domingo, 30 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 006] CRACK DOWN (Mega Drive)

De todas as várias capas do jogo, minha favorita é a primeira que mostra um capiroto pra lá de chapadão


Século XXI, o maligno Doutor K cria um exército de robôs malignos do mal que odeiam o bem. Em resposta a isso, o governo dos US and A tomou a medida cabível a altura: manda dois agentes bombadões da CIA explodir a porra toda. Dois. Andy Attacker e Ben Breaker. E tá mais que bom!

Seguindo a linha "jogos da SEGA para competir com os sucessos da Nintendo", Crack Down é a resposta da SEGA para Metal Gear no Nintendinho.

[TÚNEL DO TEMPO] AÇÃO GAMES 006 (outubro de 1991)



Em outubro de 1991, Nigel Mansel passou reto no curvão do circuito de Suzuka no Japão e com uma intensa vibração de Galvão Bueno, Airton Senna conquistava o seu último título mundial de F1. E também saiu a sexta edição da Ação Games.


sábado, 29 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 006] STREETS OF RAGE (Mega Drive)



Impedida contratualmente de ter ports dos grandes jogos das outras empresas, que tinham contrato de exclusividade com a Nintendo, a SEGA tinha que cortar um dobrado para dar ao seu publico a mesma experiencia que eles queriam. Usualmente fazendo ela mesmo sua "versão caseira" de jogos famosos para o Nintendo, como Phantasy Star foi a resposta da SEGA para Final Fantasy, por exemplo.

A SEGA era meio que como a mão que tinha uma filha que queria um vestido do Frozen de 300 reais da loja mas não podia comprar, então ela ia e costurava ela mesma o seu próprio vestido. As vezes dava muito certo, como Sonic foi uma resposta muito boa ao Mario. Mas as vezes...

[AÇÃO GAMES 006] TOEJAM & EARL (Mega Drive)



Por mais paradoxal que seja, videogames não são realmente sobre inovação. Você pode assistir um filme (ou uma série) que exploda sua cabeça em termos de visual, montagem, narrativa ou tema. Você pode ler um livro como você nunca leu antes. Mas muito dificilmente você jogo como você nunca tenha jogado antes. Em  uma nota parcialmente relacionada, esse é um artigo muito bom sobre uma designer de jogos sobre como os videogames se tornaram uma midia estagnada (e irrelevante) no tempo, salvo raríssimas exceções (Papers Please, This War of Mine, Spec Ops, Catherine).

Mas enfim, do alto dos meus quase trinta anos de videojogos, raras foram as vezes que eu parei e disse "Uau, isso é novo!". Toejam e Earl é um jogo como eu nunca tinha visto na minha vida, e passados mais de 25 anos de seu lançamento nunca vi nada parecido depois disso também (exceto por suas duas continuações, claro).

[AÇÃO GAMES 006] DECAP ATTACK (Mega Drive)



Como já diz o ditado: se não funcionar da primeira vez, tente, tente e tente novamente. Foi isso que a Vic Tokay fez, criando uma quadrilogia de três jogos (sim, está certo isso) ao longo de três videogames diferentes.

[AÇÃO GAMES 006] Ys: The Vanished Omens (Master System)



Ao lado de Final Fantasy e Dragon Quest, Ys é uma das franquias de RPG que nasceu nos anos 80 e dura até hoje (o último jogo da série foi Ys 8, que foi lançado em 2016). Entretanto a série com uma pronuncia horrível é notoriamente a menos popular das três, porque será isso?

[AÇÃO GAMES 006] ULTIMA IV: The quest of avatar (Master System)



Se uma coisa pela qual os jogos da Bioware são conhecidos, são por integrar um sistema de escolhas e moralidade em uma aventura épica. Só que o que pouca gente sabe é que não foi nem a Bioware nem Elder Scrolls que inventaram isso - o crédito pertence a um RPG muito estranho criado na metade dos anos 80 e que mudou para sempre a forma como as pessoas pensavam RPG.

[AÇÃO GAMES 006] BATMAN (Mega Drive)



Já muito antes de Christopher Nolan transformar o Batman em motivo de piada (uaiduanaquilme), o Cruzado Embuçado era um dos heróis mais populares com a garotada sendo o herói que mais tem jogos lançados para videogames. Curiosamente a maioria deles foram feitos pela finada Sunsoft e cada console recebia um jogo inteiramente diferente do outro, vai entender porque eles eram contra reaproveitar jogos né.

Mas enfim, é hora de ligar o Mega Drive e dizer "I'M BATMANNNNNN!"

[AÇÃO GAMES 006] SPIDER-MAN (vs Kingpin, Mega Drive)






Sabe, puxando do topo da minha cabeça, é realmente difícil lembrar de um jogo baseado em super-heróis que realmente acabou por ser divertido de se jogar nos anos 90. Como quase todos os outros jogos de super-heróis que eu joguei, Spiderman vs Kingpin é um jogo que eu só posso dizer que é decente se eu estivesse de excelente humor. Enquanto ele funciona na teoria, certos elementos da jogabilidade e outros pequenos detalhes sobre este jogo tornam a experiência bem menos aceitável do que ela poderia ter sido.

[AÇÃO GAMES 006] ROCKETEER (NES)



Ela arrumou a mala noite passada antes do vôo. Hora zero, nove da manhã eE eu estarei bem no alto - como uma pipa quando chegar lá. Ah, eu sinto tanta falta da Terra. Eu sinto saudades da minha esposa. É tão solitário no espaço, em um vôo tão eterno. E eu acho que vai levar muito, muito tempo até eu voltar mais uma vez e descobrir que eu não sou o homem que eles pensam que sou em casa 

Ah, não não não ... Eu sou o homem foguete ... Homem foguete ... Queimando meu fusível aqui em cima sozinho...



Quem nunca quis ser o homem foguete, não é?

[AÇÃO GAMES 006] FLICKY (Mega Drive)



Em sua eterna batalha contra a Nintendo, a SEGA sempre procurou novas armas para derrotar sua tradicional rival. E o que poderia ser melhor para derrotar a líder do mercado do que lançar um port de um fliperama de 7 anos atrás, não é mesmo?

Foi assim que em 1991 a SEGA lançou Flicky para Mega Drive, um jogo originalmente lançado em 1984

sexta-feira, 28 de abril de 2017

[GAMES] Pokémon Sun/Moon (ou i’m too old for this shit)


Em Pokémon Sun/Moon você joga com um(a) jovem (foi um detalhe legal deixar escolher qualquer sexo ou tom de pele, isso ajuda na experiencia) que acabou de se mudar para o equivalente ao Havaí do mundo de Pokémon. E é impressionante o quanto de carinho e atenção a Game Freak colocou nessa primeira parte do jogo.



O jogo passa realmente a sensação de uma criança se mudando para outra cidade, onde tem que fazer novos amigos do zero, se adaptar aos novos costumes, e conviver constantemente com a sensação de “estar fora de casa”. Pokémon Sun/Moon faz isso muito bem.

Adicionalmente, a primeira ilha de Alola é muito interessante, porque eles têm para os pokemons um tratamento diferente de qualquer outra coisa que você já viu em 20 anos de franquia.

Você conhece novos amigos e, depois de mais de uma hora de jogo (sério) é levado ao kahuna (o chefe da ilha), que após alguns eventos te pede para escolher um pokémon inicial. Então aconteceu a coisa mais impressionante que eu já vi em todos esses anos jogando Pokémon: o kahuna explica que não basta escolher o seu pokémon inicial (entre água, grama ou fogo), é importante que ele te aceite como treinador também.

Em mais de vinte anos jogando Pokémon, foi a primeira vez que eu vi os pokemons serem tratados com respeito, como algo especial naquele mundo.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

[GAMES] RESIDENT EVIL 7 (ou é impossível fazer um jogo de terror)



Se tem uma coisa que George Lucas nunca entendeu sobre Star Wars, foi os seus fãs. Mais precisamente, os efeitos da passagem do tempo sobre as memórias deles. De repente ele se viu às voltas com uma horda de pessoas que acham que Star Wars é uma série super séria, profunda e sombria sobre a própria essência da natureza humana.

E que o Boba Fett é absolutamente fodão.
O que não faz sentido nenhum para quem fez os filmes (ou qualquer um que lembre deles, na verdade). Star Wars é uma ficção científica Sessão da Tarde em que a guerra é vencida pelos ursinhos carinhosos Dilmas Jr, e o Boba Fett é um alivio cômico, cuja única cena relevante na série é pagar mico. Mas os fãs não importam com bobagens como fatos. Na cabeça deles é isso que Star Wars sempre foi. Mesmo que nunca tenha sido.


Esse fenômeno de substituição de memórias de coisas que não eram tão boas assim por algo que gostaríamos que fossem é bastante recorrente. Não é atoa que os fãs odiaram um Indiana Jones cinema-pipoca despretensioso e vomitaram ódio como se Caça-Fantasmas fosse mortalmente ofendido por ser uma comédia "Cinema em Casa" divertidinha.


E esse é um ponto que a Capcom entendeu muito bem a respeito dos seus fãs: deem o que eles querem, mesmo que o que eles querem nunca tenha existido em primeiro lugar. Eu li aproximadamente um bilhão e três resenhas chamando Resident Evil 7 de "retorno as origens" como um jogo de terror sem conseguir entender da onde eles tiraram tamanhos coliformes mentais.


Resident Evil nunca foi um jogo de terror. Se alguma coisa, ele era uma paródia de filme trash. Ok, talvez você não lembre exatamente do jogo, mas tenha no seu coração que, sim, era uma pérola do encagaçamento infindo. Então, me permita te relembrar do que FOI Resident Evil:



quarta-feira, 26 de abril de 2017

[GAMES] WATCH DOGS 2 (ou GTA Mr. Robot)


a E3 de 2012, a Ubisoft anunciou um jogo que, conforme o que dava a entender, revolucionaria nossa forma de pensar videogames. Um sandbox de mundo aberto onde você jogaria com um hacker, poderia interagir com toda estrutura inteligente de uma cidade, e controlar cada pequeno aspecto nela. Realizar missões sem mover seu personagem, apenas saltando de smartphones para cameras de vigilancia, e controlando sinais de transito e o fluxo dos trens. Esse era Watch Dogs.

Se parecia uma proposta ousada, é porque era mesmo. O resultado final foi apenas um Assassinss Creed muito esquecível (com o mesmo tipo de missão até), só que usando a skin de GTA e sem parkour. Se você nunca jogou Watch Dogs, não perdeu grande coisa realmente.

Por isso mesmo, quando a Ubisoft anunciou uma sequencia de Watch Dogs para 2016, pouca gente ficou empolgada. Com toda razão, aliás. O que mal sabíamos é que, dessa vez, a Ubisoft estava entregando uma revolução – não pelas promessas da E3 de 2012, que agora foram mais ou menos cumpridas – mas sim porque essa é uma forma inteiramente nova de pensar videogames. Watch Dogs 2 é um jogo mais importante do que pode parecer.

terça-feira, 25 de abril de 2017

[CINEMA] Da onde Uwe Boll tirou dinheiro para fazer tantos filmes ruins?



Se você ainda não ouviu falar dele, Boll é o cara que ficou famoso alguns anos atrás por fazer uma série de filmes de videogame hilariamente ruins: BloodRayne, House of the Dead, Postal, Alone in the Dark, Dungeon Siege, Far Cry, etc. Se você conhece alguém que acha que todos os filmes de videogame são predestinados a ser merda, ninguém na Terra tem mais responsabilidade por criar esse pensamento do que Uwe Boll.

Então você pode racionalmente se perguntar: “tá, mas por que continuaram dando dinheiro para ele fazer filmes? Esses alemães são retardados ou o quê?”. Não, sério, por que diabos alguém investiria naquele que já é consagrado um dos piores diretores da história da humanidade?

Não foi por burrice. Pelo contrário, investir no Uwe Boll era um ótimo negócio. Mas oi?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

[ANIMES] WELCOME TO NHK (ou bem-vindo à forever alonice)


Existe um problema muito sério de saúde pública no Japão (na verdade no mundo todo, mas apenas no Japão tem uma palavra para isso) chamado “Hikikomori”, que são adultos entre 20 e 40 anos que não saem do quarto.

Não do tipo “ele é caseiro”, e sim a níveis patológicos mesmo. Alguns sequer vão ao banheiro caso não morem em uma suíte. Oficialmente o governo japonês estima que 700 mil homens (majoritariamente) desistiram da vida externa. Acredita-se que esse número é pelo menos o dobro, já que muitas famílias têm vergonha de admitir o problema publicamente. Welcome to NHK (NHK ni youkoso no original) é um anime de 2006 do estúdio Gonzo (Gantz, Helsing) sobre este tema

domingo, 23 de abril de 2017

[TÚNEL DO TEMPO] AÇÃO GAMES 005 (setembro/1991)


Andei refletindo bastante sobre o projeto MESTRE SUPREMO DOS GAMES, e cheguei a conclusão de shooters de navinha realmente não são o tipo de jogo que me divertem. Sei lá, não consigo achar graça nisso, então a menos que seja particularmente relevante vou pular esses jogos. Estou pensando em fazer o mesmo com jogos de luta, porque é outra coisa que não me diverte tanto assim... mas ainda vou ver quando chegar a hora.

Seja como for, é hora de setembro de 1991! Porque não foi só o disco que consagrou o Nirvana (Nevermind) que saiu nesse mês, como uma Ação Games zero bala!

sábado, 22 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 005] RASTAN (Master System)



Homens extremamente musculosos besuntados em suor e usando uma tanguinha minúscula eram um dos maiores símbolos de macheza dos anos 80, graças a adaptação cinematográfica do livro de Robert E. Howard estrelada por um certo austríaco fisiculturista que tinha alguma dificuldade em falar inglês.

Seria estranho se os videogames não tentassem tirar uma lasquinha dessa moda, de preferência sem precisar pagar um único centavo de direitos autorais. Nascia assim Rastan, o bárbaro

[AÇÃO GAMES 005] PSYCHIC WORLD (Master System)



A primeira vista, PW parece um clone de Mega Man. E um bem ruinzinho, na verdade. Os pulos são toscos e seu tiro é uma biribinha furada. Entretanto se você der uma chance a ele, vai acabar se deparando com um dos jogos mais legais de Master System que eu joguei até aqui.

[AÇÃO GAMES 005] MYSTIC DEFENDER (Mega Drive)


Mystic Defender é um jogo baseado em um anime assim como a sequencia de um jogo para o Master System (chamado Spellcaster). Curiosamente a SEGA não quis associar o jogo com nenhuma dessas coisas, lançando Mystic Defender como um jogo novinho em folha.

O anime no qual ele é baseado é Kujaku-oh (cuja tradução seria algo como "O Rei Pavão" - finesse!), e com efeito o jogo japones de chama "Kujaku-oh 2". Sobre o anime, foi lançada uma série de OVAs importadas para o ocidente pelo selo US Manga, e somado ao que eu vi no jogo parece bastante interessante (e desnecessariamente violento), pretendo ve-lo em breve. Por hora, falemos sobre o jogo!

[AÇÃO GAMES 005] GOLVELLIUS: Valley of Doom (Master System)



Contratualmente impedida de contar com o apoio de empresas terceirizadas para criar jogos para o seu Master System devido aos contratos de exclusividade da Nintendo, o videogame da SEGA jamais veria a luz de jogos como Final Fight ou Final Fantasy. O que a SEGA podia fazer era comprar a marca e lançar o seu próprio jogo (foi assim que Ghouls'n Ghosts saiu para Mega Drive mesmo sendo um jogo da Capcom) ou então lançando o seu genérico.

Se a Nintendo tinha Mario, a SEGA lançou Alex Kidd. Se a Nintendo tinha Final Fantasy, a SEGA lançou Phantasy Star. E se a Nintendo tinha Zelda, a SEGA tentou a sorte com Golvellius. O fato que você provavelmente nunca ouviu falar deste diz muito como isso terminou...

[AÇÃO GAMES 005] DYNAMITE DUKE (Mega Drive)

Quando você vê que o critério da capa é "Vamos pegar o cara mais parecido com o Schwarzenegger possível para enganar os trouxas", você sabe que a coisa vai ser boa. De alguma forma, a capa japonesa consegue ser mais brega ainda, só colocaram o Dolph Lundgreen.

A coisa mais legal sobre Dynamite Duke é, sem dúvida, sua história: no ano de 2091 a poluição destruiu a camada de ozônio. As crianças de hoje podem não saber disso, mas nos anos 90 o buraco na camada de ozônio era o bicho papão ambiental que o aquecimento global é hoje. Só que esse é um que foi resolvido pela ciência... só que pouca gente lembra dele, porque noticias boas não vendem jornal, né? Jornalismo, aff... enfim...

[AÇÃO GAMES 005] STRIDER (Mega Drive)

Sério, o que é essa capa horrível com o filho do Edson Celulari com o Bruce Willis? Sério, olha a capa japonesa do jogo
(que mostra o personagem do jogo de verdade). O que eles estavam pensando?
Strider é um jogo muito importante para a história dos videogames. Ele tentou, e em grande parte  conseguiu, redefinir o gênero ação. Ele colocou ênfase na história e cenário, não só na mecânica, e se focou em ser um jogo único em seu gênero.

Entretanto, esse sucesso não ecoa necessariamente bem quando jogado agora, ao contrário de Super Mario Bros. por exemplo. Embora Strider influenciou a melhoria de muitos jogos no gênero, e em geral, ainda está preso dentro dos limites de um Arcade da sua época.

No Mega Drive esses limites eram mais limitadores.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

[SÉRIE] LUKE CAGE (ou eu nunca mais vou ver o professor Girafales da mesma maneira)



Você sabe como reconhecer se uma adaptação é ruim? Que ela falhou miseravelmente? É bastante simples: basta ouvir alguém que gostou da obra começar. Esqueça os haters, vá direto aos fãs mesmo. Se o argumento dele começar com "ah, mas para entender você teria que ter lido/visto/jogado...". Pronto, lixo radioativo. A menos que estejamos falando de uma obra intencionalmente multimídia, mas esses casos são raros.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

[GAMES] O quanto a Ação Games estava certa sobre o futuro?



Em dezembro de 1990, a editora Abril percebeu o crescente interesse no assunto videogames que sua publicação "A Semana em Ação" recebia dos leitores, e decidiu lançar uma edição especial apenas sobre videojogos. O spin-off foi chamado de "Ação Games"

quarta-feira, 19 de abril de 2017

[CINEMA] GHOST IN THE SHELL (ou quando você está dançando, uma linda dama se embriaga)



Se a vinte anos atrás, no auge da minha fase otaku, você me dissesse que um dia eu ouviria Making of a Cyborg no cinema, em uma superprodução com atores hollywoodianos, eu não teria acreditado.

Se a dez anos atrás você me dissesse isso eu contemplaria a possibilidade, mas pararia quando você me dissesse que o filme em questão é realmente bom. Eu não teria acreditado.

E ainda sim, temos Ghost in the Shell em 2017. Veja só você.

terça-feira, 18 de abril de 2017

[GAMES] SHANTAE: Half-Genie Hero



A série Shantae é esquisita, não é? Tem rolado por aí faz algum tempo, mas para uma série tão bem estabelecida no mercado (foram cinco jogos desde 2002 pra cá) nunca chamou muita atenção. A jogabilidade estilo Metroidvania e escrita peculiar são adorados pelos fãs, mas apesar de ser secretamente muito bom, os jogos permanecem ignorados pela maioria. Curiosamente, você pode jogar três dos quatro títulos agora na PlayStation 4, um caso interessante de esperar por um ônibus apenas para três a aparecer de uma vez.

Mas enquanto os jogos anteriores mantêm seus encantos de plataforma pixelada, o que vamos falar aqui hoje é o projeto do Kickstarter "Shantae: Half-Genie Hero" que é o melhor jogo da série, e um ótimo ponto de partida para os recém-chegados. Cada personagem principal dos jogos anteriores é reintroduzido de uma forma ou de outra, enquanto um estilo de arte que mistura 2.5D com pixel art  moderno muda completamente a aparência de Shantae para melhor.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

[GAMES] STEAMWORLD HEIST (ou quando XCOM encontra Firefly)



Steamworld Heist é um jogo de estratégia baseado em turnos que também tem elementos de ação ao qual eu melhor descreveria como um tipo de XCOM em 2D, com a ambientação de Firefly - se a tripulação da Serenity fosse composta por robos a vapor, isso é.

domingo, 16 de abril de 2017

[LIVROS] PEQUENOS DEUSES (ou Deus está desligado ou fora da area de cobertura)



Na minha fase atual da vida, eu me definiria como "pós-ateu". Isso significa que eu tenho uma noção bastante boa de como a realidade funciona, mas apenas escolho nunca mencionar essa palavra com "A". Porque? Bem, como Oscar Wilde supostamente disse uma vez, "um idiota é alguém que percebe uma verdade que todos os outros já sabem mas não comentam, e mesmo assim a diz em voz alta". Ou Mark Twain. Ou nenhum dos dois, sabe como é a internet, né?

Seja como for, já deu meus dias de assistir "Deus não está morto" para apontar todos os erros de lógica (e bom senso) do filme, meio que já passei dessa fase de ateu revoltadinho que precisa compartilhar com o mundo inteiro o quando ele está putinho da cara porque se deu conta que acreditou em papai noel até os 20 anos de idade. Na verdade eu acho bem imaturo quem faz isso e não tenho muita paciencia com isso.

Por isso fica claro que um livro de 300 páginas fazendo uma paródia de como as instituições religiosas funcionam, em particular chutando o cachorro morto que é a inquisição, dificilmente provocaria algum interesse meu maior do que revirar os olhos entediado.

A menos, é claro, que esse livro tenha sido escrito por Terry Fucking Pretchet.

sábado, 15 de abril de 2017

[SERIES] PUNHO DE FERRO [parte II] (ou quem é Claire Fury?)



Eu costumo pensar em mim como um homem simples de gostos simples. Tudo que eu esperava da Netflix era uma série sobre um monge no mundo moderno que socou um dragão no coração. E como eu já expliquei anteriormente aqui, a Netflix decidiu que eu teria um adolescente tendo uma crise de aborrescencia muito confusa no lugar disso. Oh, bummer.

Mas hey, não quer dizer que não é porque o show não fez (a principal) coisa certa que eles tenham errado tudo, certo? Então agora vamos a segunda parte, sobre o que funcionou na série do último dos Defensores!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 004] SUMMER GAMES (Master System)



A Ação Games tem alguma coisa jogos de olimpiadas lançados no Brasil. O título saiu na revista apenas como "Jogos Olímpicos" e, assim como Track and Field II, tive que ralar um pouco para descobrir que eles estavam falando do Summer Gamers lançado pela Epyx em 1984... e relançado para Master System em 1988... e relançado no Brasil pela TecToy (aí sim com o nome Jogos Olímpicos) em 1991.

Então, sim, esse é um jogo que saiu na revista apenas 7 anos após o seu lançamento. E essa molecada de hoje em dia se a legenda de um anime demora mais que uma hora para sair na internet depois de passar no Japão...

[AÇÃO GAMES 004] SONIC: THE HEDGEHOG (Mega Drive)



Muito antes de começar a fazer essa viagem retrospectiva de cabeça na história dos videojogos, a um ano e meio atrás eu escrevi sobre Sonic Generations e teci algumas opiniões sobre o rato-ouriço (Sonic nunca foi um porco-espinho, apesar da tradução) e seus jogos de 16 bits. Minha opinião sobre Sonic Generations pode ser lida aqui.

Enquanto eu não acho que essas opiniões sejam fundamentalmente erradas, eu vejo agora que elas foram um tanto quanto injustas. Já que chegou a hora de falar com mais calma de um dos jogos mais importantes da história dos videogames, vamos a isso.

[AÇÃO GAMES 004] BATTLETOADS (NES)



Poucas coisas nos anos 90 indicavam mais que você estava começando um bom jogo do que assistir este logo aparecer na tela de abertura:


Houve um tempo que você podia colocar sua mão no fogo de que se o jogo era feito pela Rare, era bom. Não havia um genero que eles não se metessem que não ficasse absurdamente legal. Jogo de plataforma? Donkey Kong. FPS? Goldeneye. Luta? Killer Instintc. Corrida? Diddy Kong Racing. Esportes? California Games. Entendeu um padrão aqui?

Mas talvez nenhum jogo seja mais amado pelos fãs do que aquele que justamente é o pior jogo da história da Rare: Battletoads. Sim, pior que Starfox Adventures

[AÇÃO GAMES 004] FUTEBOL da Milmar (NES)



Eis um jogo de futebol sem absolutamente nada de especial mas que mesmo assim é um dos grandes capítulos dos videogames na infância de muita gente. Sim, o nome é "Futebol" e é o primeiro jogo a contar com times brasileiros. Sua origem, entretanto, é um pouco mais louca...

[AÇÃO GAMES 004] FORGOTTEN WORLDS (Mega Drive)



Um belo dia os executivos da Capcom estavam voltando da academia, ainda doidões de maromba, e tiveram esse iluminado dialogo:

- Mano, cê viu esse jogo novo da Konami?
- O que? Aquele tal de Contra?
- É, esse! Totalmente frutinha cara! Sabe o que faria esse jogo totalmente macho?
- Se ele fosse NO ESPAÇO, VÉI!
- Mano, tu me entende totalmente! Agora vamos pegar nos peitos durinhos um do outro!

Ok, pode não ter sido EXATAMENTE assim que Forgoten Worlds nasceu, mas é a melhor explicação que eu consigo pensar...

[AÇÃO GAMES 004] PSYCHO FOX (Master System)

O texto da capa é muito bom, pena que foi alterado pela Tec Toy na versão BR


Uma das coisas mais difíceis de ser criança nos anos 80 foi ter ganho um Master System ao invés de um dos clones do Nintendinho. De toda a biblioteca dos jogos daquela época aclamadas até hoje (Megaman, Metroid, Castlevania, Mario, Tartarugas Ninja, Final Fantasy, etc), nada disso saiu para o Master System. Ao invés disso os donos de Master tinham que se agarrar a dois ou três títulos que podiam "competir". A saber é Phantasy Star, Alex Kidd in Miracle World e Psycho Fox.

Vamos falar sobre esse último hoje.

[TÚNEL DO TEMPO] AÇÃO GAMES 004 (agosto/1991)



Em agosto de 1991 a KGB tentou um golpe contra o líder da União Soviética, Mikhail Gorbachov (nome tão estranho de escrever que me faz pensar que russos são imunes ao Death Note). O golpe fracassou, mas foi a pá de cal no que restava do Comunistão. Hoje ninguém lembra quem foi o Gorbachov, exceto por ele aparecer no final do Zangief do Street Fighter II.

E também nesse mesmo mes saiu a Ação Games 4!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

[WWE] Guia do Iniciante para a Luta Livre



Se você é como eu, alguma vez na vida deve ter assistido os clássicos episódios de Super Catch que passavam na falecida rede Manchete, onde víamos homens do tamanho de armário encenando lutas e tretas em um ringue que balançava muito.

Era um tempo estranho e sem internet, então tudo que tínhamos para nos divertir eram os jogos de Super Nintendo e a programação da Manchete que tinha a regularidade do Michael J. Fox fazendo neurocirurgia. Ok, mas isso era então e agora é agora, não há desculpas para não assistir o show que nos deu perolas como Dwayne "The Rock" Johnson e André, o Gigante.

Foi o que eu fiz semana passada... e achei terrivelmente confuso. Não sem surpresa, afinal estou começando uma série pela metade e ninguém gosta de ser aquele chato que chega no meio do filme e fica perguntando tudo. Então, sem mais delongas, vamos a tudo que você precisa saber para começar a acompanhar os mais carismáticos homens e mulheres da televisão que jogam pessoas do alto de escadas!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

[SERIES] PUNHO DE FERRO [parte I] (ou quem é Danny Rand?)



A campanha de marketing da Netflix para a série do último dos Defensores girava em torno do teaser "Quem é Danny Rand?". Inicialmente eu pensei que esse fosse a chamada para o público, tipo "assista e conheça Danny Rand". Mas não, era uma pergunta de verdade porque aparentemente a Netflix não faz a mais remota ideia de quem seja o rapaz que nunca precisa usar o celular como lanterna.

terça-feira, 11 de abril de 2017

[ANIMES] SHOUWA GENROKU RAKUGO SHINJUU (ou o anime do Whinderson Nunes)



Uma das coisas mais surpreendentes que eu aprendi este ano é que quem inventou a comédia de stand-up foram os japoneses. Na idade média. Aposto que você não sabia disso, huh?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

[ANIMES] SAKAMOTO DESU GA? (ou é claro que você já ouviu falar do Sakamoto!)


 Eu não acho que eu precise explicar quem é o Sakamoto, afinal... bem, ele É o Sakamoto, não é? Como eu posso colocar quem é o Sakamoto senão dizer que ele é "O" Sakamoto? Quer dizer, Sakamoto, né gente?

domingo, 9 de abril de 2017

[CINEMA] POWER RANGERS (ou o Clube dos Cinco com robôs gigantes)



Um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um rebelde. 

Um dia cinco adolescentes com as vidas bastante fodidas (por motivos bastante diferentes) se encontram na detenção. Dali nasce uma amizade única, daquelas que só pode existir quando se percebe que eles realmente só tem uns aos outros nesse mundo. Talvez não para sempre (e o que realmente é para sempre, né?), mas por aquele curto espaço de tempo eles se tornam tão amigos quanto se pode  ser. E então eles pegam seus robôs gigantes na forma de animais do cenozóico e salvam o mundo.

Se isso não é a descrição do melhor filme que os anos 80 poderiam conceber, então eu não sei mais o que poderia ser.

sábado, 8 de abril de 2017

[AÇÃO GAMES 003] ALEX KIDD IN THE ENCHANTED CASTLE (Mega Drive)



No final dos anos 80 a SEGA queria desesperadamente vencer a Nintendo em seu próprio jogo. Literalmente. E com isso criou um jogo de plataforma para o Master System para competir com o Mario do Nintendinho: o menino Alex.

Como a sua reação provavelmente deve ter sido "Quem? Ah, sim, lembro... eu acho" meio que é desnecessário dizer que fim isso teve, não é? Após um primeiro jogo muito bom (dizem, ainda tenho que jogar), a SEGA afundou a franquia com títulos horríveis... ou seja, a SEGA já era a SEGA desde aquela época né?

Mas enfim, o fato é que antes de ser soterrado pela sombra do Sonic, o menino Alex teve dois jogos razoavelmente bons. O Shinobi World, que eu já falei dele, e o único jogo do Alex Kidd para Mega Drive: Alex Kidd in the Enchanted Castle.

Que é um jogo até bom, com boas ideias (algumas delas viriam a ser reaproveitadas em Sonic, por exemplo). Mas "bom" é meio que só até onde o jogo vai também...

[AÇÃO GAMES 003] MOONWALKER (Arcade)



Ah, os anos 80! Uma época de penteados inexplicáveis e bom gosto duvidoso... bem diferente de hoje em dia... que são perfeitamente resumidos pela maior figura do entretenimento da época: Michael Jackson!

Sim, eu sei, hoje pensamos em um Michael diferente mas ninguém pode negar que ele é um dos maiores artistas que já andou de moonwalk neste planeta. Se você acha que acampar 6 meses para ver o Justin Bieber é grande coisa, na época os adolescentes teriam dado qualquer coisa para uma viagem de pijamas para o rancho Neverland... caham...

O ponto é que Michael não era só o rei do pop, mas sim um grande fã de toda a cultura pop e a lista de produções que ele tentou participar é muito grande incluindo desde Doctor Who (sim, houve uma possibilidade de Michael Jackson ter sido o 8o Doutor) até interpretar Jar Jar Binks no episódio 1. O que, antes do lançamento, era uma grande coisa - saiba você.

Michael Jackson: um artista de grande penetração em todas
as camadas sociais.
Seja como for, nosso nerd milionário favorito acabou fazendo por fim o seu próprio filme. Como parte de uma estratégia multimídia, houve um filme e vários videogames lançados com base nas estripulias de Michael Jackson. O título era "Moonwalker" e o tema era... bem... , até hoje eu não entendo esse filme. Não acho que tenha alguém que entenda, honestamente. Sei que tinha um traficante chamado Mr. Big interpretado por Joe Pesci, que sequestrava um grupo de crianças... e algo sobre estrelas cadentes... e um coelho em stop-motion... é, tenho que ver esse filme de novo.

O filme e jogo coincidiram com o lançamento da nova canção de Michael, "Smooth Criminal", que também girava em torno desse tema, com Michael sendo algum tipo de "bom" gângster. Eu acho. O filme ainda confunde as pessoas hoje em dia. É uma confusão terrível, sobre se ele é uma bosta ou se é a maior coisa que a raça humana já criou. Ninguém pode dizer com certeza.

Mas uma coisa que é inegável:  o jogo era figurinha carimbada em qualquer fliperama dos anos 90. Você sabia que estava no mesmo hemisfério que uma máquina dessas quando ouvia o gritinho de "OWWW" em 16 bits de Michael.

[AÇÃO GAMES 003] The Simpsons: Bart vs. the Space Mutants (NES)



Quando você parar e analisa todos os jogos, é incrível que existam apenas três ou quatro bons jogos de Simpsons. Com o show tornando-se um sucesso estrondoso após a estreia eu tenho certeza que havia muitos potenciais licenciadores se acotovelando para explorar a licença em busca de um troco rápido, o que a Acclaim mais do que prontamente fez lançando dois jogos para ... bem, para tudo que havia na verdade. NES, Mega Drive, Master System, Game Gear, 15 tipos de computadores/videogames que ninguém lembra mais, etc. 

Só que enquanto Konami iria abençoar os arcades com um dos mais agradáveis ​​beat em ups de todos os tempos (ao menos eu lembro assim, tenho que jogar ainda), nada nos preparou para a mediocridade de  Bart vs Space Mutants.

[TÚNEL DO TEMPO] AÇÃO GAMES 003

Seguindo minha sanha de MESTRE SUPREMO DOS GAMES, hoje falaremos sobre a Ação Games 3 e os seus jogos. Vem comigo!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

[A HISTÓRIA DOS VIDEOGAMES] Parte VI (Playstation e o reich de dez anos)



No final dos anos 80, as empresas de videogames já tinham uma boa noção de que o CD seria o futuro dos consoles domésticos. Capaz de armazenar 10 vezes mais informação por 1 décimo do preço de produção de um cartucho, era a escolha óbvia para o futuro.

Por isso a Nintendo (que ainda estava com o seu Super Nintendo na prancheta de design) e a SEGA começaram a estudar o assunto. Eventualmente a Nintendo fez uma parceria com a maior produtora de produtos eletrônicos da época, a Sony.

Desse trabalho em conjunto nasceu…

quinta-feira, 6 de abril de 2017

[A HISTÓRIA DOS VIDEOGAMES] Parte V (SNES vs Mega Drive: a era de ouro dos videogames)


No último episódio de nossa épica saga, a SEGA havia desafiado a Nintendo em seu próprio jogo e vencido. Não havia nada que o NES pudesse fazer contra o Mega Drive, mas isto não estava sequer perto do final da história…

Após o ataque a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941 o almirante japonês Yamamoto disse a celebre frase “Receio que tenhamos acordado um gigante adormecido”. Foi isso que a SEGA descobriu em 21 de novembro de 1990.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

[A HISTÓRIA DOS VIDEOGAMES] Parte IV (SEGA: Here comes a new challenger!)



Como havíamos visto anteriormente, estamos nos anos 80 e a Nintendo havia reinventado sozinha o negócio dos videogames. Diabos mancos zombeteiros, com o NES e a revista Nintendo Power eles criaram o modelo de mercado que dura até hoje!

Todos estavam felizes, os jogos da Nintendo eram “delícia cara”, e a Nintendo havia aprendido todas as lições nas quais a Atari falhou miseravelmente. O que significa que não eram apenas os jogos, mas como lidar com o mercado e também como proteger legalmente seu produto.

Isso significava que, ao contrário do que aconteceu com o Atari, ninguém podia ir lá e lançar um “Mario genérico”, se quisessem teriam que fazer seus próprios jogos do zero. E como isso era puta trabalho, a Nintendo foi deixada em paz para ter seu monopólio de corações e dólares.

… por pouco tempo.