está lendo “Revolução dos Bichos” sem o contexto de saber a história do comunismo. É só uma fabula bonitinha, mas completamente esquecível. Ok. Agora, quando você sabe que Orwell esta falando sobre nossos camaradas vurska-vurska, a percepção do texto muda radicalmente. Quando você sabe, então, que Orwell escreveu um relato preciso sobre a ascensão e queda do comunismo ANTES dela acontecer, o homem se torna uma lenda.

Então uma obra não é só ela, e sim o contexto ao redor dela.

E se isso pode ser usado para realçar positivamente uma obra (como no caso citado), também deve ser levado em consideração o contrário. Algumas obras nascem tendo que ser 125% melhor do que precisaria ser para que o público não vire a cara para elas apenas pelo contexto em que foram criadas.

Esquadrão Suicida, por exemplo, já começa o jogo perdendo de 1×0, porque pouca gente dissocia o filme da quizumba grotesca que são os filmes da DC/Warner. E não ajuda que o filme não se ajude, claro. Mas, como eu disse na época, Max Reinhardt manjava dos paranauê.

terça-feira, 2 de maio de 2017

[ANIMES] AJIN: Demi-human (ou o que é imortal não morre no final)



Na ficção, as ameaças à humanidade geralmente terminam em uma de duas maneiras: ou a humanidade se agrupa para acabar com a ameaça, ou a humanidade é vencida pela ameaça e vive com medo. Esse conceito apareceu em muitos animes, desde Parasyte a Attack on Titan e em todos os tipos de outros shows que abordam conceitos semelhantes. E hoje, temos o Ajin, um show que mais uma vez nos lança essa idéia de novo, desta vez com pessoas que são inmataveis. 

Em mais uma parceria da Netflix com a Polygon (Knights of Sidonia), como diria a bruxa do Pica-pau, "e lá vamos nós..."

segunda-feira, 1 de maio de 2017

[LIVROS] A MÚSICA DO SILÊNCIO (The Slow Regard of Silent Things)


Eu tenho que confessar que uma das coisas que eu menos gosto na literatura são de descrições. Embora importantes, claro, eu acho profundamente massantes e me sinto tentado a pular para o paragrafo onde os personagens estão falando ou fazendo alguma coisa. Agora imagine, se puder, um livro quase inteiramente sobre descrições de cenário. O horror, ó, o horror.

Agora imagine também que esse livro é um spin-off de uma saga maior focado no personagem mais misterioso dessa saga. Você esperaria algumas respostas, certo? Mas em mais de cem páginas são apenas dois ou três paragráfos que contém fatos novos a respeito desse personagem. Ou seja, ele não te dá nada muito carnudo para ruminar a respeito nem sacia realmente nenhuma curiosidade sua.

Parece a receita do desastre, certo? Quer dizer, você teria que ser um completo lunático para publicar um livro assim. Ou um gênio.

Eu desconfio que Patrick Rothfuss seja um tanto de ambos.

domingo, 30 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 006] CRACK DOWN (Mega Drive)

De todas as várias capas do jogo, minha favorita é a primeira que mostra um capiroto pra lá de chapadão


Século XXI, o maligno Doutor K cria um exército de robôs malignos do mal que odeiam o bem. Em resposta a isso, o governo dos US and A tomou a medida cabível a altura: manda dois agentes bombadões da CIA explodir a porra toda. Dois. Andy Attacker e Ben Breaker. E tá mais que bom!

Seguindo a linha "jogos da SEGA para competir com os sucessos da Nintendo", Crack Down é a resposta da SEGA para Metal Gear no Nintendinho.

[TÚNEL DO TEMPO] AÇÃO GAMES 006 (outubro de 1991)



Em outubro de 1991, Nigel Mansel passou reto no curvão do circuito de Suzuka no Japão e com uma intensa vibração de Galvão Bueno, Airton Senna conquistava o seu último título mundial de F1. E também saiu a sexta edição da Ação Games.


sábado, 29 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 006] STREETS OF RAGE (Mega Drive)



Impedida contratualmente de ter ports dos grandes jogos das outras empresas, que tinham contrato de exclusividade com a Nintendo, a SEGA tinha que cortar um dobrado para dar ao seu publico a mesma experiencia que eles queriam. Usualmente fazendo ela mesmo sua "versão caseira" de jogos famosos para o Nintendo, como Phantasy Star foi a resposta da SEGA para Final Fantasy, por exemplo.

A SEGA era meio que como a mão que tinha uma filha que queria um vestido do Frozen de 300 reais da loja mas não podia comprar, então ela ia e costurava ela mesma o seu próprio vestido. As vezes dava muito certo, como Sonic foi uma resposta muito boa ao Mario. Mas as vezes...

[AÇÃO GAMES 006] TOEJAM & EARL (Mega Drive)



Por mais paradoxal que seja, videogames não são realmente sobre inovação. Você pode assistir um filme (ou uma série) que exploda sua cabeça em termos de visual, montagem, narrativa ou tema. Você pode ler um livro como você nunca leu antes. Mas muito dificilmente você jogo como você nunca tenha jogado antes. Em  uma nota parcialmente relacionada, esse é um artigo muito bom sobre uma designer de jogos sobre como os videogames se tornaram uma midia estagnada (e irrelevante) no tempo, salvo raríssimas exceções (Papers Please, This War of Mine, Spec Ops, Catherine).

Mas enfim, do alto dos meus quase trinta anos de videojogos, raras foram as vezes que eu parei e disse "Uau, isso é novo!". Toejam e Earl é um jogo como eu nunca tinha visto na minha vida, e passados mais de 25 anos de seu lançamento nunca vi nada parecido depois disso também (exceto por suas duas continuações, claro).

[AÇÃO GAMES 006] DECAP ATTACK (Mega Drive)



Como já diz o ditado: se não funcionar da primeira vez, tente, tente e tente novamente. Foi isso que a Vic Tokay fez, criando uma quadrilogia de três jogos (sim, está certo isso) ao longo de três videogames diferentes.

[AÇÃO GAMES 006] Ys: The Vanished Omens (Master System)



Ao lado de Final Fantasy e Dragon Quest, Ys é uma das franquias de RPG que nasceu nos anos 80 e dura até hoje (o último jogo da série foi Ys 8, que foi lançado em 2016). Entretanto a série com uma pronuncia horrível é notoriamente a menos popular das três, porque será isso?