terça-feira, 30 de maio de 2017

[CARTOLA FC] Time para a 4a rodada (2017)



Isso mesmo galera, dando uma pausa nos games porque atualmente estou jogando Prey e... tem sido menos fluído do que eu gostaria. Neste ínterim, me tornei cartoleiro neste ano em busca da mitagem perfeita, e vou confessar que tenho me divertido muito com assistindo as partidas do campeonato brasileiro por causa do joguim. Assim sendo pretendo comentar sobre meus times de toda rodada, e sem mais enrolação vamos a escrete que honrará a camisa:

quinta-feira, 25 de maio de 2017

[GAMES] NieR: Automata (ou Deus merecia levar umas bifas)



Vamos supor, apenas pelo bem do argumento, que Deus existisse. O que poderiamos pensar a respeito desse sujeito? Bem, como eu já disse quando escrevi sobre Death Parade, não muito realmente. Tentar entender uma inteligencia alienígina que não foi construída na nossa cultura é o mesmo que tentar entender Cthullu.

O que podemos dizer com certeza, no entanto, é que essa figura não foi muito legal com a gente. Fomos largados nesse mundo sem um propósito, sem um manual de instruções, sem uma direção a seguir. Pior ainda, largados em um mundo extremamente hostil onde uma forma de vida só conseguir sobreviver tirando algo de outra.

Como se diz, a vida real tem gráficos lindos mas o feedback para o usuário é pavoroso.

Pois bem, você poderia achar então que ao menos nós iríamos aprender algo com isso, certo? Ao menos não repetir os mesmos erros, certo? Bem, é óbvio que não.

Eventualmente cometeremos os mesmos erros com as máquinas e como elas vão durar nesse planeta muito mais do que nós é apenas questão de tempo até elas se sentirem abandonadas e sem propósito da mesma maneira. Tudo isso já aconteceu antes, tudo isso vai acontecer novamente.

Ao menos nós temos tempo ainda de deixar um "Foi mal gente, desculpe o transtorno", o que é muito mais do que Deus jamais se dignou a fazer por nós. Vacilão. Isto dito, falaremos a seguir sobre robôs depressivos.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

[GAMES] A HISTÓRIA DOS VIDEOGAMES: FIGHTING FANTASY I (ou o RPG mais importante de todos os tempos)




Em janeiro de 1986 havia um jovem japonês sentado à porta de seu apartamento alugado. Ele havia desafiado todas as convenções, havia largado a faculdade de engenharia elétrica (algo impensável para um japonês dos anos 80) apenas para seguir o seu sonho de programador de jogos. E havia falhado miseravelmente.


Ele não havia conseguido emplacar nenhum jogo de sucesso, tampouco desenvolver o jogo que sempre havia sonhado. Havia pouca esperança no seu horizonte senão voltar para a faculdade com o rabo entre as pernas, enterrar seu sonho no fundo do poço e ter um emprego merda das 07:00 às 22:00 como qualquer outro japonês de sua época.

Essa seria apenas mais uma história entre tantas de sonhos engolidos pela dura realidade da vida. Seria, caso esse japonês abatido e sem esperanças, em janeiro de 1987, não se chamasse Hironobu Sakaguchi e o jogo que ele sempre sonhou fazer é talvez um de que você já tenha ouvido falar hoje em dia: Fighting Fantasy.

O quê? Você nunca ouviu falar de Fighting Fantasy? Então senta aí, porque é hora de um pouco de história dos videogames!

terça-feira, 23 de maio de 2017

[CINEMA] O que deu errado com o Coringa de Jared Leto?


Acho que é quase uma unanimidade que uma das coisas que mais não funcionou em 2016 foi o Coringa do Jared Leto em Esquadrão Suicida. O problema é que o consenso termina aí quando as pessoas tentam explicar “o que” deu errado. Uns dizem que não é fiel aos quadrinhos o suficiente no visual, outros dizem que é porque ele não é o protagonista do filme, e uns dizem ainda que é por causa da risada de Cazalbé (esse sou eu). Bem, são realmente bons pontos. Só que todos eles estão errados.

Vamos falar sobre o que realmente não funcionou com o Joker do Esquadrão Suicida.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

[CIÊNCIA] O mundo nunca esteve melhor! (ou “Don’t Panic”, baseado em dados)


O fim está próximo: o ser humano nunca foi tão mesquinho, a vida nunca valeu tão pouco, a miséria nunca foi tão grande, a gome certamente é pior do que era há 50 anos atrás, etc, etc e etc. Quem nunca ouviu isso ou mesmo pensou assim?

Com efeito, se formos assistir ou ler qualquer noticiário, a única conclusão possível é que vivemos no pior dos tempos e que as coisas só tendem a piorar. Não vou falar nem das redes sociais, então… Oh vida, oh céus, oh azar! Mas será que os números conferem com essa sensação de “abandonai toda esperança vós que adentrais 2017“?

domingo, 21 de maio de 2017

[GAMES] BATTLEBLOCK THEATER (ou chapéus, gatos e dorgas, muitas dorgas larilarila)

Após o sucesso de Castle Crashers, você poderia muito bem se perguntar o que os caras da Behemot estariam fazendo das suas vidas. Afinal, depois de criarem um dos sites mais populares da internet (o Newsground.com) e dois jogos muito bem recebidos (dificilmente você nunca ouviu falar de Alien Hominid ou Castle Crashers), então qual seria o próximo passo dos caras?

Ficar de boas e aproveitar seus iates, mansões, mulheres e cem mil dólares? Quase: tomar todas as drogas conhecidas pelo homem, é claro. Como eu sei disso? Eu sei porque eu joguei o terceiro jogo da Behemot, e nada senão a mais louca viagem de tóchicos explica BattleBlock Theater. Nada.

Em caso de dúvida não tome minhas palavras como verdadeiras, assista a música que encerra o jogo: “Afivele sua calça

sábado, 20 de maio de 2017

[GAMES/CONTO] STARDEW VALLEY (ou Deus e eu no vale Orvalho das Estrelas)

Como muitos de vocês podem vir a se identificar, eu tinha um emprego bosta em uma grande corporação. O suficiente para pagar as contas e comprar coisas para distrair a cabeça do fato de que a minha vida, bem, não estava indo a lugar nenhum realmente. Após a décima maratona de séries seguida na Netflix meio que começa a ficar difícil começar a tapar com a peneira que isso era tudo que a minha vida era.

Sabe quando você conta as horas para voltar ao trabalho não porque você adore aquela joça, mas sim porque passa o dia esperando pela próxima coisa sem importância acontecer? De manhã você espera pela noite, de noite você espera pelo dia seguinte, não porque seja ótimo ou animador, mas porque estabelecer pequenas metas sem esperança é o único jeito de seguir a diante?

sábado, 13 de maio de 2017

[AÇÃO GAMES 007] TOMMY LASORDA BASEBALL (ou Super League Baseball no Japão)



Seguindo a série de "jogos genéricos de esporte que ganharam nome de uma celebridade para vender melhor nos EUA" temos Super League Baseball, que nos US and A virou o jogo do tiozinho que parece o Bill Clinton fora de forma

É meio estranho ligar o jogo e ser cumprimentado por esse camarada sorridente que eu não faço a menor ideia de quem seja mas sinto como se devesse conhecer, afinal até fizeram um jogo dele, não é?

[AÇÃO GAMES 007] SUPER REAL BASKETBALL (ou Pat Rilley Basketball nos EUA)

A SEGA tinha uma estratégia curiosa no começo dos anos 90: pegava jogos de esporte lançados no Japão e mudava o título para tacar na capa alguma celebridade do esporte que alavancaria as vendas nos US and A. Mas só na capa, eles não mudavam uma linha na programação do jogo.

Foi assim que Super Monaco GP 2 se tornou o jogo do Ayrton Senna, por exemplo, e assim que o jogo japones Super Real Basketball (lançado na Europa com o mesmo nome) virou Pat Rilley Basketball (Pat Rilley foi treinador do LA Lakers nos anos 80 e trocentas vezes campeão da NBA como técnico).

[AÇÃO GAMES 007] CYBERBALL (Mega Drive)



Uma das coisas que eu nunca vou entender é porque futebol americano não é popular por aqui. Quer dizer, é um esporte altamente tático onde você pula em cima de pessoas, o que há para não gostar, não é mesmo?

Melhor que isso só se fosse com... robôs gigantes! Fuck yeah!

[AÇÃO GAMES 007] FANTASIA (Mega Drive)


Quando eu vi Fantasia na lista de piores jogos do Mega Drive, eu sinceramente não entendi. Afinal, Castle of Illusion, que veio antes, é um dos melhores jogos do console, o quão dificil seria fazer outro jogo bom do Mickey?

Mas quando eu vi o Velberan falando mal do jogo - ele nunca fala mal de jogos antigos, por mais que eles mereçam - eu comecei a levar a sério essa crítica. Eu passei a esperar que o jogo fosse um pouquinho ruim, mas nada no mundo me prepararia para o que eu vi aqui.

O horror. Eu vi o horror.

[AÇÃO GAMES 007] PHANTASY STAR (Master System)



Esse é um dos capítulos mais interessantes da batalha da Sega contra a Nintendo nos 8bits, não porque eu acho que a Sega tenha vencido (eu acho Final Fantasy I melhor que Phantasy Star 1 como jogo), mas porque mesmo assim a tentativa da Sega foi espetacular.

A execução pode não ter sido a mais polida possível, mas o conceito foi estelar. Literalmente.

[AÇÃO GAMES 007] SHADOW DANCER: THE SECRET OF SHINOBI (Mega Drive)




O que pode ser mais legal do que um ninja? Ora, é claro que é um ninja com um cachorro que salva escravas loiras em um jogo de plataforma tático! Mas oi?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

[CINEMA] ASSASSINS’S CREED (ou algumas coisas são reais, mas não deveriam ser permitidas)


Teste rápido: eu te digo uma premissa e você me responde o quão interessante isso poderia parecer nas telas do cinema, ok? Vamos lá: “um culto de assassinos do século XV enfrenta a inquisição para evitar que ela ponha as mãos em um artefato sagrado milenar que vai permitir que ela controle o mundo”. Nada mal, não? Se feito do jeito certo, podia ser algo tipo Indiana Jones (é só trocar “inquisição” por “nazistas“) só que com parkour e corridas nos telhados.

Ora, certamente eu assistiria um filme disso!

Então me avisem quando fizerem esse filme, porque esse Assassin’s Creed não é nada disso.

domingo, 7 de maio de 2017

[CINEMA] MOANA (ou a continuação de Frozen que você não esperava)


Moana é uma continuação direta de um dos maiores sucessos da Disney nos últimos anos, mas não da forma que eu esperava. Como era a forma que eu esperava? A princesa Anna encontra um artefato mágico que a faz crescer exponencialmente até se tornar um kaiju, então as pessoas de Arendelle diriam “ih, cara, ela é moh Anna agora!”.



Vou te dar um momento para refletir sobre o que eu fiz aqui enquanto eu falo sobre o resto do filme.

sábado, 6 de maio de 2017

[GAMES] WHAT REMAINS OF EDITH FINCH (ou videogames são melhores sem história)



Filmes, televisão e literatura, todos são melhores que videogames em contar histórias. Então por que os jogos ainda estão obcecados com essa tal de narrativa? 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

[ANIMES] JOJO BIZARRE’S ADVENTURE, Part 4: DIAMOND IS UNBREAKABLE (ou quando um mestre tira férias)


Existem algumas pessoas que são muito, mas muito fora da curva. Pessoas para quem os limites da capacidade humana parecem simplesmente não se aplicar e que transformam o mundo como resultado de sua maestria. Existem cantores, e existe o Michael Jackson. Existem pessoas que sabem dirigir na chuva, e existe o Ayrton Senna. Existem refeições, e existe a pizza. 

E existem, claro, muitos mangakás. Mas só existe um Hirohiko Araki.Após as estrambólicas aventuras de nossos heróis bombadões até o Egito nos anos 80, o que Araki poderia fazer de mais impressionante, bizarro e único? Afinal ele havia acabado de escrever um arco épico sobre salvar o mundo de um vampiro fabuloso e sobre cocô que se mistura com a poeira do deserto, o que mais havia para fazer? Mais do mesmo?

Supostamente, Stanley Kubrick disse uma vez que, após um grande sucesso, o ideal é fazer um filme simpático.

Pois foi exatamente o que Araki fez: tirou férias.

A parte 4 das bizarras aventuras da família Joestar não é um épico de luta e aventura através de terras exóticas, e sim apenas os acontecimentos do verão de 1999 na pacata cidadezinha de Morioh. Descrevendo assim pode parecer um pouco chato não ter um mega vilão ou uma trama que faz você questionar o que diabos você acabou de assistir, mais da metade da série é apenas sobre episódios isolados sem muita conexão um com o outro ou sem um mega plot. Araki se recostou em sua cadeira e pegou leve dessa vez, curtindo um período de merecidas férias após ter revolucionado o próprio conceito de mangás.

E de fato não seria realmente muito especial, não fosse o fato de que, bem, esse cara certamente não é humano. Apenas isso explica o processo mental por trás deste cidadão “de férias”, porque qualquer outra tentativa é apenas desespero frustrado.

Talvez você não esteja acreditando em mim (eu mesmo era muito cético quanto a isso), mas, então, me permita compartilhar uma imagem do que é Diamond is Unbreakable:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

[ANIMES] YURI ON ICE (ou escorregando na queerbaitagem)


Da forma como eu vejo as coisas, existem dois tipos de esportes: os que eu conseguiria praticar (mesmo que mal) e os que eu fisicamente não sou capaz de faze-los. Por exemplo, eu consigo jogar futebol. Terrivelmente, mas consigo. Agora salto com vara, nem que os portões do inferno se abram e todas as todas as almas saiam de lá cantando tumbalacatumbatumbata.

Para surpresa de absolutamente ninguém, patinação artística se enquadra no segundo grupo. Adicione a isso que eu sabia tanto sobre o esporte quanto o grupo de whatsapp da sua família sabe sobre os tramites jurídicos do STF, e temos em Yuri on Ice um anime que eu não fazia a mais remota ideia do que esperar.

Como resultado eu aprendi o que “queerbaiting” significa. Louco, né?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

[SÉRIE] 3% (ou Max Reinhardt ataca novamente)


Imagine que você está lendo “Revolução dos Bichos” sem o contexto de saber a história do comunismo. É só uma fabula bonitinha, mas completamente esquecível. Ok. Agora, quando você sabe que Orwell esta falando sobre nossos camaradas vurska-vurska, a percepção do texto muda radicalmente. Quando você sabe, então, que Orwell escreveu um relato preciso sobre a ascensão e queda do comunismo ANTES dela acontecer, o homem se torna uma lenda.

Então uma obra não é só ela, e sim o contexto ao redor dela.

E se isso pode ser usado para realçar positivamente uma obra (como no caso citado), também deve ser levado em consideração o contrário. Algumas obras nascem tendo que ser 125% melhor do que precisaria ser para que o público não vire a cara para elas apenas pelo contexto em que foram criadas.

Esquadrão Suicida, por exemplo, já começa o jogo perdendo de 1×0, porque pouca gente dissocia o filme da quizumba grotesca que são os filmes da DC/Warner. E não ajuda que o filme não se ajude, claro. Mas, como eu disse na época, Max Reinhardt manjava dos paranauê.

terça-feira, 2 de maio de 2017

[ANIMES] AJIN: Demi-human (ou o que é imortal não morre no final)



Na ficção, as ameaças à humanidade geralmente terminam em uma de duas maneiras: ou a humanidade se agrupa para acabar com a ameaça, ou a humanidade é vencida pela ameaça e vive com medo. Esse conceito apareceu em muitos animes, desde Parasyte a Attack on Titan e em todos os tipos de outros shows que abordam conceitos semelhantes. E hoje, temos o Ajin, um show que mais uma vez nos lança essa idéia de novo, desta vez com pessoas que são inmataveis. 

Em mais uma parceria da Netflix com a Polygon (Knights of Sidonia), como diria a bruxa do Pica-pau, "e lá vamos nós..."

segunda-feira, 1 de maio de 2017

[LIVROS] A MÚSICA DO SILÊNCIO (The Slow Regard of Silent Things)


Eu tenho que confessar que uma das coisas que eu menos gosto na literatura são de descrições. Embora importantes, claro, eu acho profundamente massantes e me sinto tentado a pular para o paragrafo onde os personagens estão falando ou fazendo alguma coisa. Agora imagine, se puder, um livro quase inteiramente sobre descrições de cenário. O horror, ó, o horror.

Agora imagine também que esse livro é um spin-off de uma saga maior focado no personagem mais misterioso dessa saga. Você esperaria algumas respostas, certo? Mas em mais de cem páginas são apenas dois ou três paragráfos que contém fatos novos a respeito desse personagem. Ou seja, ele não te dá nada muito carnudo para ruminar a respeito nem sacia realmente nenhuma curiosidade sua.

Parece a receita do desastre, certo? Quer dizer, você teria que ser um completo lunático para publicar um livro assim. Ou um gênio.

Eu desconfio que Patrick Rothfuss seja um tanto de ambos.