domingo, 26 de março de 2017

[CINEMA] KONG: ILHA DA CAVEIRA (ou eita macacão da porra!)



Kong: Ilha da Caveira é para os "filmes de monstro" o que Logan é para os filmes de Super-Heróis. Eu poderia terminar a resenha aqui, porque meio que já disse tudo que há para ser dito sobre o filme.

sábado, 25 de março de 2017

[GAMES] THE REVENGE OF SHINOBI (Mega Drive) [AÇÃO GAMES 001]



Eu fiz essa resenha em vídeo, meio que para testar o formato. Não curti muito fazer, mas agora já está feito de qq jeito...

[GAMES] DR, MARIO (NES) [AÇÃO GAMES 001]



Outro jogo que tinha na locadora do meu bairro e eu não aproveitei tanto quanto deveria na época. Hoje, mais uma vez eu vejo o erro de meus caminhos.

Dr. Mario pode ser tido como um clone safado de Tetris, e a principio não teria muito o que falar a respeito. De fato essa será uma review bem curta até. Só que ele adiciona um twist muito interessante: é Tetris com um objetivo! 

[GAMES] ESWAT (Master System) [AÇÃO GAMES 001]




ESWAT da Sega, como muitos jogos de arcade dos anos 80, se espelhou no desejo de criar um jogo baseado em um filme sem realmente ter que comprar a licença para tal. Neste caso, é fortemente influenciado pelo clássico de ação de 1987 "RoboCop", cujos direitos eram de propriedade de Data East. O que não impediu a SEGA de criar o seu próprio jogo do robo justiceiro, afinal, quem não iria querer jogar como um robô atirando em criminosos?

[GAMES] GREMLINS 2 (NES) [AÇÃO GAMES 001]




Adaptações de filmes para jogos costumam ser tão ruins quanto adaptações de jogos para filmes, embora aqui o motivo é mais fácil de entender: já que a porra vai vender só pelo nome, pra que colocar esforço, né?

[GAMES] TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES 2 (NES) [AÇÃO GAMES 001]





A nostalgia é traiçoeira, eu sei, mas isto honestamente veio como uma surpresa para mim já que, como muitos outros, eu tinha boas lembranças do jogo. É certo que isso é provavelmente porque eu era fã do desenho animado e essa máquina estava em todos os fliperamas do mundo.  

Ver screenshots do jogo certamente me levou de volta aos melhores momentos que um garoto poderia aspirar em sua infância (disputar espaço num fliperama a cotoveladas com estranhos - foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos), mas agora, visto com olhos de adulto, o meu gosto tem um trabalho de adulto a fazer.

[GAMES] MEGAMAN 3 (NES) [AÇÃO GAMES 001]


Ele é ferro e fogo... e tiro no saco!
MEGA MAN 3 (NES)

Mega Man 3 foi um jogo absolutamente perfeito para sua época, embora por todos os meios hoje é um jogo completamente datado. Acontece que no jogo você tem que derrotar 8 robôs-chefes, e a cada chefe que você derrota ganha a arma que ele usava. Todo chefe tem algum tipo de fraqueza contra uma das armas dos outros chefes, então o grande segredo do jogo é saber a ordem certa dos chefes a serem derrotados para ganhar a arma certa para enfrentar o próximo chefe.

[GAMES] DOUBLE DRAGON III (NES) [AÇÃO GAMES 001]




Por anos, eu lia as pessoas descendo o pau nesse jogo e não conseguia entender isso. Quer dizer, eu lembro de ter jogado isso quando era criança e ter me divertido pra caralho. Esse jogo não podia ser tão possivelmente ruim quanto as pessoas diziam na internet que ele era, eu tinha certeza disso. 

Bem... Agora, vinte anos e milhares de jogos mais tarde, posso dizer que o Double Dragon 3 não apenas é o pior da série, mas também pode ser um dos piores jogos de NES de todos os tempos

[GAMES] CASTLE OF ILLUSION (Mega Drive) [Ação Games 001]


Ok .... um jogo estrelado por Mickey Mouse? A maioria das pessoas brocharia o interesse imediatamente por causa do lixo que costumam ser jogos licenciados (E.T. alguém?). Também adicione que Mickey Mouse é um dos personagens mais desinteressantes da Disney e poderiamos ter um título que vale a pena pular. Poderiamos, mas felizmente não.

[TÚNEL DO TEMPO] AÇÃO GAMES 001



Quando eu era adolescente, eu era tão quase tão pobre quanto se pode ser sem ser realmente pobre. Com efeito, o único hobbie que eu podia me permitir era uma única vez por mês comprar a revista Ação Games e ficar vendo as fotos dos jogos e imaginando como seria. Sem exagero.

Eu tinha um arquivo de fichas em que eu fazia catalogo dos jogos e dicas que saiam nas revistas, sonhando com o dia em que eu usaria isso de alguma forma. Bem, um nerd gordo sem amigos nos anos 90 tinha que ocupar a cabeça de alguma forma, né? Era isso ou fazer campeonatos de futebol de botão sozinho... o que eu fiz, btw. Mas enfim, corta pra 2017 e as coisas são diferentes hoje.

Qualquer um com um celular na mão pode jogar quase toda biblioteca de jogos que foram lançados nos anos 80/90. Então em homenagem ao pequeno e solitario eu daquela época, eu não vou apenas repassar todas as Ação Games lançadas, como jogar os seus jogos. Todos eles. É.

Começa agora o desafio "Mestre Supremo dos Games!". É. Soou mais legal na minha cabeça.

sexta-feira, 24 de março de 2017

[ANIMES] KIZNAIVER (ou vai doer mais em mim do que em você)


Em 2013, o estreante estúdio Trigger alcançou o sétimo sentido da zoeira e transformou uma bagunça de paródia, fan-service e nonsense em um dos animes mais legais daquele ano. Sério, Kill la Kill é um épico sobre o apocalipse da alta costura - isso é tudo que eu preciso explicar sobre o anime.

quinta-feira, 23 de março de 2017

[REFLEXÕES] Watchmen e Evangelion arruinaram a cultura pop


Por mais criticado que seja, eu não acho que o episódio III de Star Wars seja um filme ruim. Ele parece muito pior do que realmente é porque ele tem que usar muita coisa de dois filmes que são absolutamente miseráveis, mas ele por si só não é essa desgraça toda. E mesmo que você não concorde comigo, ao menos há de convir que tem uma cena que é icônica - talvez pelos motivos errados, mas icônica.



Quando eu penso no que Watchmen e Neon Genesis Evangelion acabaram se tornando, eu não consigo deixar de pensar "Vocês deveriam salvar a nerdice, não arruiná-la!" Ainda assim, Hideaki Anno e Alan Moore foderam a porra toda.

quarta-feira, 22 de março de 2017

[GAMES] PAPERS, PLEASE (ou o camarada Estado está pouco ou nada se fodendo para você)




Dificilmente alguma frase vai expressar melhor sobre como a burocracia funciona do que “O sistema não existe para resolver os problemas da sociedade. O sistema existe para resolver os problemas do próprio sistema." dita pelo Capitão Nascimento em Tropa de Elite.

As pessoas tem uma ideia muito estranha de que os governos existem para servir a elas, quando os governos existem para servir as necessidades dos próprios governos. Fazer uma média com a população o suficiente para se manter no poder sem uma revolta é uma dessas necessidades, mas nem de perto é a maior delas. Não é sequer uma média delas. E essa é a coisa mais importante que pode ser entedida a respeito do serviço público de qualquer lugar do mundo a qualquer tempo: ele está pouco ou nada se fudendo para você. Você não é a prioridade ali, a prioridade ali é cumprir as metas que o sistema criou para si mesmo. Você está apenas estorvando na verdade. É assim que o sistema funciona.

"Ah, mas eu tenho cinco filho pra criar e estou doente e..." FODA-SE. O sistema não liga para a sua história. Ninguém liga. O que o sistema liga é se está escrito no seu manual de regras ou não, se não estiver o problema é seu.

Verdade que no Brasil ainda existe um recurso totalmente separado e superior ao sistema, que é o poder judiciario. Lá é a única oportunidade de alguém efetivamente ouvir a sua história e você não ser tratado apenas como um número. Em Arstotzka não há essa opção.

terça-feira, 21 de março de 2017

[ANIMES] OVERLORD (ou o Senhor das Trevas não tem pinto)


Posso dizer com certeza absoluta que nesses vinte e ... err, tantos... anos que eu assisto anime, poucas vezes eu vi uma ideia tão interessante quanto a de Overlord. Momonga era o nome de usuário do líder da maior guilda de um RPG online de realidade virtual (mais como um D&D virtual coletivo mesmo do que um MMORPG na verdade) chamado Yggdrasil.

[ANIMES] NARUTO SHIPPUDEN: as melhores lutas



Como já dizia o grande pensador Bruno Mars, Naruto ainda não acabou. Nem acho que vai terminar um dia, porque se for depender da Pierrot dizer "acho que tá bom, né?".... Mas pelo menos a adaptação do mangá principal terminou - o que no meu livro é um bom momento para saltar fora do barco. Vamos parar enquanto estamos ganhando, né?

segunda-feira, 20 de março de 2017

[SERIES] CLASS (ou o spin-off de Doctor Who que repetiu de ano)



Ao contrário da televisão americana, a TV britânica não tem tanta experiencia assim com programas para adolescentes - até porque é uma coisa muito da cultura americana se apegar mais aos rótulos do que ao conteúdo, os ingleses julgam mais um programa de televisão pela proposta do que pelas tags que se usa para descreve-la. 

De modo geral seus programas não tem um público particularmente especifico - pense em Downtown Abbey, Sherlock, ou mesmo Misfits não tem essa segmentação obsessiva que os americanos tanto adoram. Não dá para dizer que essas séries são feitas para um publico especifico porque não é assim que a BBC faz as coisas. No máximo eles tem programas family-friendly (embora eles  usem o termo "infantil", essa palavra tem uma conotação em português que não é bem o que eles querem dizer) como Doctor Who.

Por isso é um tanto inusitado que a BBC tenha tentado copiar o modelo americano e criar uma série "teen muito irada para toda galerinha curtir porque é da hora, coroa!". Ou algo assim. Estou falando, é claro, de Class.

domingo, 19 de março de 2017

[CINEMA] JOHN WICK (ou nunca mexa com o cachorro de um homem)


Um filme de ação, um bom filme de ação pelo menos, precisa de algumas poucas coisas essenciais. Pode até ter mais, mas essas são fundamentais: saber quem está batendo em quem e porque. Precisamos saber quem é o sujeito A, quem é o sujeito B e porque eles estão atirando um no outro. Simples assim. Sem isso o filme simplesmente não funciona.

Parece uma premissa bastante simples de se seguir, mas é surpreendente o número de películas que simplesmente falha em um conceito tão simples. John Wick, por outro lado, é uma puta aula de como executar esse conceito.

sábado, 18 de março de 2017

[SERIES] STRANGER THINGS (ou o pesadelo da pastichização)



Existe um tipo de história que você pode escrever uma única vez na vida. É aquela que você passou anos e anos ruminando sobre ela no seu subconsciente, juntando referencias, sendo influenciado, é literalmente o trabalho de uma vida inteira.

Quentin Tarantino, por exemplo, usou todos os seus anos como balconista de videolocadora assistindo filmes de artes marciais para fazer Kill Bill. Isso é a soma de uma vida inteira, ele jamais vai conseguir fazer outro mesmo que tente. Os (na época) irmãos Watchowiski colocaram sua vida inteira em The Matrix, é um trabalho que você não faz com menos de dez anos juntando referencias e ideias (ou faz em seis meses porque vai dar dinheiro pra caralho e temos Matrix Reloaded, né?). 

Muito autores só tem esse tiro na agulha, o trabalho de uma vida Afinal nem todos são Douglas Adams ou Hirohiko Araki que pode um dia acordar e decidir "hoje vou escrever sobre tartarugas!" e vai ser épico pra caralho. 

Esse tipo de obra, quando bem executada, é fenomenal. Ela só funciona, no entanto, se você colocar sua alma nela. De verdade. Sua visão de mundo, tudo que você é. Do contrário você só tem uma colagem desconjuntada de coisas que servem só como catalogo de que elas se baseiam em algo muito maior e melhor. Em outras palavras, você tem Stranger Things.

sexta-feira, 17 de março de 2017

[OSCAR 2017] ESTRELAS ALÉM DO TEMPO (Hidden Figures)



Uma das coisas que eu acho mais interessante no ser humano é a sua infinita capacidade de ser absurdamente inteligente e completamente imbecil ao mesmo tempo. E não estou falando enquanto espécie, mas sim que as pessoas conseguem ser de uma genialidade impar em algumas coisas, e de uma asneirice tal que, se colocar um fardo de grama na frente, já eras.

quinta-feira, 16 de março de 2017

[OSCAR 2017] A CHEGADA (ou os aliens passariam no ENEM?)



Uma coisa que sempre me incomodou um pouco sobre os aliens na ficção científica é que, bem, não existem aliens na ficção científica. Sério, pense sobre isso: o que existem são seres humanos de outras cores (e às vezes com roupas ridículas de borracha) que são essencialmente… seres humanos. Eles pensam como nós, têm os nossos mesmos valores morais – certamente podem ser tocados pelo nosso entendimento de amor ou da amizade – dependendo do que você estiver assistindo, até mesmo falam nosso idioma entre eles.

Eu entendo porque isso é feito. Um filme ou livro sobre um contato com outra cultura é tão complexo que teria que ser exclusivamente sobre isso. Acho que o mais perto que eu já vi sobre “aliens de verdade” em alguma coisa são os escritos do mestre Lovecraft.

Os monstros dos mitos de Cthulhu são tão alienígenas, tão aberrantes, tão de fora da curva, que nós sequer conseguimos compreender o que eles são sem enlouquecer no processo. Muito menos como eles pensam. O que eu posso garantir que eles não são é apenas um cara com tentáculos no lugar de pelos pubianos.

Por isso eu gostaria de ver um dia desses Hollywood tentar mostrar aliens de verdade, com outra cultura, outra forma de pensar, com valores que não dependem de coisas que são firmemente calcadas na cultura e história da Terra (que, por pura arrogância e falta de informação, achamos que são “universais”)..

E esse seria “A Chegada“.

quarta-feira, 15 de março de 2017

[OSCAR 2017] A Qualquer Custo (Hell or High Water)



Existem alguns filmes que são indicados ao Oscar de melhor filme não porque efetivamente são o melhor filme daquele ano, mas porque os membros da Academia queriam provar um ponto com sua indicação. Lion (não vou escrever sobre ele, já que envolveria falar sobre assuntos bastante sérios, e a internet não é o lugar adequado para discussões sérias), por exemplo, não vai ganhar o prêmio, mas eu entendo o ponto da sua indicação. O mesmo não pode ser dito de Hell or High Water (A Qualquer Custo, no Brasil), que foi indicado porque… well… because… é, né?

terça-feira, 14 de março de 2017

[OSCAR 2017] MOONLIGHT (ou Gone Home, o filme)



Um dos jogos mais premiados de 2013, Gone Home é a melhor ambientação que eu já vi em um jogo. O cenário de uma garota voltando para casa onde cresceu nos anos 90 transborda magia e perfeição. Tudo é como deveria ser. Você realmente sente no âmago da coisa como seria realmente se VOCÊ estivesse voltando para o lugar onde cresceu (ela encontra até o caderno onde anotava os golpes e passwords do Super Nintendo). A atmosfera é absolutamente sublime.

O problema é que o jogo meio que é isso: a ambientação é perfeita, mas claramente esqueceram de pôr um jogo ali. Você anda pela casa, e só. A experiência não tem um propósito maior que isso, é só o cenário mesmo. Se isso é bom o suficiente ou não para você, isso é algo que só você pode dizer. Mas o jogo é isso.

segunda-feira, 13 de março de 2017

[GAMES] STORIES UNTOLD (ou os anos 80 ainda não voltaram)



Videogames são a mais conservadora de todas as mídias, de modo geral. Isso é algo que eu repito com uma certa constancia, mas não é algo que me pareça menos verdadeiro a cada dia: videojogos evoluem muito lentamente. Um blockbuster que está abafando hoje nada mais é do que uma coletanea de mecanicas que vem sendo polidas nos últimos 10, 20, 30 anos.

Por isso é muito raro pegar um jogo e dizer "uau, isso é novo, eu não sei bem o que esperar". Este é o caso de Stories Untold, um jogo que é diferente de quase qualquer coisa que eu já vi e por isso mesmo ele parece ser melhor do que é realmente. 

domingo, 12 de março de 2017

[ANIMES] KEIJO!!!!!!!! (ou Japão mito ETERNO!!!!!!!! )


Você sabe que uma obra transborda classe quando seu título oficial tem oito pontos de exclamação. Oito. É um sinal de que podemos esperar grandes coisas daí. Oito grandes coisas.

Keijo!!!!!!!! é um anime de esporte/luta que em nenhum momento se furta de tentar ser a coisa mais imbecil que você verá na sua vida. Veja bem, ele não é apenas imbecil: ele sabe que é imbecil, ele quer ser imbecil, e tem muito orgulho disso. Porque, se o objetivo do estúdio Xebec (Pokemon Origins, Love Hina) era fazer o anime mais retardado de todos os tempos, eles orgulhosamente conseguiram. E isso é incrível!

sábado, 11 de março de 2017

[OSCAR 2017] LA LA LAND (ou mudo meu nome de usuário para mumunhab0l4d4um se esse filme não ganhar o Oscar)



Existe uma piada na internet que as séries da Netflix são, na verdade, escritas por um algorítimo que captura dados dos usuários do sistema. A realidade não é tão longe disso, entretanto: a Netflix sabe exatamente, cena por cena, ao que as pessoas assistem, com que frenquência, onde elas pararam quanto tempo ficaram longe – isso é, se voltaram.

Ela conhece seus usuários melhor do que qualquer outro sistema, porque enquanto você pode encher sua timeline do Facebook com coisas só “da boca pra fora” que você não realmente liga ou acredita, simplesmente não tem como mentir para a Netflix. Ela sabe que você colocou a “A Lista de Schindler” na sua lista de coisas para ver um dia – para se sentir bem consigo mesmo – mas está mesmo é revendo Friends pela quinta vez.

Ela apenas sabe.

sexta-feira, 10 de março de 2017

[OSCAR 2017] FENCES (Um limite entre nós)


Eu sempre fui apaixonado por filmes, séries e livros que não esfregam na sua cara sobre o que eles são, mas sim te dão metáforas para te levar a chegar lá. Fences é um excelente exemplo disso: é um filme de duas horas sobre um homem construindo uma cerca. Hã, genio, heim? Mas ao mesmo tempo é também, nas entrelinhas, um filme de duas horas sobre um homem construindo uma cerca. O diabo está nos detalhes.

O filme, dirigido e estrelado por Denzel Washinton, é muito mais uma peça de teatro filmada do que um filme propriamente dito. Não, não é só adaptado de uma peça de teatro; Ele é uma peça de teatro – com todas as características interpretativas inerentes ao teatro – que por acaso está usando locações externas e sendo filmada. Isso significa, por exemplo, que o filme não envolve muita ação e sim personagens conversando por longas e longas cenas.

quinta-feira, 9 de março de 2017

[ANIMES] RElife (ou só se é adolescente uma vez... que bom!)



Eu ficaria muito surpreso se você nunca tivesse pensado em como seria ser adolescente novamente. Quer dizer, ser adolescente especificamente é uma merda, mas ter 17 anos de novo sabendo tudo que você sabe agora, como adulto, seria uma experiência maravilhosa, não?

quarta-feira, 8 de março de 2017

[GAMES] NIGHT IN THE WOODS (ou todos nós já fomos os piores)



Existe uma discussão bastante válida sobre se "walking simulators" devem ou não ser considerados como jogos de verdade. Afinal você só anda e tem uma caralhada de exposição (seja em texto ou fala) jogada na sua cara.

Buenas, a discussão é válida porém quando o referido jogo em questão é um walking simulator em 2D aí já é sacanagem, né? Quer dizer, tem umas três telinhas com plataformas para você andar e falar com os NPCs, que bosta, né?

É, bem, normalmente sim. A menos que estejamos falando de um jogo maravilhosamente bem escrito. Aí tem jogo, mesmo que talvez não tenha "jogo".

Vamos falar sobre esse tal "Uma noite no matão".

terça-feira, 7 de março de 2017

[OSCAR 2017] KUBO E AS CORDAS MÁGICAS (ou se você precisa piscar, faça isso agora)




Eu não sei vocês, mas eu meio que sinto falta de quando o principal objetivo do cinema não era adaptar obras já prontas de outras mídias, e sim criar universos fantásticos com suas próprias regras, realidades e mitologia. Filmes como Matrix e Inception, que não só contam uma história, mas ao mesmo tempo criam todo um mundo próprio, sabe?

Esse tempo pode já ter passado para o cinema em live action, mas a boa noticia é que para as animações esse momento é agora. Falaremos hoje do terceiro filme justamente indicado ao Oscar de melhor animação (junto com Moana e Zootopia), o fantástico stop-motion Kubo e as Cordas Mágicas.

[OSCAR 2017] Até o último homem (Hacksaw Ridge)


Se eu tivesse que imaginar como seria o filme dos sonhos que o Mel Gibson tem na cabeça, eu imaginaria algo como um filme profundamente religioso, ufanisticamente patriota, e possivelmente de guerra. E, oh, veja você, não é exatamente o que Hacksaw Ridge é?

Até o último homem conta a história de Desmond Doss, um cara que decidiu jogar a Segunda Guerra para ganhar o “no kill Achievement”. Porque ele quis ir para a guerra sem matar ninguém, e como ele conseguiu isso é o ponto desse filme e, bem…

segunda-feira, 6 de março de 2017

[OSCAR 2017] MANCHESTER A BEIRA-MAR (ou triste, tudo é tão triste…)


Da forma como eu vejo as coisas, existem dois tipos de homem no mundo: aqueles que, ao serem abordados por qualquer interação humana de qualquer tipo, vão fazer o melhor que suas formações lhe permitem para se mostrarem o melhor, mais forte e mais alfa que um homem deve ser. E tem aqueles que vão escolher as palavras mais eficientes possíveis para que a outra pessoa o deixe em paz o mais rápido possível. Eu e Lee Chandler (Casey Affleck) pertencemos ao segundo grupo. 

domingo, 5 de março de 2017

[SERIES] SANTA CLARITA DIET (ou o algorítmo da Netflix ataca novamente)


Desde a cena de abertura teve algo que me incomodou a respeito do novo show da Netflix, Santa Clarita Diet. A coisa é que, no começo, foi difícil apontar o dedo e dizer o que EXATAMENTE estava de errado com o programa. 

Eu só sabia que tinha alguma coisa errada. Talvez fosse o tom querendo ser descontraído demais para uma série sobre canibalismo – ou talvez fosse o fato de que o humor do programa parece uma paródia ruim de sitcom que você veria em um filme. Sabe quando um personagem de filme quer mostrar o quanto a TV é imbecil e está passando uma série retardada para comprovar o seu ponto? Santa Clarita Diet seria essa série. 

sábado, 4 de março de 2017

[ANIMES] ERASED (ou a versão pedófila de Efeito Borboleta)



Erased (Boku dake ga Inai Machi - A cidade onde só eu não existo - no Japão) foi o mangá que inspirou o excelente jogo Life is Strange, e apenas por isso já seria o bastante para ter sua atenção. Como esperado, a premissa não é tão diferente assim: Satoru Fujinuma é um cara de 29 anos que tem uma vida bastante bosta trabalhando como motoboy do Pizza Hut, sem amigos e com a vida amorosa de um panda no zoológico da China.

sexta-feira, 3 de março de 2017

[CINEMA] LEGO: BATMAN (ou nem tudo é incrível pela segunda vez)

 

Reflexão. Toda resenha começa com um parágrafo de reflexão para o autor demonstrar que ele é uma pessoa interessante e sua opinião vale a pena ser ouvida.

quinta-feira, 2 de março de 2017

[SÉRIES] DOCTOR WHO: o 3º Doutor (ou quando o Doutor foi um cavalheiro distinto)


No final dos anos 60 a BBC concluiu mudar toda sua programação para programas em cores, aposentando o preto-e-branco para sempre. Isso não veio sem um preço, literalmente: todo o novo equipamento em cores teve um custo e tão importante quanto isso, toda logística dos cenários e figurinos das séries tinha que mudar. Se o preto-e-branco era um tanto indulgente com a escolha de materiais, a paleta de cores entregaria na hora se um cenário fosse feito de borracha ou espuma, por exemplo.

Mais custos significa menor orçamento, e essa foi realmente uma época de vacas magras para o Doutor Quem. Não fosse o fato, é claro, que já havia se tornado uma tradição do programa crescer ainda mais com suas adversidades. A grande crise de orçamento do começo dos anos 70 pode ter prejudicado a qualidade dos arcos do Terceiro Doutor, mas deixou um legado inestimável para a série.