segunda-feira, 20 de novembro de 2017

[CINEMA] ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (ou Harry Potter minus Harry Potter)



Eu sempre tive uma opinião bastante estranha sobre Harry Potter: que a série de livros podia ser descrita como uma história fantástica que acompanhava o personagem errado. Lendo os livros, eu sempre achei muito mais interessante os gêmeos Weasley, os marotos, o professor Snape, o diretor Dumbledore, e certamente eu faria um acordo com o Kyubey por um livro com a Luna como protagonista (tenho certeza que eu ficaria uma graça de vestidos rendados, ui) do que as aventuras do protagonista que, depois de acreditar ser órfão a vida inteira, passou um verão todo com seu padrinho (ergo, melhor amigo dos seus pais) e não fez UMA ÚNICA PERGUNTA SOBRE SOBRE OS PAIS QUE ELE NUNCA CONHECEU! MAS É UM SACRIPANTAS MESMO!

Ahem… dizia eu que, para minha grande surpresa, eu não sou um floquinho de neve especial ao achar que Harry Potter (o personagem) não era exatamente a coisa mais legal de Harry Potter (a série). Uma enquete da Bloomsbury (editora do livro) com mais de 70 mil votos revelou que o personagem-titulo é só o quarto colocado na preferencia do público. Que mainstream que eu sou, não?

domingo, 19 de novembro de 2017

[GAMES] OWLBOY (ou avua passarinha!)



Um jogo em desenvolvimento há quase dez anos finalmente deu as caras em 2016. Não, não estou falando de Final Fantasy XV e sim de algo muito menor e mais intimista: o jogo de plataforma em pixels Owlboy. Mas será que passar dez anos sendo polido valeu a pena para as aventuras do meninocoruja, ou isso apenas tornou o game datado?

sábado, 18 de novembro de 2017

[TOP 10] DOCTOR WHO: os dez melhores episódios (ou arcos)


2016 tem sido um duro para os whovians. Depois de sermos apresentados a melhor temporada do melhor Doutor dos últimos 53 anos em 2015, o showrunner da série Steven Moffat tirou um ano sabático para colocar Sherlock em dia além de não ter o seu último ano como chefe da porra toda durante um ano tão conturbado como 2016 (teve Eurocopa,Brexit e Olimpíada).

O resultado disso é estamos enfrentando um árduo anos de vacas magras em que o melhor que temos para passar o inverno é a participação do Doutor no spin-off Class e o especial de natal por vir.

Assim sendo faremos o mesmo, tirando esse ano para crescer como seres humanos e… ah, quem estamos querendo enganar? Vou é fazer um TOP 10 dos meus episódios favoritos da minha série favorita para enfrentar essa LARICA BRABA. Então vamo que vamo, e vamo quicando!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

[GAMES] SARA IS MISSING (ou realidade virtual é para os fracos)



Algumas ideias que eu vejo por aí me fazem parar e pensar: “Cara, que puta ideia. Quem pensou nisso tá de parabains!”. Tipo feijão cozido, sabe? O cara que olhou aquela sementinha dura pacas e pensou “vou cozinhar saporra por seis horas só de zoa pra ver o que dá” é meu herói. Esse é o tipo de ideia que eu admiro, sabe?

Sara is Missing é esse tipo de ideia. Quando eu soube do que se tratava, parei e pensei “po, que ideia brilhante!”. Claro, é uma ideia brilhante, considerando que é um jogo gratuito que dura menos de uma hora, mas no que ele se propõe a fazer é de uma sagacidade impar.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

[LIVROS] 5 coisas que a J.K. Rowling faria diferente se Harry Potter tivesse sido escrito hoje



Hoje (e provavelmente até o fim do século) J.K Rowling é J.K. Rowling. Também conhecida como a mulher que fez os livros voltarem a ser descolados com os jovens, e eu desconfio que se ela quiser escrever um livro sobre batatas crescendo, certamente será publicada. E eu desconfio certamente que será bom. Ah, espera, já existe um livro muito bom sobre batatas crescendo, chama-se “Perdido em Marte”. Ok, mas meu ponto continua o mesmo: a mulher é foda bagarai.

Só que não foi sempre assim. Houve um dia em que até mesmo JK Rowling já foi uma autora inexperiente escrevendo enquanto imaginava como pagar a conta do gás da semana (pq ela pagava por semana, sei lá). Foi nessa época que ela começou a escrever a saga de Haroldão Potter. Todo mundo me acompanhou até aqui? Bom.

Mas então, hoje JK é uma autora muito mais experiente e melhor do que quando ela começou – o que quer dizer que o livro seria muito melhor escrito se fosse lançado hoje (é meio assim que as profissões funcionam). Isso significa também que do alto de sua experiencia de hoje ela teria feito algumas coisas diferentes. Vamos conversar sobre isso, com base nas declarações dela e no que ela escreveu para Animais Fantásticos, como seria Harry Potter se ela pensasse na época como pensa hoje.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

[ANIMES] JOJO’S BIZARRE ADVENTURE: STARDUST CRUSADERS (ou então, a convergência da poeira estelar…)



Excelsior, true believers! Hoje vamos falar sobre a épica roadtrip homoerótica em que quatro bro’s atravessam o mundo para descobrir experiencias fantásticas e muita bizarrice. O que? Não, cara, não estou falando de Final Fantasy XV e sim da mãe de todos os bromances, as bizarras e fantásticas aventuras da família Joestar! (mas sim, FF XV se inspirou bastante em um dos mangas mais influentes de todos os tempos, finalmente com sua terceira fase animada!)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

[CINEMA] ROGUE ONE (ou o pior filme de Star Wars de todos os tempos).



Se eu pudesse te dar um único conselho a você, fã ardoroso de Star Wars que dorme abraçado um travesseiro de waifu da Mara Jade (se você sabe quem ela é, esse conselho é para você), apenas uma dica para a vida é: não assista Rogue One. Sério. Você só vai se incomodar.

Rogue One é um péssimo filme de Star Wars. Não é aquela space opera bobinha que nos acostumamos a rir de sua comédia de erros, de vilões meio patetas como Kylo Ren e Boba Fett, de heróis chorões como Luke e Anakin. Rogue One não é uma história de bem contra o mal, ninguém empurra coisas com o poder da mente, tem um único sabre de luz o filme inteiro.

Então se você está esperando assistir Star Wars Episódio 7.5, nem tente. Não é isso que você vai encontrar.

Agora se por um acaso você tiver o suficiente em você para deixar o seu lado fanboy em casa e está com a mente aberta para um raro filme de guerra sci-fi, sem lado bom e lado mau, batalhas épicas porém cruéis (como cabe a natureza da guerra), se você está preparado para algo que lembra muito mais Halo Reach ou Sniper Americano do que as adoráveis pataquadas da família Skywalker, então neste caso, e neste caso apenas, sente aí.

Vamos conversar sobre um dos filmes mais legais de 2016.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

[TOP 15] Crushes dos anos 90 que eu tive (e que você deve ter tido também).

O caminho da nerditude é um caminho repleto de sabedoria, porém bastante solitário. Ao menos era nos anos 90. Antes das redes sociais, dos filmes de videogame que não totalmente são uma bosta e da sua mãe não só saber quem são os Guardiões da Galaxia como estar animada para vê-los, as coisas eram mais difíceis. Romanticamente então…

Muitos nerds lidaram com isso de formas elevadas e sábias. Outros apenas tiveram crushes (no meu tempo se falava “ter uma queda”) muito estranhas por personagens fictícios. Se você é do segundo tipo, como eu, ou apenas quer se divertir um pouco com bizarrices, acompanhe essa lista feita com muito carinho e forever alonice.

domingo, 12 de novembro de 2017

[CINEMA] PLANETA DOS MACACOS: A Guerra (ou Macacolipse Now!)



A primeira e mais importante coisa que você precisa entender sobre o terceiro filme da revolução simiana é… que você entendeu o título do filme errado. Sim, quanto antes você entender isso, mais feliz você será. Eu sei que eu cometi esse erro.


Porque, veja, quando lemos um título como “Guerra“, logo pensamos em muitas explosões, tiros, porrada e bombas, exércitos e tudo mais. Confesso que me esforcei para imaginar como seria um filme dessa trilogia no gênero que consagrou Michael Bay, mas não é nada disso realmente.

sábado, 11 de novembro de 2017

[CINEMA] CARROS 3 (ou parece que a Pixar faz, sim, continuações)



Eu sei que eu sou minoria quando digo que gosto da franquia Carros, mas é verdade. Não que eu seja um aficcionado por carros – nunca vi o apelo deles além de sua utilidade como veículo de transporte. Então meu deleite com o primeiro filme foi apenas no nível da sua mensagem e do humor. Quase um remake de Dr. Hollywood (o filme do Michael J. Fox, não o programa do Dr. Rey), ele tratou do tema sobre ego e humildade quando Relâmpago Marquinhos descobre que, às vezes, é mais importante parar e apreciar a viagem do que correr para o destino em si.

Carros 2 pode pode ter resultados mais … questionáveis… mas tentou algo diferente, projetando um gênero de entretenimento diferente (suspense de espionagem) em seu mundo. E se você… de alguma forma… desconsiderar seu protagonista irritante, vale por ver mais “carrorização” do mundo… eu acho… sorry pal, é difícil te defender nessa.

Mas, então, como a Pixar dificilmente faz continuações apenas por fazer, sem ter uma boa ideia por trás, eu fiquei pensando que coelho eles tirariam da cartola para Carros 3?

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

[TOP 15] Crushes que eu teria em 2017 (e que possivelmente você tenha)




Ano passado eu fiz uma lista citando 15 crushes que eu tive quando era adolescente, durante os anos 90. Hoje eu estou velho demais para esse tipo de coisa – e também porque eu troquei meu coração por um travesseiro de waifu da Mia Khalifa. Mas desde então eu fiquei pensando, se eu ainda fosse adolescente hoje, quais seriam meus crushes em 2017? Eis aqui um exercício de… err… imaginação (eu juro!) com o qual você pode até mesmo se identificar, quem sabe?

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

[CINEMA] Guardiões da Galáxia: Vol. 2 (ou você não quer o que acha que quer)



Oh boy, esse texto vai me render tantos amigos, mas tantos amigos

Alguma vez você já disse “Fulano é tão foda que eu assistiria uma hora dele(a) apenas sentado olhando para o nada”? Provavelmente sim. Sei que eu já. Eu totalmente assistiria a Jessica Nigri fazendo um cosplay de cachorro-quente, ou o Nick Offerman sentado fazendo nada senão beber uísque por uma hora. Aliás, quer saber? Vou fazer isso nesse exato momento, volto daqui uma hora.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

[CINEMA] Homem-Aranha: De volta ao lar (ou eu sempre vou me lembrar do Lulu Santos quando vir o nome desse filme)



Após refletir muito sobre o assunto, o que eu posso dizer sobre o último filme do amigão da vizinhança é que… é um ótimo filme de super-heróis. Nada mais, nada menos. Uau, temos um Xerox Rolmes aqui, não é?


Mas meio que é o que tem para ser dito, é isso. isso. É um filme colorido com muita ação e um vilão legal, mas não muito além disso. Claro, tem pequenos Easter Eggs bacanas, mas nada com nenhuma carne real para se falar a respeito. Em resumo, é um bom filme padrão da Marvel e deu.

… o que foi? Hm. É, to vendo que você quer que eu arranque mais palavras sobre esse assunto. Beleza, mas esse é um trabalho complicado, então eu vou precisar pegar alguma coisa para comer primeiro. Enquanto isso, assista esse meme legal:

terça-feira, 7 de novembro de 2017

[ANIMES] Re:Zero − Starting Life in Another World (ou quem é Rem?)



O maior número de que conheço o nome é o unvigintilhão, que é o 1 seguido de 66 zeros (se você conhece um maior, deixe-me saber nos comentários, vou precisar dele, e logo você entenderá porque). Saber o nome desse número é importante para expressar o número de vezes que eu já vi um anime com o seguinte plot: um loser japonês é convocado para um mundo de fantasia (às vezes magicamente, às vezes através de um jogo), e lá ele abre mão de toda sua loserice para ser o pica das galaxias fodelão, e ter uma horda de menininhas afim dele, cujas idades somadas não são suficientes nem para tirar a carteira de motorista.

Quer dizer, eu entendo porque esse gênero existe. Quando sua maior chance de ser importante é contar com um apocalipse zumbi, e sua única oportunidade de tocar em um membro do sexo oposto, sem ela chamar a polícia, é usando a canetinha em algum jogo do 3DS, é muito tentador consumir esse tipo de produto, onde o jovem rapaz pode se imaginar tendo uma vida menos patética do que a dele próprio.

Mas existem tantos, tantos desses animes, que eu fiquei muito surpreso quando vi Re: Zero direto nas listas de melhores animes de 2016. Tá bom gente, é importante pra vocês bater uma bronha e sonhar que você é algo mais que o super loser-kun, mas tanto assim?

Foi só quando eu assisti o anime que eu entendi o que ele tem de tão especial.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

[AÇÃO GAMES 008] Edição de Dezembro de 1991




Em dezembro de 1991 o mundo mudou para sempre. Não porque o comunismo entregou os tacos e a União Soviética foi pro vinagre (porque esperar que as pessoas aprendam alguma coisa e não repitam a bobagem seria sonhar alto demais) ou porque foi inaugurado o parque temático do Beto Carrero (pew pew pew, pewpewpewpew), não nada disso.

O que realmente mudou o mundo em 1991 foi que a Ação Games vinha com o truque das mil faces do Sonic! Caraiooooooo malucooooo!!

domingo, 5 de novembro de 2017

[GAMES] HELLBLADE: Senua’s Sacrifice (ou um jogo muito louco. Literalmente.)



Vou começar esse texto com uma das perguntas mais antigas da cultura pop moderna (oi?).

Videogames são uma forma de arte? Bem, responder essa pergunta requer necessariamente que outra pergunta seja feita (mesmo sabendo o que isso significa): o que é arte?

sábado, 4 de novembro de 2017

[GAMES] Por que DLCs e Microtransações existem? (ou você as ama e não sabia)



Me diga se essa cena lhe é famíliar: você acompanha as noticias do lançamento de um jogo, está hypado, está contando os dias para o tal lançamento. Aí o jogo é lançado e você vai correndo até a PSN/Live, ou mesmo uma loja física, e dá de cara com isso:

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

[FILME] DEATH NOTE (ou como uma deusa, você me mantém!)



Em primeiro lugar, calmem suas tetas, pessoal! Death Note, o longa da Netflix, é uma adaptação do anime, tanto quanto “Como Treinar Seu Dragão” é uma adaptação dos livros de Cressida Cowell (os mais pessimistas vão dizer que é como o filme do Mario). Ou seja, não é. É uma obra inteiramente nova, que acontece de ter alguns personagens com os mesmos nomes e alguns conceitos do anime/mangá original. Então tenha isso em mente, é importante.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

[TOP 5] Livros SUPER famosos que NINGUÉM leu

Alguns livros são tão importantes, tão influentes, que mesmo após SÉCULOS da sua publicação eles ainda são a fundação não só da cultura pop (que é o tema desse site), mas de toda sociedade ocidental moderna. Por isso mesmo é impressionante o quão frequentemente você ouve falarem sobre alguns livros ESSENCIAIS da vida e fica pensando: “vem cá, te conheço?” Porque claramente ninguém leu realmente esses livros.

Ou, se leu, suas impressões foram cooptadas por adaptações cinematográficas que … não pegaram muito bem o espírito da coisa…  Me permitam aqui dar alguns exemplos.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

[FILMES] SWISS ARMY MAN (ou Harry Potter e o iate da flatulência)



O resumo mais correto que pode ser feito sobre esse filme é que ele é algum tipo de cruza entre O Náufrago e Um Morto Muito Louco com tantas piadas sobre peidos que Deadpool parece um filme maduro em comparação. Ainda que correta, essa também é a descrição mais errada que pode ser feita de um dos melhores filmes de 2016.

Vamos começar do começo: Hank está preso em uma ilha deserta após um acidente, sobrevivendo apenas com os mantimentos que vieram à deriva com ele até a praia. Conforme estes vão acabando, ele decide dar um fim rápido e prático a si mesmo antes que a fome ou a sede o façam. Então, enquanto nosso herói está lá, prestes a tocar no quiabo final de sua vida (segue minha tese que qualquer coisa encaixa como metáfora para morte e sexo), quando vê algo que todos em algum momento desejamos ver em nossas vidas: Harry Potter morto. Ou apenas eu e o Valdemar desejamos isso, não sei.

Bem, de todas as coisas que poderiam vir a cair em sua praia, poucas poderiam ser menos úteis do que o cadáver do Daniel Radcliffe. Ou assim ele pensava, pois ele descobre que nosso amigo que já derramou a mortadela (point taken again) é na verdade… UM HOMEM CANIVETE SUÍÇO!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] SHADOW OF THE BEAST



Se você cresceu com um Amiga como videogame nos anos 90, é muito provável que uma de suas memórias mais firmes deve ser… hm, quer saber? Esquece isso. Quer dizer, se você teve um Amiga, não há tem como possivelmente eu imaginar como foram suas memórias de infância. Qualquer coisa entre férias em Aspen, e ser criado no esgoto por tartarugas com nomes de artistas da renascença, eu suponho. Sério, quem diabos teve um fucking AMIGA?

De qualquer forma, vamos falar sobre um dos principais títulos do sistema: A Sombra do Cramuião.

domingo, 29 de outubro de 2017

[GAMES] ECHO (ou seu maior inimigo é você mesmo. Literalmente)



Quantas vezes você pegou um jogo e, verdadeiramente, pôde dizer “Hey, essa ideia é verdadeiramente nova!” ? Sejamos honestos, bem poucas. Um desses casos é Echo, do estúdio Ultra Ultra (estreante, mas com diversos membros que trabalharam recentemente em Hitman).

Sem mais enrolação, vamos ao que vocês vieram ver aqui: qual é a grande nova ideia de Echo? Bem, ele é um jogo de furtividade onde os inimigos ganham novos movimentos de você. Doido, né? Funciona assim: por padrão, os inimigos só andam. Se você correr, eles aprendem a correr. Se você atirar, eles aprendem a atirar. Se você descobrir um uso cotidiano para a fórmula de Baskhara… 

Brincadeira, isso nunca vai acontecer.

sábado, 28 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] MERCS (Arcade, 1990)



No temível ano de 199X (sério gente, colocar um X no último digito do ano não vai impedir o jogo de parecer datado), um ex-presidente dos US and A é sequestrado durante um tour pela África central onde promovia a paz mundial.

Para evitar um incidente internacional maior, o governo dos Estados Unidos não envia seu exército para salvar o cara e sim apenas três soldados arianos que adoram acariciar freudianamente suas armas enormes.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] PIT FIGHTER (Arcade, 1990 / SNES, 1992)



Um dia, em meados dos anos 90, você estava lá, voltando do colégio, quando uma coisa na tela chamou sua atenção. Algo que você nunca havia visto antes, algo que você sequer julgava ser possível fazerem! Mas estava lá! O sangue, o realismo, a violência… tudo!


Obviamente você ficou obcecado por aquilo, quem não ficaria? Você juntava as moedas que, por acaso, caiam na sua mão, para gastar com aquilo, e cada nanossegundo era um júbilo.

Well, o tempo passou e você cresceu, nunca mais tocando no assunto a não ser em memórias saudosas. Até que um dia, depois de adulto, você decide voltar aquilo e … NOSSA SENHORA DA QUERUPITA, COMO ESSA MERDA ERA RUIM! Mas puta que me pariu em mertiolate flambante, o que você tinha na cabeça para gostar de uma coisa tão hedionda, porca e mal feita desse jeito – mesmo para os padrões da época?

Claro que eu poderia estar falando de Cavaleiros do Zodíaco, mas, ao invés disso, vou falar hoje de um fenômeno cultural mais antigo e (por incrível que pareça) pior ainda. PIT FIGHTER.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] FATAL REWIND (Mega Drive, 1991)




No longínquo e futurístico ano de 2017, o governo americano entrará em colapso total, se tornando um estado totalitário de extrema ... cara, na real a direita e a esquerda querem a mesma coisa, então não é como se tivesse muita diferença mesmo

A fim de manter a população apaziguada, o camarada estado oferece o bom e velho circo, colocando condenados para participar de um reality show, no qual as chances de saírem vivos é menor do que a de eu conseguir reunir mais de cinco pessoas para o meu velório.

O mais sádico (e, por consequência, o mais popular) desses reality shows é o THE RUNNING MAN, apresentado por Damon Killian.

Essa é a premissa do filme “The Running Man” (“O sobrevivente” no Brasil) de 1987, estrelada por Arnoldo Negopreto (se não me falha o meu alemão, acho que é isso que significa o nome dele), baseada em um conto de Stephen King.

Sim, existe um filme baseado em uma obra do King estrelada pelo cara que soca camelos. Lide com isso:

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] A HORA DO PESADELO? (Nintendinho, 1990)



Quando os primeiros videogames foram criados, seus criadores não tinham em mente que estavam trazendo ao mundo uma ferramenta capaz de dar à humanidade a chance de realizar os seus sonhos mais loucos. Como entrar na pele de um pedófilo que foi queimado vivo e agora assombra os pesadelos de adolescentes. Pensando bem, eu acho que realmente eles não tinham ideia do que estavam criando…

terça-feira, 24 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] THE IMMORTAL (Nintendinho, 1991)



A primeira reação que eu tive ao ver “The Immortal” no Nintendinho em 2017 foi “Holy Macaronnes, tinha um Diablo para o NES esse tempo todo, e ninguém nunca me avisou disso?!?”. Visualmente o jogo parece muito o que teria sido uma tentativa da Blizzard para a plataforma de 8 bits da Nintendo.

Ao jogar o jogo, no entanto, você descobre que o que é imortal não morre no final está mais para Dragon’s Lair do que Diablo, realmente. Mas vamos começar nossa história do começo, porque The Immortal tem um making of muito interessante.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

[ANIMAÇÕES] CASTLEVANIA (ou o que é o homem, senão uma miserável pilha de maratonas na Netflix?)



Imagine o seguinte cenário: o capiroto se aposentou. Ele disse “ah, quer saber? Vocês agora têm sessão de comentários na internet e eu nunca vou conseguir competir com isso“, e pendurou as chuteiras. Tudo que ele quer agora é passar suas tardes lendo Stephenie Meyer e ouvindo Céline Dion (que foi? Ele ainda é o mau encarnado, afinal). Então, um dia, uma simples camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha bate à sua porta pedindo acesso à sua biblioteca de conhecimentos proibidos, para tornar a vida das pessoas um tanto menos lazarenta.
 
Bem, estamos falando da Valáquia (um cafundó no cu do Judas do interior do sul da Romênia) em 1455 – qualquer coisa além de tentar curar hemorroidas usando um ferro quente já seria um avanço médico enorme. O cramuião se deixa levar pelas qualidades humanas positivas da moça e, eventualmente, eles se apaixonam, casam e até têm um filho.

O que teria terminado muito bem para todos os envolvidos, não fosse a igreja achar que essa moça, dizendo às pessoas para lavar as mãos antes de comer, estava seriamente ameaçando seu poder político e social. E, por isso, decidiram queima-la como uma bruxa em praça pública. É, o capeta tava super de boas na dele, e aí vocês vão e queimam a mulher dele por motivo nenhum. Sério, por que não aproveitam o embalo e atiram no cachorrinho dele também?

Eu vou te dar um tempo para você refletir sobre essas palavras.

domingo, 22 de outubro de 2017

[GAMES] CASTLEVANIA 3: DRACULA'S CURSE

Excepcionalmente hoje não falarei de um jogo da Ação Games, mas é por um motivo especial: falaremos do jogo no qual a série animada da Netflix se baseou. Embora não seja necessário conhecer o jogo para apreciar homões da porra descendo o relho nas hordas do inferno, conhecimento nunca é demais, certo? (exceto saber como os figos se formam – você não vai querer saber isso)



Se você acha que a expressão “em time que está ganhando não se mexe” é tradicional, saiba que ela é muito mais recente do que você poderia imaginar. Ou, ao menos, que não estava em vigor durante os anos 80, porque os criadores de jogos tinham o estranho hábito de seguir um título de imenso sucesso… por outro absurdamente diferente. Quase outro gênero.

Verdade seja dita, para lançar sequencias quase anuais dos jogos, as empresas usavam outras equipes de desenvolvimento, enquanto os criadores do 1º já estavam trabalhando na terceira parte – prática que continua até os dias de hoje (sim, Devil May Cry 2, estou olhando pra você).

Zelda teve um inexplicável Zelda II, que era um jogo de plataforma; Alex Kidd in Miracle World foi seguido pelo jogo menos Alex Kidd possivel, e Castlevania teve… Castlevania II: Simon’s Quest. E como a segunda parte do Castelo do Vania se saiu?

Bem, não é ruim o jogo ser de um tipo diferente (com efeito, foi uma das fundações para o genero Metroidvania), mas, infelizmente, ele é um jogo tão profano, tão hediondo, tão nefasto, que a fúria de jogá-lo criou um dos maiores personagens da internet: o Angry Video Game Nerd. Isso é o quão ruim foi esse jogo.

sábado, 21 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] SUPER CASTLEVANIA IV



A indústria dos games não é vergonhosamente tacanha às vezes? Quer dizer, além de malditas microtransações e DLCs, um dos seus esportes favoritos é pegar jogos que foram sucesso em uma geração… e lançá-los de novo, assim que um novo console sai! Puta merda, cara, quantas vezes vocês esperam que nós compremos o mesmo jogo? Nós parecemos tão idiotas assim para vocês?


Mas o que você talvez não saiba é que essa moda de relançar os mesmos jogos, apenas com gráficos melhores, não é nova. Na verdade é quase tão antiga quanto os videogames em si. E para provar meu ponto, vou falar de um dos remakes mais famosos da história do Super Nintendo. Que dê a primeira chicotada em uma vela quem nunca passou tardes jogando…

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 008] ALEX KIDD IN HIGH TECH WORLD




Por mais que se ame a Sega, não tem como não admitir que mais sim do que não eles fazem umas jogadas que você se admira como eles conseguem piscar e respirar ao mesmo tempo sem ter um enfizema cerebral. Estamos falando de uma empresa que "surpreendeu" os varejistas do país ao lançar seu console Saturno seis meses antes e apenas para algumas poucas lojas. Estamos falando de uma empresa que não só lançou o Sega CD, mas também o Sega 32X. Uma empresa que consegue tornar dificil algo tão fácil como tornar o Sonic em um personagem decente. Essa é a SEGA, uma empresa que parece eternamente determinada a dar um tiro no pé a cada dois passos.

E se você foi criança nos anos 80/90, poucas memórias são mais dolorosas do que o Garoto Alex no Mundo da Alta Tecnologia. Ora, considerando que um dos maiores sucessos do Master System é o clássico "Alex Kidd in Miracle World", o que você possivelmente poderia esperar de um jogo chamado "Alex Kidd in High Tech World"?

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

[AÇÃO GAMES 008] ULTRAMAN: TOWARD THE FUTURE

Sou tão sexy que me colocaram na capa duas vezes!
 
Um homem de colant contra monstros gigantes. Tipo Street Fighter, mas com monstros! Como isso poderia não se traduzir em um grande jogo? De muitas maneiras, eu diria Bem, eu joguei ele - isso é algo a se dizer. E ele é ruim. Puta merda, como esse jogo é ruim. Puta merda como é ruim!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

[TOP 5] – MOMENTOS ÉPICOS DO CINEMA… perdidos em filmes não tão épicos assim

Fazer um filme é um negócio muito complicado. Tem que juntar um bom roteiro com coordenar atores, editar cenas, visualizar efeitos especiais, fazer viral na midia e etc. E é obvio que nem todos os filmes acertam e a grande categoria deles se enquadra no “meh…”. Entratanto isso não impede que certos filmes que não são tão grande coisa assim tenham cenas filhadaputamente memoraveis e o TOP 5 de hoje é sobre isso

domingo, 15 de outubro de 2017

[TOP 10] Jogos maduros para adultos (de verdade)

Não existem muitos jogos maduros, quando você pensa sobre isso. Sim, eu sei que existem dezenas, centenas, milhares de jogos classificados etariamente acima de 18 anos, mas não é disso que eu estou falando. Um jogo "maduro" para os padrões da industria, é um jogo com tetas e tripas. O que qualquer adulto pode te dizer que não é maduro, é apenas juvenil.

Videogames são maduros no mesmo sentido que Deadpool é um filme para maiores: não é. É para adolescentes e ocasionalmente adultos que queiram diversão adolescente (essa frase pode ser tão errada fora de contexto...). O que não tem nada de errado com isso, realmente.

O problema não é isso, e sim a falta da sua contraparte. Se tirar o gore da grande maioria dos jogos, seu  palavrões e fan service ou sexo ocasionalmente e vemos uqe não há muito neles que os interessantes narrativamente. Nada além do que você poderia razoavelmente esperar encontrar em um filme infanto-juvenil como Star Wars ou Raiders of the Lost Ark.

Mas isso levanta a questão: onde estão os jogos para adultos? Bem, em primeiro lugar, o que é um jogo adulto? Seria um jogo onde você faz seu imposto de renda, paga boletos e tem que escolher um plano de previdência? Err... quase, mas não exatamente.

Estou falando de jogos que fazem você pensar, refletir, adicionar algo para sua vida como experiencia? Videogames são ótimos brinquedos, mas e se você quiser um pouco mais deles, como faz?

Bem, tema não mais, meu coroão amigo! Eis a minha lista dos dez melhores jogos para serem apreciados depois que você passou da idade mental de 16 anos!

domingo, 8 de outubro de 2017

[CRITICA] O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2: a ameaça de electro (publicado em 2014)


Uma coisa que eu realmente tenho dificuldade de entender são os heróis trágicos. Sabe aquele herói foda mas amargurado por alguma coisa de seu passado ou mesmo do seu presente que ele não pode mudar? Tipo o Cloud Strife, o Batman, o Shinji Ikari. o Zero (da série Megaman).

Quer dizer, eu entendo a dor. Você perdeu alguém, cometeu um erro que não pode ser revertido (ou uma combinação dos dois anteriores) ou ainda tudo que você sabia sobre você mesmo é uma mentira. Todas essas são coisas terríveis e dolorosas. Muito mesmo, eu entendo.

Mas sabe o que não é terrível ou doloroso? Pilotar um robo gigante, invocar meteoros, disparar bolas de fogo das mãos, ter um sabre de energia ou ser o Batman. Eu entendo a sua dor, mas não ao ponto de você não conseguir apreciar a maravilhosidade que é a sua vida.

É por isso que o Homem Aranha é o meu herói favorito. Ele não é um herói muito forte nem mesmo genialmente esperto (quer dizer, ele é inteligente pra caralho, mas não o tipo de inteligencia que muda o destino da Terra como o Tony Stark). Mas ele tem uma característica que poucos heróis demonstram tão bem e com tanto carisma: ele AMA ser o homem-aranha.

Sua vida pode ser uma merda, quase ninguém dá valor para o que você faz arriscando a sua vida, as pessoas que voce ama estão sempre em perigo, voce é mal pago pra caralho, mas na hora de colocar a mascara e salvar a cidade nada disso importa porque você é um fucking SUPER-HERÓI cara! Meu, é a coisa mais legal do mundo, não deixe que te digam o contrário mesmo que esse cara clame “ser a noite”!

Eu consigo totalmente me relacionar com o amigão da vizinhança, o cara que salva a cidade mas também salva gatinhos de uma arvore. Por que ele é o Homem Aranha.

sábado, 30 de setembro de 2017

[GAMES] SONIC MANIA (ou a nostalgia usada para o bem)



Uma das regras mais verdadeiras da Internet é a "Regra dos 15 anos".  Eu não sei exatamente quem criou A Regra dos 15 Anos — a primeira vez que ouvi sobre ela foi em um NerdCast já bem antigo,  –, mas em todas as fontes, a descrição dela é essencialmente a mesma:
Se você assistiu a um filme antes dos seus 15 anos, curtiu muito e resolver assisti-lo novamente “depois de velho”, pode acabar se decepcionando, pois ele talvez não seja tão bom quanto você lembra.
Goste você ou não do Jovem Nerd, não tem como discutir que nisso eles estavam absolutamente certos. Só de zoeira, esses dias eu fui experimentar reassistir Cavaleiros do Zodiaco, por exemplo. Eu esperava que a coisa fosse ruim, é claro, mas puta que me pariu em chamas de Zillion, eu não esperava que fosse TÃO ruim. Jezuiz pulando de pogobol na cruz, como essa merda é mal feita. E olha que eu gosto de animes shonen! Batalhas bregas pela amizade, golpes sem o menor sentido prático, escalonação de poder (surpreendentemente, ao menos isso CdZ acerta porque não existe escalonação de poder, os cavaleiros de ouro são o melhor do melhor e para por aí, os outros inimigos são no máximo "tão fortes quanto um cavaleiro de ouro").

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] ROAD RASH (Mega Drive, 1991)



Certamente você já ouviu falar de um dos jogos de corrida quintessenciais dos anos 90: Road Rash. Quer dizer, quem não, né?

Hoje parece impensável, pornográfico até, um mundo em que esse jogo simplesmente não exista. Afinal a ideia de pegar uma moto e sair descendo o cacete em outros motoqueiros em corridas ilegais é uma ideia com "videogame" estampado na cara, não? Quer dizer, hoje nós temos séries de "corridas underground" como Burnout, Need for Speed e Velozes e Furiosos (como assim Velozes e Furiosos não é um spin off de Need for Speed? No meu coração sempre será)

Bem, para sua grande surpresa...não. Road Rash tem uma história de desenvolvimento bastante complicada e por muito pouco toda essa gama de jogos (e o The Rock passando o rodo com uma minigun) nunca realmente existiu. Para saber mais sobre essa história, vem comigo!

sábado, 29 de julho de 2017

[GAMES] PORQUE VIDEOGAMES NÃO FUNCIONAM COMO FILMES (ou mais sobre Titanfall 2)



Não é muito segredo que eu digo a tempos que narrativa em um videojogo costuma ser um problema porque é abordada da forma errada. Ela tem objetivos diferentes da narrativa em um filme, mas parece que é feita como se fosse a mesma coisa. Jogar Titanfall 2 me fez pensar bastante sobre isso, porque veja, o jogo tem todos os elementos que eu apreciaria em um filme e ainda sim como história é bastante... meh.

Então eu decidi dissecar um pouco mais sobre o assunto.

Me diga se essa cena é familiar: um FPS com foco no multiplayer de grande orçamento tem uma campanha single player que ninguém se importa e ninguém espera nada. Os jogadores jogam, encolhem os ombros e depois dizem "Sim, é muito tanto faz, mas este jogo é tudo sobre o multiplayer!"

O que é verdade o suficiente. Mas espera, vamos nos aprofundar um pouco mais nesse assunto.  Porque é que assim que as coisas são? Você já se perguntou isso?

sexta-feira, 28 de julho de 2017

[GAMES] TITANFALL 2 (ou vem logo rebelião das máquinas!)



Você já parou para pensar que sempre que tem um robô ou inteligencia artificial na história ele é o melhor personagem da bagaça toda? Guia do Mochileiro das Galáxias, Knights of the Old Republic, Portal, 2001, Star Wars (R2D2 é o melhor personagem da saga inteira, nem as prequels estragaram isso), Star Trek: The New Generation, Alien, Interestellar, Matrix (Agente Smith FTW), Blade Runner... na verdade você tem que se esforçar muito para lembrar de alguma coisa onde as máquinas não roubam totalmente a cena, como Battlestar Galactica que o melhor personagem é humano (embora é discutivel se os Cylons devem ser classificados como máquinas para propósitos narrativos... meio que esse é o tema da série, alias).

Mas enfim, Titancai não é estranho a esse método e já dou spoiler que o seu parceiro, o robô BT é a melhor coisa do jogo - narrativamente falando. Mas será que isso é suficiente?

sábado, 22 de julho de 2017

[GAMES] FIFA 17 (ou só um rapaz de cidade pequena, nascido e criado no sul de Detroit)



Marvel ou DC. Sega ou Nintendo. Raw ou Smackdown. Cavaleiros do Zodíaco ou ter o mínimo de bom gosto. Desde o seu ínicio a humanidade sempre se sentiu muito mais confortável se dividindo em galhos para  atirar fezes nos macaquinhos da arvore do lado e isso se espelha no nosso entretenimento. E uma das maiores divisões do mundo dos games é a divisão entre os dois grandes (e até onde eu lembro, únicos no momento) jogos de futebol no momento: Pro Evolution Soccer (PES, para os íntimos) e FIFA.

Como tudo na vida, quem torce para uma marca (sim, é tão idiota quanto soa) dificilmente dá o braço a torcer para a outra. Para quem não é de um time ou de outro, as diferenças se tornam mais imperceptíveis a cada ano que passa.

De qualquer forma, todo ano as duas empresas lançam o seu "jogo desse ano", melhorando os gráficos, polindo a física, atualizando os times e ocasionalmente lançando um novo modo de jogo. Esse é o ponto que vamos abordar aqui, porque em 2016 a EA lançou um "modo história" no seu FIFA 17

quarta-feira, 19 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] THE LITTLE MERMAID (NES)



Seguindo o projeto MESTRE SUPREMO DOS GAMES, o jogo de hoje seria A Pequena Sereia para o Nintendinho. Que honestamente é um bom jogo, um dos mais decentes de toda a biblioteca do console, te dou isso. Por muitos meses A Pequena Sereia encabeçou a lista de melhores jogos do NES na época do seu lançamento, e fazer isso sendo um jogo "de menina" (anos 90 as pessoas diziam isso sem sentir vergonha, vá entender) é um testemunho da sua qualidade.


Yeah yeah yeah, tudo muito bom, tudo muito bonito, mas sabe, honestamente, não é disso que eu quero falar hoje. Eu quero falar é um dos filmes mais FODIDOS DA CABEÇA que a Disney já bolou. Sim, vamos falar sobre um filme que tem tanta coisa errada com ele que... que a Força seja um comigo... Eu achei que Aladdin que é basicamente um filme sobre Brasília, onde a "nobreza" tem um palacio de 500 metros de ouro puro enquanto as pessoas estão passando fome do lado de lá do portão e tá tudo certo teria me preparado para isso. Mas não, nada no mundo pode te preparar para assistir A Pequena Sereia.

Eu sei que comercialmente foi um filme muito importante para a Disney, porque até então os anos 80 não vinham sendo nada generosos com as animações da Casa do Mickey e nenhum realmente emplacava o que nós conhecemos como "Padrão Disney de Qualidade". Afinal, quem não lembra dos clássicos "O Caldeirão Mágico" ou "Oliver e sua Turma", não é mesmo?

Acho que ninguém.

A série de grandes animações da Disney que fazem nós pensarmos na Disney como sendo "A" Disney começou em 1989 com a Pequena Sereia e dali pra frente a coisa só deslanchou: Aladdin, O Rei Leão, Mulan, Toy Story (na época a Pixar  não era uma empresa separada) e A Bela e a Fera (que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, não melhor animação, melhor FILME).

Então, sim, A Pequena Sereia é um filme muito importante. De verdade. O que não muda o quanto de coisas ERRADAS tem nele. Vamos a isso.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

[SERIES] GLOW (ou o Stranger Things que deu certo)




Provando que ainda não estamos muito distantes dos nossos instintos mais primitivos (nossa, eu lembro dessa frase do mensalão... acho que ninguém mais nem lembra o que foi isso), violência é sempre muito gratificante de se assistir. Não adianta negar, é legal pacas.

O problema é que violência necessariamente precisa que alguém se machuque ou sofra de alguma forma, o que não é nada legal. Como resolver esse problema então? Bem, nossa sociedade moderna tem isso bem resolvido: violência de mentirinha, é claro. Ninguém se machuca de verdade e ainda temos aquela satisfatória sensação de "waaaaaaaaaarrrrrrrggggghhhhhh" que manteve nossos ancestrais vivos.

Se pudermos adicionar a isso roteiros de vingança e rixas, golpes visualmente mirabolantes (embora nem sempre efetivos), vilões maus como pica-paus se dando mal, temos... bem, basicamente, wrestling.

Só que wrestling tem uma pegadinha que muitas vezes passa despercebida quando pensamos no Seth "Freaking""Kingslayer""Architech" Rollins (sério cara, te decide!) pulando da terceira corda em cima da mesa da equipe de televisão:


Para fazer isso, para vender o show, tão importante quanto ser um bom atleta é ser um bom ator. Na verdade, ser um bom ator é mais importante até. Não é realmente surpreendente que de tempos em tempos a luta livre premie o cinema com excelentes atores, porque essa é a essencia do negócio.

André, o Gigante (A Princesa Prometida), Dave Bautista (Drax, dos Guardiões da Galaxia) e The Rock (se você não conhece, você está na vida errada) que o digam.


Ciente disso, em 1985 David Mclane teve a ideia de fazer um show de televisão exclusivamente sobre wrestling feminino - o que até já existia, mas nunca como atração principal ou mesmo um programa próprio para isso. Pouco surpreendentemente, Gorgeous Ladies of Wresting (GLOW) foi um sucesso que durou 5 temporadas.

A série da Netflix de 2017 não é um documentário nem muito baseada nisso além do próprio conceito. O que é mais do que suficiente para fazer um show divertido pra caramba.

A coisa é, no entanto, que já existe um programa sobre wrestling. Dois até, chamam-se Monday Night Raw e Smackdown Live. Não foi isso que a Netflix tentou fazer, foi algo além. E por esse além entenda que vamos falar sobre mulheres.

Sim, eu sei, mas vai ser divertido. Prometo.

domingo, 9 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] VICE: PROJECT DOOM (ou Gun-Dec) [NES]

Pq nada vende mais o seu jogo que colocar o Patrick Swayze genérico na capa...


Dizem que imitação é forma mais sincera de lisonja. Talvez. O que é fato é que quase todos os jogos de hoje são baseados em melhorias de uma idéia anterior - salvo raras exceções (Katamari Damacy, oi!). Tecnicamente, cada FPS de hoje é tecnicamente uma versão muito mais evoluída do Wolfenstein 3D (ou Hovertank 3D, se você quiser ir mais para trás ainda). 

Na era dos gráficos de 8 bits e 16 bits, muitos jogos pegaram vários elementos de títulos já existentes e colocaram seu próprio twist na fórmula - como a legião de jogos de plataforma que, basicamente, poderiam ser consideradas como clones Mario e Sonic com alguns sendo mais flagrante melhores do que outros. Os designers inescrupulosos pensaram que poderiam ser notáveis ​​ao plagiar o estilo de um jogo maior, sem se preocupar em realmente fazer o seu próprio jogo também, e esse excesso de produtos de "acompanhamento" de baixa qualidade poderia tornar complicado distinguir o ruim do bem.

... sendo que a capa japonesa era muito mais maneira

Assim, ninguém pode ser criticado por jogar rapidamente Vice: Project Doom e descartá-lo como um ripoff de Ninja Gaiden, com segmentos que também roubaram do Spy Hunter e Operation Wolf . Mas quando você consegue fazer direito, isso é realmente um defeito?

Vice: Project Doom (Gun-Dec no Japão) é basicamente Ninja Gaiden, só que ao invés de um ninja que gruda em paredes e tem um milhão de cutscenes, é baseado em Blade Runner e tem um milhão de cutscenes. Espera, o que?

sábado, 8 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] SILKWORM (NES)



Duas perguntas que você deve se perguntar ao iniciar um shoot-em-up (o popular "jogo de navinha"): 

1) apresenta um conceito único / interessante que melhora a natureza repetitiva do gênero? 
2) estimula o bullying para com seu colega de jogo de formas novas e criativas? 

Se a resposta a ambas as perguntas for "sim", há uma chance de noventa por cento de que o shmup que você está jogando será satisfatório. Silkworm é bem sucedido em ambos os aspectos.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] POWER BLADE (NES)



Quase três décadas atrás na sede da Taito, eu gosto de imaginar, os desenvolvedores tiveram oito horas de reunião afim de criar uma trama brilhante que resultaria no melhor jogo de plataforma de todos os tempos: Power Blade. 

A fim de inventar uma obra-prima, eles precisavam saber o que fazia o gênero funcionar. Eles, portanto, examinaram os jogos contemporâneos, dando especial atenção aos seus pontos fortes e deficiências. Após uma consideração cuidadosa, eles selecionaram elementos premium do gênero e os uniram em uma amalgama de grandeza - ao mesmo tempo que apagaram os problemas que esses jogos tinham. Eles esperavam que seu trabalho produziria o rei dos jogos de plataforma.
Pela frequência com que o título é citado entre os maiores clássicos do Nintendinho, você já pode imaginar como essa história termina.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] HARLEM GLOBETROTTERS (NES)



Se tem uma coisa que os americanos amam, é um bom espetaculo. Frequentemente o esporte nos brinda com histórias dramáticas e bonitas, mas meio que é aleatório isso acontecer. Na maioria das vezes nada digno de nota acontece.

O que fazer então? Esperar que a sorte nos brinde com um grande show? Claro que não, meu bom senhor. Não nos Estados Unidos da América, meu senhor! Assim os americanos inventaram o wrestling, que é uma versão roteirizada (e por isso mesmo muito mais divertida) dos esportes de luta (na época o boxe era o grande esporte de luta, hoje é o UFC). Exceto é claro Brock "A BESTA" Lesnar que tocou o foda-se e é campeão dos dois, da WWE e do UFC just because, mas isso é outra história...

E para o basquete os americanos tem o Harlem Globetrotters, um de basquete que dá show jogando partidas de mentirinha contra seu tradicional rival - os Washinton Generals. Eu só gostaria que esse jogo de Nintendinho fosse uma mentira, pq puta merda...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] TOTALLY RAD (NES)



Uma coisa que as civilizações futuras estudarão sobre a nossa sociedade sem conseguir entender são os games e filme bolados por executivos. Sabe, aquele cara que não é roteirista, não é diretor, ele sequer tem uma idéia. É só um tiozão com mais de 40 tentando adivinhar o que o seu publico alvo quer através de planilhas e estatisticas, sem nem cogitar... sei lá... ir lá e falar com eles?

Totally Rad é um desses exemplos em que engravatados tentaram bolar um jogo infinitamente descolado para arrasar com a molecadinha, manja bro? E o resultado foi totalmente constrangedor, é claro.

terça-feira, 4 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] INDIANA JONES AND THE LAST CRUSADE (Master System)



Videogames são estranhos, quando você pensa sobre isso. Porque é tão dificil fazer um bom jogo sobre um filme que tem um ótimo conceito para um jogo - ainda mais quando você não vai seguir o filme e tem total liberdade para criar as fases que você quiser?

Robo policial passa fogo em todo mundo. Ótimo filme, péssimos jogos. Aventureiro se mete em altas confusões em busca de artefatos biblicos enfrentando nazistas no caminho. Ótimo filme, jogos piores ainda que o anterior.

O que exatamente acontece aqui?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] SUPER VOLEYBALL (Mega Drive)



Quer saber se um jogo vai ser uma bomba em menos de 5 segundos? Eis aqui uma dica: esse jogo foi produzido pela Video Systems (mais conhecida por Sonic Wings), e logo na primeira tela do jogo é apresentado nome da empresa ERRADO! 



Pelas bolas do dragão de Kami-sama, como você erra o nome da sua própria empresa?

Mas aí você pode dizer que eu estou sendo desnecessariamente chato e que é só a forma de ler o logo, é claro que eles não iriam errar o nome da empresa na primeira tela do jogo. Ok, pode ser. Então me explica aí, sabichão, como é que eles erraram em seguida o NOME DO JOGO!!!

Mas puta que me pariu em chamas holisticas! Em seguida eles vão lançar o que? O Super Fute Bol? E se esse ainda fosse o nome do jogo (Volley Ball) por alguma decisão artistica ou comercial, vá lá. Mas não, é Volleyball mesmo, eles só erraram o nome!

Nem comecei a jogar e já estou ficando puto da cara, esse vai ser um dia daqueles, né?

domingo, 2 de julho de 2017

[AÇÃO GAMES 008] MONICA NO CASTELO DO DRAGÃO (Master System)



Se você tivesse dinheiro para investir em um negócio, você investiria em um lugar onde a pirataria é liberada, a burocracia é tão complexa que você precisa preencher 54 calhamaços de folhas para abrir uma padaria, os impostos ultrapassam 50% e as questões legais são decididas sem base legal nenhuma - apenas se pautando no humor do juiz?

Se você respondeu "não" a essa pergunta, então entendeu como a Nintendo pensava nos anos 90. Eles estavam ocupados demais dominando os mercados do Japão e dos EUA para cagar a mínima para o Brasil, que é justamente a brecha que a Sega aproveitou - firmando uma parceria muito engenhosa com a fabricante de briquedos Tec Toy.

E entre as diversas coisas que a Tec Toy fez, talvez o simbolo máximo dessa era foi a adaptação de um dos maiores icones da cultura brasileira para um videojogo completamente português. Essa é a história de como Wonderboy in Monster Land (o segundo jogo da série) virou "Monica no Castelo do Dragão".