domingo, 31 de dezembro de 2017

[GAMES] MIDDLE EARTH: SHADOW OF MORDOR (ou é possível adaptar Tolkien para um videogame?)



Por muitos anos se disse que a obra de Tolkien era inadaptável para o cinema. A obra era grande demais, com personagens demais, com um cenário rico demais e a narrativa é lenta demais para ser eviscerada em um filme de duas horas e meia. Tanto que até hoje Christopher Tolkien (filho mais velho e, principalmente, editor e revisor de toda obra do pai) se ofende com a mera concepção da ideia.

Isto posto, dadas todas as limitações da mídia, eu diria que Peter Jackson fez um esforço genuíno para manter o espírito da coisa. O Senhor dos Anéis é um sucesso de publico e crítica não por coincidencia, e sim por ter acertado algumas coisas na adaptação de uma das séries de livros mais importantes da cultura ocidental. Claro, depois ele decidiu que precisava de uma mansão nova e transformou seu nome em piada ao fazer aquela DESNECESSAUREDADE REX que é o Hobbit, mas antes disso eu arrisco dizer que (salvo uma escorregada ou outra), ele fez tão bem quanto se podia fazer.

Então se é possível adaptar Tolkien para o cinema, isso significa que é possível adaptar Tolkien para os videogames?

Tecnicamente, sim. Na prática, eu não acredito realmente que veremos isso algum dia.

sábado, 30 de dezembro de 2017

[CINEMA] ESQUADRÃO SUICIDA (ou Max Reinhardt manja dos paranaue)


Permitam-me iniciar citando um trecho do excelente “A Jornada do Escritor“, porque entender quem foi Max Reinhardt e o que ele propunha é fundamental à natureza deste texto:
O grande diretor alemão de cinema e teatro Max Reinhardt achava que é possível criar uma atmosfera num teatro antes mesmo de o público se sentar ou a cortina se abrir. Um título bem escolhido pode iluminar uma metáfora capaz de deixar a platéia curiosa e ligada para a experiência que se aproxima. Uma divulgação bem feita pode alimentar o público com imagens e com slogans, que são metáforas para o mundo da história. Controlando a música e a iluminação da platéia, no momento em que os espectadores entram, e dirigindo conscientemente detalhes como a atitude e os figurinos dos porteiros, já se pode criar uma atmosfera específica. O público pode ser posto na situação mental ideal para a experiência que vai compartir, pode ser preparado para comédia, romance, horror, drama ou qualquer efeito que se queira criar.
Max não chegou a conhecer a internet, mas se tivesse conhecido ficaria surpreso com o quanto ela é a epitome de toda sua teoria teatral. Estou dizendo isso porque eu deveria ter assistido Esquadrão Suicida duas semanas atrás, pelo menos. Na primeira oportunidade eu cheguei a estar no shopping para faze-lo, e pensei “nah, vou esperar o dia de meia entrada”. Na segunda oportunidade eu fui no dia de meia entrada e… acabei comprando um churros e uma maçã do amor. Pareceu um negócio muito melhor a ser feito com o meu dinheiro.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

[ANIMAÇÃO] MY LITTLE PONY G5? (ou Escola de Magia e Amizade de Horsewarts [título de desenvolvimento])



A Hasbro trabalha com um modos operandi bastante especifico para os desenhos animados baseados nos seus produtos: um ou duas temporadas são lançadas, os brinquedos correspondentes a ela são vendidos, então eles rebootam a porra toda para vender novos brinquedos dos mesmos personagens.

Por esse motivo, por exemplo, entre 2010 e 2018 teremos atingido a marca de QUATRO desenhos animados diferentes de Transformers só contando a televisão, se for falar de filmes de webséries e quadrinhos e sei lá mais o que, santa Raava nos proteja.

Por isso mesmo é bastante surpreendente que My Little Pony tenha chegado até a sétima temporada e sendo efetivamente o primeiro desenho da Hasbro a ter um centésimo episódio. Por um lado a Hasbro está com o dedo coçando para rebootar a porra toda e vender 8 trilhões de novas bonecas, por outro lado eles meio que sabem que não vão acertar a Lua com um tiro no escuro outra vez e é bem pouco provavel que esse suposto novo desenho tenha um fandom tão dedicado e, mais importante, com carteiras tão generosas. Em 2015 My Little Pony foi a marca que mais deu lucro para a Hasbro - uma empresa que vende bonecos como Transformers, Star Wars e a linha Princesas Disney - isso é muito dinheiro e esse muito dinheiro vem do desenho animado.

Então por mais que a Hasbro adorasse ordenhar essas cavalinhas infinitamente, existe uma questão tecnica de que o desenho tem que ser feito e, sete temporadas depois, já não tem mais muito para onde correr. As protagonistas já concluiram seus arcos de personagens e todos os grandes mistérios de Equestria estão satisfatoriamente respondidos.

O caminha natural seria rebootar e criar a quinta geração de My Little Pony (a primeira sendo o desenho PAVOROSO dos anos 80, duas tentativas de linhas de brinquedo sem um desenho animado foram feitas durante os anos 90 e fracassaram e então a linha que segue o desenho de 2010 sendo a quarta geração), mas pelos motivos citados acima isso não é tão simples assim. Porém isso não impede que esse tipo de conversa ocorra nos bastidores da Hasbro, e supostamente alguns emails com essas conversas teriam vazado na internet.

Então como a quinta geração de marilouponei é inevitavel, eu gostaria de imaginar como isso poderia ser feito de uma forma interessante. E é dessa forma que em uma tarde abafada de dezembro eu vos apresento... MY LITTLE PONY G5: HORSES IN A HIGHSCHOOL!


Porque aqui é assim que nós rolamos!

[ANIMES] ARPEGGIO OF BLUE STEEL (resenha): o harém de meninas-navio




Existe um momento em que cada um de nós acabamos encontrando “a cabra” de nossas vidas. Mas o que seria “a cabra”?

Bem, sabe aqueles filmes em que o sujeito acorda muito bêbado de uma festa, abraçado em uma cabra, e começa a refletir o que diabos está fazendo com a sua vida? O momento de tapa em que se realiza que, ao acordar abraçado em uma cabra tendo feito sabe-se lá os deuses o que na noite anterior, se chegou ao fundo do poço, e que deve ser feito alguma coisa a respeito disso?

Claro, “a cabra” é só uma metáfora, pode ser qualquer coisa. Pode ser quando você toma aquele esporro do seu chefe imbecil, e se dá conta de que você deveria estar fazendo algo realmente relevante com a sua vida de verdade, ou no caso de você ser uma garota, quando você fica com um cara como eu, e se dá conta que você deveria estar tentando algo muito, muito melhor.

“A cabra” pode ser qualquer coisa, no meu caso foi este anime. Leia o título do post. Leia novamente. Agora leia mais uma vez e pese cuidadosamente as suas palavras e meça as consequências delas.

É um anime. De harém. De meninas-navio.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

[ANIMES] TOKYO GHOUL (resenha): ou “Ghoul, a Máscara”


Existem algumas coisas nesta vida que eu nunca vi, e a esta altura dos acontecimentos duvido muito que vá vê-las. Tipo, ver o Tiririca lendo alguma coisa ao vivo, uma floresta sem mosquito, e ver Vampiro: A Máscara ser jogado como o livro propõe. Não estou dizendo que não existe, apenas que eu nunca vi e duvido que vá ver um dia.

Na teoria, o que o livro diz a respeito do jogo é que é uma narrativa de horror pessoal e uma desconstrução da humanidade, enquanto você mergulha em uma sociedade doentia e profana. Na prática, com as regras que o livro apresenta, e como os jogadores as aplicam, é uma mistura de Matrix com Dragon Ball, onde o objetivo é medir quem tem o maior pinto (tipo “meu personagem joga um carro no seu”,“ah é? e o meu joga uma casa!”). Sei lá, talvez eu só tenha tido experiências ruins, mas certamente muitos de vocês se identificarão mesmo assim.

Mas o que importa é que vocês devem segurar esse pensamento, porque ele é altamente relevante para a resenha de hoje: Tokyo Ghoul. E não, não é sobre um time de futebol de Tokyo que faz muitos ghouls – por pensar em trocadilhos assim que eu realmente entendo porque não tenho amigos… mas, enfim, prosseguindo…

Tokyo Ghoul é um dos mangás mais populares e vendidos da história mundial no Japão nos últimos meses, e agora em 2014 era inevitável que o primeiro arco do anime fosse produzido (graças aos antigos deuses e os novos, eles adotaram a política de temporadas, como Attack on Titan, e pararam de inventar merda filler… que, com exceção da Saga de Asgard de Cavaleiros do Zodíaco, é só encheção de linguiça nas coxas)

Então, vem comigo! (referência de tiozão detectada)

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

[FILMES] STAR WARS: THE LAST JEDI (ou eu não acho que eles pensaram direito a respeito disso...)



Um dia, provavelmente uma terça-feira, um dos executivos da Disney entrou rolando pelas portas da Lucas Films em seu Segway (eles trocaram por portas de saloon especialmente para isso depois do grande acidente de '14) e viu os roteiristas trabalhando na sequencia de Star Wars. Como não podia deixar de ser, ele perguntou como o trabalho ia. A conversa que se seguiu foi a seguinte:

- Ah, olá Jorge, tudo bem?
- Oh, seu John Disney, é um prazer tê-lo aqui, senhor!
- Que é isso rapaz, você sabe que pode apenas me chamar de cara que assina o seu contracheque e todo futuro da sua família depende disso! Mas chega de falar sobre mim, como anda o filme?
- Ah, muito bem seu Disney! A minha ideia é que o filme comece com uma ótima batalha espacial, mas uma que humanize os personagens, sabe? Mostre que tem pessoas de verdade dentro daquelas naves além de líderes coloridos genéricos!
- Claro, Rogue One fez isso e todo mundo gosto, parece um ótimo começo! O que mais você pra mim, Jojo? Posso te chamar de Jojo, não é?
- Os caras da equipe estavam muito animados sobre isso, seu Disney! Nós temos ótimas ideias!
- Ótimo, ótimo, Jojo! Porque você sabe, nós levantamos muitas questões em O Despertar da Força, e acho que seria ótimo ver algumas delas respondidas neste novo filme! Então vamos começar com Snoke, o que você tem para o Líder Supremo Snoke?
- Ah, ótimo! Sabe como nós usamos essa coisa de figura sombria perigosa que parece um holograma do mal?
- Claro, fico arrepiado só de lembrar!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

[GAMES] HUMAN: FALL FLAT (ou gambiarra a gente aceita, a gente só não aceita a derrota)



Um ponto que eu bato frequentemente aqui é que videogames não são filmes. Você pode pensar "uau, temos um Xerox Holmes aqui, gente!", mas a quantidade de jogos que falham em enxergar isso é avassaladora.

Quando eu penso em narrativa e jogos eu penso em excelente de histórias incríveis e dialogos fascinantes. Exemplos como Residente Evil!


ou Mega Man X4!


ou, é claro, Bad Dudes!


Quando eu penso em narrativa, eu penso em histórias incríveis, eu penso em fascinação, em mundos diferentes, eu penso em livros fantásticos, eu penso em filmes incríveis, eu penso em experiências que eu não conhecia, experiências que eu passei a conhecer e que passaram a representar muito para mim.

Quando eu penso em narrativa em jogos, eu penso em uma encheção de linguiça que está me impedindo de jogar a próxima fase. Em 95% do tempo é uma história que ninguém se importa com personagens que ninguém se importa atrapalhando que eu brinque com o meu brinquedo.

domingo, 24 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 001] HOLLYWOOD SQUARES (NES, 1988)



É manhã de natal de 1988. Também conhecido como "o grande dia!". Quer dizer, você esperou o ano todo por isso, é hora do seu presente de natal! O ano de 1988 foi bastante generoso com os donos de Nintendinho, gerando clássicos como Super Contra, Super Mario 2 e 3, Mega Man 2, Ninja Gaiden, Ice Hockey e ... The New Zealand Story?

De qualquer jeito, qualquer um desses games será um ótimo presente que lhe trará muita alegre (e frustração) ao longo de todo um ano. Exceto esse último. Então você desce as escadas animado, abre seu presente e descobre que o seu companheiro de aventuras para todo o ano de 1989 será... um quadro do Domingão do Faustão.

Um cartãozinho de "estávamos sem camisinha e aborto é ilegal" seria mais simples para comunicar o que os seus pais sentem por você.

The Hollywood Squeres foi um gameshow apresentado na TV americana entre 1966 e 2004, sendo que no Brasil foi adaptado como um quadro no Domingão do Faustão entre 1988 e 1993. A ideia é simples: é uma partida de jogo da velha na qual cada "celebridade" responde uma pergunta e o jogador diz se concorda ou discorda com ela. Se o jogador acertar, marca ponto. Se errar, o ponto vai para o adversário.

O truque aqui é que as celebridades sempre respondem como se tivessem certeza absoluta da resposta, mesmo que estejam inventando. Cabe ao jogador decidir se aquilo é verdade ou é merda de touro.


O jogo de NES, produzido pela Rare (ou seja, a empresa que puniu o mundo com Battletoads) funciona nos mesmos moldes, para um ou dois jogadores. Como realmente não tem muito o que falar sobre o jogo, vamos dar uma olhada em algumas das perguntas, sim?

sábado, 23 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 001] SWORD MASTER (NES, 1990)




Essa é a capa de jogo mais maneira do NES que eu consigo lembrar, se tivesse visto na locadora quando criança alugava certo!

O jogo de hoje é o Mestre da Espada, um Poke-em-up de 1990 da Athena (a única empresa que eu conheço que lançou CINCO jogos diferentes de boliches para diferentes consoles), e eu direi desde agora que o título não se refere ao herói do jogo. 

Nosso herói pode esfaquear sua espada diretamente ou balançá-la sobre a cabeça, e só. Eu não sei vocês, mas isso não parece ser suficiente para ser chamado de "mestre da espada". Não, ele é mais um aprendiz da Espada.Um amador entusiasta da espada, se você preferir. Vamos esperar que a habilidade básica seja suficiente para faze-lo sobreviver a esta esta aventura.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

[ANIMAÇÃO] RWBY (resenha): esse é o dia pelo qual esperamos


Imagine você, meu caro amigo-lhes, um cenário em que Harry Potter houvesse sido escrito por um geek como nós. Alguém que cresceu jogando videogames e assistindo animes como eu e você. O quão legal seria isso?

Pois imagine não mais, meu bom e velho nerd, geek ou feeling. Isso já aconteceu, e eu gostaria de tirar um momentinho para lhes falar desta animação chamada RWBY.

Mounty Oum era (e ainda é, eu suponho) um nerd como eu e você, que acontecia de trabalhar para uma empresinha de fundo de quintal (a Rooster Teeth Productions, cuja realização mais notável é a websérie Red vs Blue), e que um dia correu atrás do seu sonho de animar seu projeto. Ele bateu de porta em porta para arrecadar verbas, atores para dublagem e pôs a mão na massa: ele escreveu, dirigiu, editou e até ajudou na dublagem de quase a série toda.

O que por si só já é uma história interessante, mas não valeria uma paçoca furada se a animação não fosse boa. Mas e aí, a treta é boa?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 001] CONQUEST OF THE CRYSTAL PALACE (NES, 1990)



O Palácio Celestial era um lugar de harmonia e prosperidade até que um evento terrível recaiu sobre si: o maligno ataque dos censores da Nintendo, que não podiam permitir o mais remoto resquício de menção religiosa em seus jogos. Então ele foi renomeado de Palácio de Cristal no ocidente, porém continuou sendo um lugar de harmonia, paz e felicidade.

Segundo o manual do jogo, "todas as coisas grandes e pequenas eram tratadas como iguais". Ou seja, é a propaganda de um país comunista se eu já alguma na minha vida. Todo mundo é igual pra caralho na Coreia do Norte também... O nosso Stalin aqui é o rei Bretor que, segundo a propaganda oficial do governo, encorajava as pessoas a serem boas e honestas. Aham, sei. O rei Bretor era casado com a rainha Zyla e o filho deles era o inocente e belo principe Farron.

As noticias de prosperidade do Palácio de Cristal se espalharam aos quatro cantos do mundo e logo o lugar se tornou um paraíso de igualdade social, onde povos de todas as raças viviam em harmonia e felicidade. Sim, porque antes do Facebook os SJW tinham que escrever suas fanfics em algum lugar né, mesmo que fosse no manual de jogos de Nintendinho.

Um dia um dissoniano... seja lá o que isso for, o cara que escreveu o manual estava mais perdido no mundinho dele que o Booker T e achou que esse contexto não era importante... estava cantando os louvores do Palacio de Cristal onde chovia leite e mana dos céus quando um espirito maligno do leste ficou interessado na história.

Você não odeia quando você está falando sobre as maravilhas do Palacio de Cristal com seu grupinho de amigos e um espirito maligno do leste vem de metido na conversa? Pois é.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

[ANIMES] – JORMUNGAND (resenha): o Senhor das Armas versão anime


Hoje em dia, quando se fala em anime, a primeira coisa que vem à mente é quantidades infinitas de moe, metrossexualidade e medições dragonballianas de poder.


Por isso, eu fiquei bastante animado com o conceito de Jormungand: Koko Hekmatyar é uma traficante de armas que, com seu pequeno séquito de guarda-costas, apronta altas confusões no mundo do comércio de armas. Afinal, você não faz alguns bilhões de dólares fomentando guerras que matam e desabrigam milhões de pessoas sem fazer alguns inimigos.

Isso quer dizer, é claro, muito pipoco de bala comendo, explosões, situações moralmente nebulosas, pessoas nem tão ruins fazendo coisas muito ruins.

Ou seja, não tem como não lembrar do clássico filme de ação “O Senhor das Armas” com um feeling de “Mercenários“. E isso é bom. Caralho, essa ideia é ótima, na verdade!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 001] STORMLORD (Amiga, 1989)



O vale mágico conhecido como "The Realm" tem dois problemas graves. O primeiro é que foi batizado com o nome mais sem criatividade dos nomes não imaginativos possíveis, o segundo é que todas suas SETENTA E DUAS princesas fadas foram sequestradas.

Espera, SETENTA E DUAS princesas? Eu diria que esse The Realm tem mais problemas do que está pronto para admitir.

A culpada por esta vil vilania não é ninguém senão a maligna rainha Badht (Tchê!), que sequestrou as princesas e... espera, espera, espeera. Se a rainha sequestrou as SETENTA E DUAS princesas então... foi a mãe delas? Essa história fica mais complexa cada vez que olhamos para ela...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 010] QUACKSHOT (Mega Drive, 1991)



Frequentemente "Quackshot staring Donal Duck" é descrito como uma homenagem a Indiana Jones usando os personagens da Disney. Embora não esteja de todo errado - até a mesma fonte foi utilizada - a verdade é que ocorre justamente o contrário: Indiana Jones foi inspirado no Pato Donald e não o contrário.

Espera, o que?

Bem, vamos começar do começo porque história de patos exploradores em lugares exóticos é bem mais antiga do que isso.

domingo, 17 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 001] JOE MONTANA FOOTBALL (Mega Drive, 1990)



Sabe, eu honestamente não acho que a Sega era composta por pessoas mal intencionadas durante os anos 90. De verdade. O que não é o mesmo que dizer que elas fossem competentes. Entre a lista de fiascos da Sega naquela época, um dos primeiros porém menos conhecidos é o interessante porém trágico caso de João Montanha.

Acontece que parte da estratégia de marketing da Sega para o primeiro ano do Mega Drive nos US and A era o lançamento de jogos com os quais o publico americano se identificasse imediatamente e a Nintendo - dona absoluta do mercado até então - não pudesse cobrir a oferta. Foi assim que nasceu a ideia do pacotão de jogos de celebridades esportivas.

Então Arnold Palmer foi para a capa do jogo de golfe, Tommy Lasorda para o baseball, o recém campeão James Buster Douglas para o boxe, Mario Lemieux para o hockey, Pat Riley para o basquete, e  (alguns anos depois) Ayrton Senna para a formula-1.

Se você reparar na clássica propaganda "Genesis Does what Nintendont", alguns desses jogos são anunciados vindo de graça com o Mega Drive. O que foi uma grande ideia, de verdade.


Mas a Sega sendo a Sega é claro que eles iam segar a porra toda. Claro.

sábado, 16 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 001] G.I. JOE: A real american hero (NES, 1991)


E o Troféu Imprensa deste ano vai para quem conseguir explicar essa arma do Rock&Roll

Existe um hábito que menos de 1% das pessoas tem na Terra possui, que é perguntar o "porque" (sim, eu sei que existem 58 formas de escrever porque e que variam conforme o dia da semana e as notas de matemática da terceira série de quem fala, mas FODA-SE) coisas. Mais precisamente, perguntar "porque" três vezes.

Poucas opiniões no mundo resistem ao "porque três vezes".

Um bom exemplo disso é quando Stan Weston, um agente de licenciamento nova iorquino estava tomando seu café moccha ao late quando parou para prestar atenção na nova moda que havia tomado conta da nação: as bonecas Barbie. Não havia uma menina em todos os Estados Unidos (exceto talvez no Maine) que não tivesse ouvido falar daquela boneca e todos os acessórios que você podia comprar para ela para brincar de... bem, qualquer coisa que você conseguisse imaginar. Até umas três ou quatro que você nem tinha pensado ainda.

Enquanto muitos discutiam o fenomeno que assolava as meninas, ele viu essa frase por outro aspecto. O que ele pensou foi:

- Porque nós não estamos vendendo isso para metade das crianças do país?. 
Bem, a resposta obvia é que "meninos não brincavam de bonecas".
- Sim, eu sei. Mas porque?
Ora, porque sempre foi assim, Stan e... e ...
- Ok, mas porque?
Eu não sei, ta bom? eu sou só uma voz narrativa em um dialogo que nunca aconteceu! Eu não sei!

E aí está, a boa e velha magia de perguntar três vezes. PROTIP: Faça essa experiencia da próxima vez que seu coleguinha esquerdista ou bolsominion começarem a falarem "verdades".

De qualquer forma, Stan concluiu que era apenas uma questão de apresentação. Crianças são crianças afinal e elas vão criar suas próprias historinhas se você der para elas um pedaço de carvão ou um videogame (hoje em dia isso é chamado de "narrativa emergente" e muitos jogos desistiram de "contar histórias" para apenas dar as ferramentas para os jogadores fazerem sua propria experiencia). Porque não fazer isso então com todos os meninos dos US and A cobrando 5 pilas o bonequinho?

Era só uma questão de apresentação, afinal. Se fosse algo foda, como um soldado, por exemplo, daria super certo. Ou ao ele pensava assim.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

[ANIMES] GURREN LAGAN (resenha)


Quando eu escrevi sobre Kill la Kill (fácil o melhor anime de 2014), algumas pessoas me disseram que o anime lembrava um pouco Gurren Lagan. Esse era um bom motivo para ver a animação. Outro motivo é ele estar citado na lista de 30 melhores animes para adultos, pontos para ele. Mas sabem o que REALMENTE me fez assistir esse anime? Essa imagem:



Sim, eles estão lutando em cima de uma GALÁXIA. Mais pra frente, na luta, eles pegam outras galáxias e arremessam como se fossem shurikens.

Uou. Quer dizer, uou mesmo.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

[ANIMES] SAILOR MOON CRYSTAL (resenha) 1a Temporada


Uma das vantagens de ficar velho é que você passa a se preocupar menos com as tendencias do mundo, e passa a achar tudo apenas engraçado. Uma das desvantagens é que você não tem mais paciência para ouvir as novinhas falando mais que três palavras, mas hey, eu não disse que era um jogo equilibrado.




Agora em dezembro terminou um dos melhores desenhos animados da história da televisão, A Lenda de Korra, e como eu havia apontado, o que a maior parte das pessoas absorveu de uma obra tão boa foi o chilique por não ter rolado uma colação de velcro explícita (e desnecessária, caso você tenha efetivamente assistido alguma coisa). O que foi particularmente engraçado, porque eu lembrei que não faz muito tempo assim (ok, 20 anos, já é um tempinho sim) era exatamente o oposto que acontecia. Estou falando, é claro, de Sailor Moon.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

[OSCAR 2015] A TEORIA DE TUDO (resenha)


A dramática história de um homem com uma rara doença degenerativa, que o faz ir perdendo as funções musculares até o ponto de a pessoa não conseguir se comunicar mais, mas deixa a sua mente intocada. E este homem, por acaso, é um dos maiores gênios da história da humanidade.

Parece roteiro de filme, mas todo mundo já ouviu falar de Stephen Hawking:

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

[ANIMES] PSYCHO-PASS: quando Blade Runner encontra Minority Report


SINOPSE

Imagine por um momento que o futuro se tornou o sonho molhado de qualquer esquerdista: o Estado controla todo o destino das pessoas, desde o momento em que elas nascem em nome da felicidade coletiva. A profissão, quais bandas são permitidas tocar, quais shows são permitidos serem mostrados, os lugares que as pessoas podem ir, e se bobear até a hora que elas precisam ir no banheiro.

Para esse fim, o governo institucionalizou um sistema chamado “Sistema Sibila” (como a profetiza da mitologia grega) que mede os padrões mentais do individuo – o tal Psycho-Pass do título – e não só determina as escolhas como a periculosidade do individuo para a sociedade. Se em determinado momento da sua vida (e esse momento pode ser até mesmo na primeira infância) o sistema entender que seu psycho-pass ficou “sujo” além de recuperação, a vida do sujeito acabou. Você passa o resto da vida na prisão, até que sua sanidade deteriore de vez, e você seja considerado perigoso demais para ser mantido vivo.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

[FILMES] MY LITTLE PONY: O FILME (ou se o Pica-pau tivesse comunicado a Starlight, nada disso teria acontecido)




Estou aqui hoje para falar de um assunto muito sério. No entanto, como um satirista que se esforça diligentemente na busca pela verdade, para que ela seja arrastada para fora dos armários do engano como um minúsculo Elian Gonzales (joga no Google quem ele é, aposto que você não lembra mais), eu continuo mesmo diante da ameaça potencial de receber e-mails irados de meus pares repletos de animosidade explícita ou,GLaDOS me proteja, mensagens nos comentários de "OMG YOU H4X0R N00B URA FAGOT! 1!". E não, eu não faço ideia de como o pessoal descolado de hoje está xingando nas internets.

Senhoras e senhores, hoje ouço anunciar uma verdade, uma verdade inaudita e não aceita, que revolve em nossas almas como aquela minhoca estúpida daquele filme de merda Jason Goes to Hell (sim, como fazer o Jason mais legal? Ah, diz que a explicação é uma tenia do inferno! Claro!), que pode ferir seus olhos ler isso por escrito, mas, no entanto, é a verdade. Senhoras e senhores, meninos e meninas, hermafroditas e aqueles que não têm genitália, ouço dizer, com pesar, que Transformers, Teenage Mutant Ninja Turtles, Thundercats, He-Man e qualquer desenho animado dos anos 80 que te vier a cabeça é uma merda.

Agora, depois que você terminar de vociferar como um vocalista de metal finlandês, permita-me contrapor. Nos anos 80 tudo, e quero dizer tudo, era ruim. Videogames, aviões, pessoas, carros, revistas, filmes, e especialmente desenhos animados, chupavam cu de canudinho. A explicação para isso era que ... bem, as pessoas não tinham escolha senão encontrar conforto em coisas que eram absolutamente terríveis. De outra forma, se poderia explicar o FIAT Uno, Tom Cruise e o Xou da Xuxa? A resposta é simples, mas as pessoas não conseguem dize-la em voz alta. 

Por isso eu direi por vocês, em um ato de bravo altruísmo nunca antes visto na história da internet: os anos 80 foram uma bosta. E poucas coisas representam melhor a lixozidade dessa época que seus desenhos animados que choravam de tão ruins.

E dentra essa fenomenal, colossal, gargantualíssima pilha de bosta, discutivelmente My Little Pony levava o prêmio de pior desenho animado de uma era abarrotada de desenhos estupendamente ruins.

Oh, mas não acredite somente nas minhas palavras, veja por si mesmo:



Embora durante os anos 90 tivessemos momentos isolados de grandeza, a industria da animação para televisão começou a tomar rumo só  lá pela metade dos anos 2000 quando três desenhos contemporaneos ousaram propor a mesma questão: "E SE, veja bem, E SE nós não tratassemos as crianças como se elas tivessem uma barra de titanio enfiada no cerebro?"

Os três desenhos que mudaram o jogo para sempre foram Adventure Time (que tal qual o filme do Deadpool eu realmente não consigo gostar, mas vejo sua relevancia histórica), Avatar: A Lenda de Aang e My Little Pony: The Friendship is Magic.

Espera, qual? 

domingo, 10 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 009] LAKERS VERSUS CELTICS and the NBA Playoffs (PC, 1989)



Hoje a Eletronic Arts é conhecida como um das piores empresas do negócio dos videojogos, e seu lema parece ser "o quanto será que podemos forçar a barra antes que eles se revoltem?". Provavelmente o responsavel por toda coisa de Battlefront II ser inavegável sem microtransações deve ter sido promovido. Mas sabe de uma coisa? Não foi sempre assim.

Houve um tempo, um tempo louco e distante em que a EA era uma visionaria no ramo dos games. Um tempo em que eles sabiam o que nós queriamos, e como nós queriamos! Assim, a EA teve uma ideia muito bacanuda para revolucionar os jogos de esporte: e se nós pudessemos não apenas jogar nossos esportes favoritos, mas com nossos atletas favoritos também?

Isso parece algo banal em 2017, mas em 1989 era algo sem precedentes. Assim a EA começou a fundar seu império sobre os titulos licenciados da liga de hockey (a série NHL) e de futebol americano (a série Madden). Mas para o passatempo favorito da Trumplandia, o bom e velho b-ball, a EA tinha planos maiores e mais ambiciosos do que nunca.

Ela acertou um acordo com a NBA para fazer uma série de jogos chamados "NBA Playoffs", sendo que os dois times com mais estrelas dos playoffs encabeçariam o jogo. Em 1989 os dois maiores cachorros quentes cremosos daquele ano eram o Los Angeles Lakers dos monstros Kareen Abdul-Jabbar e Magic Johnson e o Boston Celtics da lenda Larry Bird, que vinha liderando os Celtics em uma série de 50 vitórias em 64 jogos, incluindo a épica partida em que ele fez SOZINHO 60 pontos na partida.

Magic Johnson, senhoras e senhores


O jogo ainda incluía outros times e jogadores que participaram das 8as de finais da NBA daquele ano, ilustres desconhecidos que provavelmente você nunca ouviu falar como o então novato Michael Jordan.

A EA não simplesmente tacou os nomes dos jogadores, como usou as estatísticas reais deles para determinar suas habilidades no game e customizou os aspectos visuais mais importantes das maiores estrelas como os óculos de James Worthy ou o tradicional skyhook de Abdul-Jabbar. Não é muito diferente de um dos aspectos que tornou International Superstar Soccer tão popular (quem não lembra do cabelão do Valderrama, por exemplo?) mas 5 anos antes.

Desnecessário dizer que só por causa disso o jogo vendeu 8 quadrilhões de cópias e dois CDs do Biquini Cavadão que estavam por perto na banquinha. Mas relevância histórica a parte... e aí, o jogo é bom?

sábado, 9 de dezembro de 2017

[AÇÃO GAMES 010] PRINCE OF PERSIA (PC, 1989)



As noites da Arabiaaaaaa, e os dias tambéeeem... é sempre tão quente, que faz com que a gente se sinta tão bem!

Sabe, se eu tenho uma certeza na vida é que quem escreveu a adaptação da música tema de Aladdin com certeza estava em uma sala com ar condicionado. Vem se sentir vem no busão das seis e meia dia 20 de dezembro, seu filho de um limoeiro! Por outro lado, é o mesmo cara que colocou "orgias demais" em  uma música da Disney, então tenho sentimentos mistos a respeito deste cidadão.


O mais legal é que nas versões revisadas a Disney tirou o "cortar sua orelha" mas deixou o "orgias demais". Lindo.

Mas não criem expectativas, porque o jogo de hoje não terá orgia nenhuma. Hoje é dia de clássico no Projeto Mestre Supremo dos Games e esse não é um dos pequenos! Hoje jogaremos Prince of Persia!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

[ANIMES] Meu anime ideal (ou SHINSEKAI YORI)


Um corpo artificial sendo cuidadosamente esculpido com uma perfeição mecânica é a cena dos créditos iniciais de Ghost in the Shell (ou o “Fantasma do Futuro” no Brasil because huehuehue br). Uma das cenas mais icônicas de todos os tempos na história da animação. Isso toda a malta sabe. O que talvez menos gajos saibam é que a música que toca nessa cena tão definidora é uma música se chama “Making of a Cyborg“.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

[ANIMES] SAEKANO: How to Raise a Boring Girlfriend (ou seria bom se fosse ruim)


Em todos esses anos nessa indústria não-vital como otakinho virjão, existem algumas verdades que são tão essencialmente verdadeiras que você pára de se incomodar com elas, tamanha é a aceitação que tais fatos possuem em sua vida. São verdades fundamentais do universo que alguns animes serão bons, alguns serão ruins, e que ser tocado por uma mulher é algo com o que eu apenas sonharei a respeito. Não são essas coisas que machucam meu kokoro (talvez a última sim), porque eu posso aguentar animes ruins. Animes ruins são ruins, bola ao centro e segue o baile.

O problema realmente acontece quando um anime é ruim mas tinha em seu cerne o potencial para ser brilhante. Esse é o caso de Saekano: Saenai Heroine no Sodatekata (“Saekano: Como criar uma namorada entediante” no ocidente), que poderia ter sido uma pérola no corolário da animação japonesa e, ao invés disso, DELIBERADAMENTE escolheu não se-lo. Saekano é o tipo de desenho animado mais frustrante que existe: aquele que poderia ter sido bom. Trágico, como já dizia o senhor Omar.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

[ANIMES] KABANERI OF THE IRON FORTRESS (ou a soma das partes não é igual ao todo)


Em 2005, Stephenie Meyer descobriu que jamais precisaria trabalhar como atendente de telemarketing novamente, dado que ela ficou ofensivamente rica. Ela fez isso através de um livro da sua autoria que talvez você já tenha ouvido falar: Crepúsculo.



Pessoalmente não é muito o meu tipo de coisa, mas eu consigo entender porque deu certo, e dá para afirmar que a autora sabia exatamente o que estava fazendo e para quem estava fazendo. Com isso a mulher empilhou prêmios, iates, mansões, mulheres e cem mil dólares. Tudo muito bom, tudo muito bem. Eu reconheço que, mesmo que não me agrade, ela é definitivamente uma profissional da área.

Em 2011, um fanfic de Crepúsculo foi lançado com as devidas adaptações para não tomar um processo nas fuças, e talvez você já tenha ouvido falar dele também: 50 Tons de Cinza. Se eu não gostei de Crepúsculo por questões mais de gosto, o mesmo não pode ser dito de 50 Tons de Cinza. A coisa fede a amadorismo, é tão mal escrito e com personagens tão ruins, que eu perco uns 3 meses de vida só de lembrar que eu li isso. Se você abrir o Nyah Fanfiction vai encontrar pelo menos cinquenta fanfics mais bem escritos e bem pensados do que 50 Tons de Cinza.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

[GAMES] I AM SETSUNA (ou talvez os JRPGs morreram por um motivo)


Poucos jogos me geraram mais esperança do que esse filho indie da Square-Enix (foi produzido pela modesta Tokyo RPG Factory). Ora, foi anunciado como um jogo pesadamente inspirado no melhor RPG de todos os tempos (Chrono Trigger) com a temática chupinhadaça do meu Final Fantasy favorito? (FFX). Puta merda, me inscreve para ontem nesse trem de hype e amor!



Parecia simplesmente bom demais para ser verdade. E adivinhem só?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

[TOP 5] HISTÓRIAS REAIS DO ESPORTE QUE DARIAM ÓTIMOS FILMES


Noite passada, 5 de agosto de 2016, tiveram inicio oficialmente as Olimpíadas no Rio de Janeiro, logo após o episódio de Esquenta mais caro da história, na qual a pira
de dinheiro públicoolímpica foi acesa. Os maiores astros do esporte mundial saberão o que é pegar um BRT lotado, e ter que se abaixar na Linha Vermelha por causa de bala perdida. Minha rabugentice à parte, a verdade é que ocasionalmente o esporte proporcional momentos de pura emoção e magia, dignos das melhores produções da cultura pop.

Verdade, em 90% do tempo nada relevante acontece, mas quando as estrelas estão certas o esporte nos brinda com momentos inacreditáveis. Às vezes inacreditáveis de tão magníficos, às vezes inacreditáveis de tão improváveis, mas essa é a magia da coisa, não?

Então, sem mais delongas, o NGF entra em ritmo olímpico. u reuni 5 momentos mágicos do esporte que, de um jeito ou de outro, dariam excelentes filmes!

domingo, 3 de dezembro de 2017

[SÉRIES] MASTER OF NONE (ou Manoel Carlos não me representa)




Ano passado a Globo exibiu pela primeira vez na história da televisão brasileira uma cena de sexo homossexual em uma novela. Eu ouvi a discussão por cima e vi que muita gente foi contra, muita gente foi a favor (honestamente, nem sei dizer qual a proporção aqui, mas não é esse o ponto). A todas essas pessoas que tem opiniões fortes sobre o assunto, tanto a favor quanto contra, eu tenho apenas uma única pergunta: os pais de vocês deixaram vocês caírem de cabeça do berço repetidas vezes (e provavelmente de forma intencional) quando vocês eram crianças? Vocês precisam de ajuda para denunciar os maus tratos que sofreram?

sábado, 2 de dezembro de 2017

[ANIMES] TOKYO MAGNITUDE 8.0 (ou eu era feliz com a Tsundere e não sabia)


Animes podem ser muitas coisas, mas uma que eles raramente são é uma ferramenta de discussão. Muito raramente você verá um anime tocando em temas sensíveis para os japoneses, ou que causem desconforto de alguma forma. Por isso, raramente se vê animes sobre guerra (não consigo imaginar o por que), a bisonha (e frequentemente trágica) relação que o Japão tem com seus vizinhos asiáticos, ou grandes desastres naturais.

Esse último, em especial, é bastante sensível em um país no qual, de um dia para outro, Deus pode simplesmente dizer “neh, hoje não” e sumir do mapa. Este anime foi produzido em 2009, em 2011 um terremoto de 9.0 aconteceu de verdade no nordeste do Japão, deixando mais de 30 mil vitimas entre mortos e desaparecidos. Agora imagine que, ao invés do nordeste bucólico do Japão, isso acontecesse bem no centrão de uma das capitais mais populosas do mundo.

Tokyo Magnitude 8.0 é um desses raros casos que toca em um assunto muito sensível para os japoneses: uma pegada realista sobre “e se um terremoto de 8.0 graus acontecesse no centro de Tóquio? (pelo titulo do anime você jamais imaginaria isso, hã?)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

[GAMES] NO MAN’S SKY (ou e, por um tempo, foi bom)


O espaço exerce uma grande fascinação sobre a minha imaginação. Acho que isso é verdade a respeito da maior parte dos nerds. Douglas Adams escreveu que “O espaço é grande. Grande, mesmo. Não dá pra acreditar o quanto ele é desmesuradamente inconcebivelmente estonteantemente grande. Você pode achar que da sua casa até a farmácia é longe, mas isso não é nada em comparação com o espaço.” Do topo da minha cabeça eu consigo citar três momentos em que eu que senti verdadeiramente o quanto o espaço é opressivo.

O primeiro é a cena de Gunbuster (ser otaku velho tem lá suas vantagens), em que você sente o quão terrível é o fato de que entre você e a imensidão destrutiva do cosmos existe apenas uma misera polegada de metal.

Um segundo momento desses é, obviamente, quando eu conheci a imagem mais importante já registrada pelo homem. Recomendo que você faça isso também.

O terceiro momento que eu posso citar é quando o painel da sua nave em No Man’s Sky mostra que o tempo estimado de viagem até o planeta mais próximo é de 5 horas. Cara, absolutamente NADA em um videogame fica a cinco horas de viagem. CINCO HORAS de tempo real viajando à velocidade de uma nave espacial é algo realmente impressionante. O espaço é realmente grande.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

[GAMES] POKEMON GO (ou o jogo que o mundo não tem os requisitos para rodar)



Uma coisa que eu menciono frequentemente quando estou falando de jogos do tipo walking simulator, como Fallout ou No Man’s Sky, é que o fascínio pela exploração é algo intrínseco à natureza humana. Há duzentos mil anos atrás, na África, nossos ancestrais devem ter olhado a colina próxima e pensado: “O que será que tem lá?”. Daqui a duzentos mil anos nossos descendentes vão olhar a estrela próxima e pensar: “O que será que tem lá?” É apenas assim que as pessoas são.

No coração dos anos 90, uma empresa japonesa, já velha conhecida dos gamers, despertou a paixão dos gamers ao propor exatamente isso: um jogo sobre exploração e maravilhamento. Mais conhecido como Pokémon.

É muito importante entender o que realmente fascinou as pessoas nesse jogo (e, por tabela, no anime que o divulgou no mundo inteiro): mais do que o sistema de combate (que ainda hoje é surpreendentemente profundo), mais do que o RPG meia boca (que ainda hoje tem histórias escritas com mais má vontade que filler de Naruto), o que realmente conquistou o mundo foi a sensação de exploração.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

[GAMES] INSIDE (ou Lars von Trier é um herói nacional)



O curso natural da vida, o ciclo sem fim que nos guiará, é ganhar experiência com o tempo e ficar melhor. Ao menos profissionalmente. Você hoje é uma pessoa melhor no seu trabalho do que era há dez anos atrás. Masami Kurumada não comete hoje os mesmos erros com Cavaleiros do Zodíaco que cometeu há trinta anos atrás. O George Miller de hoje teria muito a conversar com o George Miller de 1979. Tal é a natureza das coisas.

Por isso, quando a produtora Playdead estreou em 2010 com o indie Limbo, eu pensei: “Esses rapazes vão longe.” Limbo não é um jogo tipo “puta merda, que pedaço de picanha genial!” mas é uma produção com boas ideias. Trata-se de um joguinho de plataforma com puzzles inteligentes, um tipo de violência que se torna uma identidade única, e um design coeso (nenhum puzzle parece deslocado, nada do tipo “interrompemos seu jogo para te fazer empurrar caixas sem motivo nenhum!”). Talvez uma vontade um pouco excessiva de parecer cinema dinamarquês, mas tudo bem. Era só dar alguns anos de experiencia para a Playdead, muito mais recursos, e com certeza o mundo dos videogames poderia esperar algo realmente grande dos caras da terra de pessoas simétricas.

Seis anos de experiência depois, dezenas de milhares de dólares depois, eis o novo jogo da Playdead: Inside. E de alguma forma eles conseguiram regredir. UATAFÃQUI?

terça-feira, 28 de novembro de 2017

[GAMES] Porque videogames não possuem profundidade emocional (ou gamers don’t cry)


Videojogos são notoriamente ruins em contar histórias. É, eu sei, eu sei, você vai citar a uma, ou duas ou cinco vezes que a exceção confirma a regra, e um jogo te fez chorar como o Thiago Silva em qualquer decisão mais complicada do que escolher o que vestir pela manhã.


Faça as contas: quadrinhos, filmes, livros, música e até animes conseguem te tocar quando executados da maneira correta (e por maneira correta entenda-se o que funciona para cada pessoa, não que exista uma fórmula universal), ao passo que videogames têm a cintura muito dura nesse aspecto.

Essa opinião não é só minha, Jonathan Blow (dos ótimos Braid e The Witness) disse que “cutscenes interrompidas por pedaços de jogabilidade que levam à próxima cena são uma merda”. Blow sugere que “contar histórias em jogos está mais ou menos do mesmo jeito que era na década de 80, só que agora as nossas cenas são mais frequentes e em alta resolução“, e argumenta que, se o seu principal interesse é contar histórias, então videogames podem não ser o melhor meio.

Então o que é que acontece aqui? Por que videogames são tão ruins em causar “feels”? Porque jogos tem tanta dificuldade em se conectar emocionalmente com os jogadores e contar grandes histórias, não apenas “ah, vou dar um desconto porque é um jogo, mas se fosse um filme ou um livro, eu acharia uma bosta gonorreica”.

Não existe, claro, uma única resposta simples, mas vou reunir alguns pensamentos aqui.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

[ANIMAÇÕES] STEVEN UNIVERSE (ou lar é onde o cristal está)


Em Steven Universe, as gems são aliens não-orgânicos (elas são minerais vivos, caso o nome não tenha dado a dica) que vêm de um mundo com uma inflexível estrutura social. A casta na qual você nasce dita todo e cada dia da sua vida dali por diante, e não tem choro nem vela. Você nasceu uma Pearl? Vai ser uma escudeira pro resto da vida, quer goste ou não. Ou você é uma Safira? Seu lugar é sentadinha tendo visões do futuro para quando alguém precisar, favor não encher o saco com mais do que isso.

domingo, 26 de novembro de 2017

[GAMES] Doom (2016) [ou o inferno é uma questão de tempo]


Foi apenas em 2015 (sempre fui um biscoitinho não muito bom para lidar com pessoas) que eu aprendi uma das lições mais fundamentais sobre pessoas que se há para saber: elas não dizem o que estão querendo dizer. Eu acreditei que as pessoas odiavam remakes/reboots porque “estão destruindo minha infância”, nostalgia, blablabla, porque é isso que elas falam.

Foi assistindo Mad Max de 2015, e vendo o quanto o filme agradou, que caiu a ficha: as pessoas não odeiam remakes, elas odeiam filmes ruins. O que elas falam da boca pra fora sem pensar, bem é só algo que elas dizem sem pensar. Eu lembrei desta valiosa lição novamente em 2016, quando a Id Software deu uma aula com quadro negro e uniforme de professora de como se faz um remake.

Estou falando, é claro, de Doom.

sábado, 25 de novembro de 2017

[SÉRIES] DOCTOR WHO: o 2º Doutor (ou aquela vez em que o Doutor foi um palhaço)



As palavras são engraçadas. Não raras vezes, elas carregam um peso e um significado bastante diferentes do que originalmente deveriam significar.

Pegue a palavra “palhaço”, por exemplo. Chamar alguém de palhaço é quase universalmente ofensivo, como se esse fosse um grande insulto. Não é minha intenção quando eu digo que o segundo Doutor, interpretado por Patrick Troughton, foi um palhaço.

Qualquer ator poderá te dizer que fazer o público rir é mais difícil do que fazer chorar, e é necessário um domínio muito grande de técnica de palco, timing e carisma. Pense nos grandes trapalhões do entretenimento que nos fizeram rir e ainda fazem tantos anos depois, como Groucho Marx, Chaplin, os Três Patetas, os Trapalhões e Roberto Gomes Bolaños.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

[GAMES] EVENT[0] (ou indo audaciosamente onde o robo Ed jamais esteve)



Algum dia, em um futuro não muito distante, eu vou abrir o equivalente a um smartphone em 2050 e conversar com a Siricortanaplus3000 ou a Google UltraDeep Deadly Web todas minhas tarefas cotidianas, e pedir alguns conselhos baseados na opinião dela.

Neste dia, eu lembrarei do dia que eu joguei um jogo que era sobre conversar com uma A.I. extremamente rudimentar e achei a ideia extremamente inovadora. Até porque, um jogo que junta o Robo Ed com “2001: uma odisseia no espaço” não é algo que você joga todo dia.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

[TOP 5] Grandes marcas registradas dos animes (que são truques baratos que os animes usam para deixar a produção mais barata ainda)



Desenhos animados não são baratos de se fazer, seja aqui, seja no Japão, ou seja na fronteira ocidental do Turcomenistão. Então, um dos grandes desafios dos animadores foi não só como transmitir um conteúdo relevante para o público certo, mas também fazer isso da forma mais barata possível para o negócio ser viável.

Não é por pura jacuzisse (embora seja também) que a Nick tratou a Lenda de Korra como seu filho bastardo: era um desenho animado muito caro de se fazer, e para um público que não era o habitual do canal.

Então, comofas\\\?

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

[CINEMA] CEGONHAS – A HISTÓRIA QUE NÃO TE CONTARAM



Não raramente uma boa obra envolve uma boa ideia bem executada. Uma obra épica revolve ao redor de diversas ideias boas e bem executadas. J.K. Rowling se encaixa neste segundo caso, executando muito bem várias ideias.


Uma dessas, e uma das mais charmosas na minha opinião, foi “burocratizar” o fantástico. Sabe, uma coisa mística como magia tratado como algo do nosso cotidiano com ministérios, departamentos, muita (mas muita mesmo) burocracia e por aí vai. Não foi Rowling que inventou essa trend, mas seu marco colossal de vendas a colocou no mapa de muita gente.

Desta premissa de “mundanificar” algo fantasioso se inspiraram muitas outras coisas, para o bem ou para o mal. Ou atire a primeira pedra quem nunca ouviu falar de Naruto, por exemplo.
Cegonhas segue essa levada e se prova uma experiência… interessante.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

[CINEMA] DOUTOR ESTRANHO (ou Cumberbatch: a Ascensão)



Começarei fazendo uma confissão que não vai me render muitos fãs: eu nunca achei Harry Potter realmente mágico. Pra mim aquilo não é magia, é ciência pura: faça com sua varinha dois pra cima, dois pra baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B A, tendo os genes certos e bam, você fez “magia”. Só constando que isso não é nenhum um demérito, eu já mencionei antes que a sacada da Rowling de “burocratizar” uma coisa mistica foi genial… mas magia isso não é.

Magia, na minha humilde opinião, é Sandman, Lewis Carroll, Mago: A Ascensão. É abrir as portas da mente e sambar porrada na cara das leis da física. Por isso mesmo uma das grandes frustrações da minha vida nerd foi nunca ter jogado Mago: A Ascensão. O RPG da White Wolf dos anos 90 é um livro lindíssimo, e transpira magia e misticismo para um público cético que tende a racionalizar tudo como os nerds. É simplesmente fantástico como o jogo se propõe a dobrar a realidade e imaginar infinitamente porque THAT IS FUCKING MAGIC. É o tipo de jogo que eu adoraria jogar com caras como Neil Gaiman, Lovecraft e Douglas Adams.

Por isso mesmo, se você queria saber se Doutor Estranho é a melhor adaptação de Mago: A Ascensão nos cinemas que já tivemos, sim, é. O filme é místico pra caralho. E lindo. Pode ir ver, o Doutor Estranho não é o Homem de Ferro disparando raiozinhos de outra cor, vai na fé, vai de boa.
Agora, se você quer saber se o filme é bom, é… bem… essa é uma questão completamente diferente.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

[CINEMA] ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (ou Harry Potter minus Harry Potter)



Eu sempre tive uma opinião bastante estranha sobre Harry Potter: que a série de livros podia ser descrita como uma história fantástica que acompanhava o personagem errado. Lendo os livros, eu sempre achei muito mais interessante os gêmeos Weasley, os marotos, o professor Snape, o diretor Dumbledore, e certamente eu faria um acordo com o Kyubey por um livro com a Luna como protagonista (tenho certeza que eu ficaria uma graça de vestidos rendados, ui) do que as aventuras do protagonista que, depois de acreditar ser órfão a vida inteira, passou um verão todo com seu padrinho (ergo, melhor amigo dos seus pais) e não fez UMA ÚNICA PERGUNTA SOBRE SOBRE OS PAIS QUE ELE NUNCA CONHECEU! MAS É UM SACRIPANTAS MESMO!

Ahem… dizia eu que, para minha grande surpresa, eu não sou um floquinho de neve especial ao achar que Harry Potter (o personagem) não era exatamente a coisa mais legal de Harry Potter (a série). Uma enquete da Bloomsbury (editora do livro) com mais de 70 mil votos revelou que o personagem-titulo é só o quarto colocado na preferencia do público. Que mainstream que eu sou, não?